quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Emdec avança na limpeza de leitos para implantar BRT em Campinas

30/08/2017 - Metro

Por Metro Jornal Campinas 

A Emdec – empresa que gerencia o trânsito de Campinas (interior de SP) – finalizou nesta terça-feira a limpeza de um trecho de 5 km da área do antigo leito do VLT (Veículo Leve Sobre Trilho). O local irá receber o BRT – o sistema de corredores exclusivos de ônibus que vai ligar o centro aos distritos de Campo Grande e Ouro Verde.

O trabalho foi feito na região dos bairros Bonfim e Jardim Miranda, próximo ao  viaduto da Rodovia Anhanguera. De acordo com a Emdec, já foram removidos 277 postes e demolidas três estações do VLT. Restam 2,5 km para a limpeza.

As obras de implantação do BRT estão previstas para começar na segunda quinzena de setembro. A previsão é que o trecho completo – que terá 36,6 km de corredores – será entregue em 2019.

O BRT campineiro, que será chamado de Rapidão, irá beneficiar cerca de 450 mil pessoas que residem nos distritos do Ouro Verde e Campo Grande. 

Obras

Segundo a Emdec, o canteiro de obras e o trecho que recebe os trabalhos fazem parte do Lote 1 – que compreende o trecho do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O trajeto passa sob vias importantes, como as avenidas Lix da Cunha e John Boyd Dunlop.

O sistema BRT prevê veículos articulados ou biarticulados; estações de transferência; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque.

Há dois meses, a prefeitura declarou 23 áreas de utilidade pública – que juntas  somam cerca de 13 mil m2, em diversas regiões da cidade. As glebas serão desapropriadas para que nos trechos seja implantado o sistema do BRT.

Obra na PE-15 provoca alteração em parada de ônibus

29/08/2017 - JC

Ponto de ônibus próximo à concessionária Hyundai foi desativado

A obra prevê o alargamento da avenida Pan Nordestina para que os BRTs que circulam pelo Corredor BRT Norte-Sul, possam transitar em faixa exclusiva / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
A obra prevê o alargamento da avenida Pan Nordestina para que os BRTs que circulam pelo Corredor BRT Norte-Sul, possam transitar em faixa exclusiva / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Editoria de Cidades

Desde o último final de semana, um trecho de 100 metros de uma das faixas da PE-15 (sentido Paulista-Recife), nas proximidades do Fórum de Olinda, está interditado para obras de alargamento da Ponte sobre o Canal da Malária, localizada no Complexo de Salgadinho. A intervenção provocou a remoção de uma das paradas de ônibus da via.

A alteração diz respeito ao ponto de ônibus nº 150065, localizado em frente ao prédio da concessionária Hyundai, lado oposto ao supermercado Atacadão. Quem utilizava a parada, agora precisa se dirigir para o ponto seguinte, nº 150066, na mesma via, em frente ao prédio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), logo após o Fórum de Olinda.

Esta é uma das últimas obras que integram o Corredor Norte-Sul. Ela prevê o alargamento da avenida Pan Nordestina para que veículos do tipo BRT (Bus Rapid Transit), que circulam pelo Corredor BRT Norte-Sul, possam transitar em faixa exclusiva. A previsão é de que a intervenção tenha duração de oito meses.

A sinalização está sendo implantada ao longo da via em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE), que disponibilizou orientadores de trânsito para os primeiros dias da interdição.

Também está em curso a construção das duas últimas estações BRT previstas para o Corredor Norte-Sul: Centro de Convenções e Paulista. A previsão é que sejam finalizadas dentro do prazo de sete meses.

Confira as linhas afetadas:

881 - TI Xambá/Rio Doce (Getúlio Vargas) - Atendimentos
882 - TI Xambá/Rio Doce (Carlos de Lima Cavalcanti)
886 - Ouro Preto/Rio Doce 
916 - Ouro Preto/Joana Bezerra 
1911 - Ouro Preto (COHAB)
1921 - Ouro Preto (Jatobá I)
1926 - Ouro Preto (Jatobá II)

Além destas linhas, o ponto de embarque e desembarque nº 150066 também é atendido pelas seguintes linhas:

 050 - PE-15/Boa Viagem
1909 - TI Pelópidas/TI Joana Bezerra  
1913 - TI PE-15/TI Joana Bezerra
1967 - TI Igarassu (Dantas Barreto)
1977 - TI Pelópidas (Conde da Boa Vista)

Outras informações podem ser obtidas com a Central de Atendimento ao Cliente (0800 081 0158).

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Prefeitura de Goiânia pede agilidade à Caixa para retomar obra do BRT

17/08/2017 - Mais Goiás

Reunião aconteceu nesta quinta-feira (17), no Paço Municipal de Goiânia


Prefeitura de Goiânia pede agilidade à Caixa para retomar obra do BRT
Em reunião, Iris Rezende pede agilidade à Caixa Econômica Federal. (Foto: Prefeitura de Goiânia)
   
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, se reuniu nesta quinta-feira (17) com a Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Marise Fernandes, para solicitar agilidade na solução dos impasses burocráticos quem têm atrasado a retomada das obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte Sul da capital.

A reunião ocorreu no Palácio das Campinas Venerando de Freitas Borges, no Paço Municipal. Os representantes da Caixa apresentaram uma proposta de elaboração do recurso que será registrado junto aos órgãos reguladores. O objetivo da proposta é liberar os valores retidos na instituição financeira, que é responsável pelo financiamento da obra.

“Diante disso, hoje aceitamos que a própria Caixa contribua na formulação do recurso que será protocolado junto aos órgãos reguladores. Aceitamos a proposta visando agilidade em todos esses processos e trâmites burocráticos para que Goiânia não seja prejudicada’, afirmou o prefeito. Segundo Iris, o serviço será executado por um valor 30% inferior ao proposto pela segunda colocada no processo de licitação.

A reunião de hoje contou ainda com a participação do vice-presidente de Produtos e Varejo da Caixa, Fábio Lenza, do vice-presidente de Governo, Roberto Derziê, dos secretários municipais Fernando Cozzetti e Samuel Almeida, do Controlador Geral do Município, Juliano Bezerra e do Chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Ortegal.

Paralisação

As obras do BRT foram paralisadas após suspensão do repasse de R$ 10 milhões por parte da CEF ao consórcio formado pelas empresas EPC e WGV. Os recursos foram retidos após apontamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de que itens e materiais estariam acima e outros abaixo do preço.

A paralisação das obras da BRT tem causado transtornos para moradores e comerciantes das regiões afetadas pela obra. Além disso, muitos motoristas precisaram mudar suas rotas para se adequar às mudanças provocadas no trânsito da Capital.

Governo do Pará publica novo edital para obras do BRT Metropolitano

17/08/2017 - G1

Empresa vencedora irá executar as obras da reestruturação da BR- 316 e da infraestrutura do BRT na região metropolitana de Belém.

Por G1 PA, Belém

Governo do Estado passou a administrar os primeiros 16 km da BR-316, que vai do Entroncamento a Benevides. (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Governo do Estado passou a administrar os primeiros 16 km da BR-316, que vai do Entroncamento a Benevides. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

O Governo do Pará publicou no Diário Oficial do Estado o novo edital de licitação pública internacional para contratação de empresa, ou consórcio de empresas, que irá executar as obras da reestruturação da BR- 316 e da infraestrutura do BRT (Bus Rapid Transit) Metropolitano, obras que fazem parte do projeto de mobilidade urbana Ação Metrópole.

De acordo com o edital, publicado na quarta-feira (16), as obras incluem: duas pistas, com quatro faixas em cada uma delas (uma exclusiva para o BRT). Está prevista ainda uma nova iluminação de LED, nova drenagem, pavimentação, calçadas arborizadas, ciclovias bidirecionais nas duas extremidades, 13 passarelas para travessia de pedestres, paisagismo, 26 estações, dois terminais de integração, sendo um em Ananindeua e outro em Marituba, e um viaduto de quatro pétalas, em Ananindeua.

O Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) publicou em 29 de novembro de 2016 o edital para o qual se apresentou apenas uma proponente e, que teve sua proposta considerada inadequada. Por isso, a licitação foi encerrada.

Diante do ocorrido, foram efetuadas algumas alterações no edital e encaminhado à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), financiadora do projeto, para apreciação e aprovação. Com a aprovação da agência, formalizada no último dia 11, o governo deu prosseguimento ao processo licitatório e publicar o edital da abertura da nova licitação.

As obras fazem parte do programa Ação Metrópole, que tem o objetivo de melhorar a mobilidade urbana e buscar solução para o transporte público e circulação geral. O projeto inclui a melhoria no sistema de transporte no trecho entre o Entroncamento e o município de Marituba; a construção de alternativas viárias à rodovia BR-316, como o prolongamento das avenidas João Paulo II e Independência; e a adequação de vias que integram a rede de transporte coletivo.

O projeto Ação Metrópole representa um investimento na ordem de R$530 milhões e faz parte de um sistema que foi pensado para trabalhar integrado com outros projetos executados pelo governo do Estado, como a avenida Independência (orçada em R$120 milhões), já concluída; a duplicação da avenida Perimetral (R$ 77 milhões), executada e entregue e o prolongamento da avenida João Paulo II (R$ 300 milhões), que está em fase final, com previsão de entrega para dezembro de 2017.

Integração

O BRT Metropolitano também faz parte do projeto de reconstrução da BR-316 e vai integrar a Região Metropolitana de Belém, sendo que primeiramente, Belém, Ananindeua e Marituba e, posteriormente, também o município de Benevides. O novo sistema de transporte urbano reduzirá em cerca de 50% o tempo de viagem do destino ao centro de Belém e vice-versa.

O ponto inicial do BRT será o Terminal Marituba, localizado no km 10,7 da Rodovia BR-316, próximo à Alça Viária, e permitirá a integração das linhas alimentadoras que vêm de Marituba. O terminal será composto por duas plataformas, sendo uma para as linhas troncais e outra para as linhas alimentadoras, área de expansão e de estocagem, praça e estacionamento para motos, veículos e bicicletas, possibilitando a integração desses usuários.

Já em Ananindeua, o terminal ficará no km 6,5 da Rodovia BR-316, em frente à sede Campestre da AABB. Será o principal ponto de integração das linhas alimentadoras de Ananindeua ao BRT. Esse terminal contará com acessos através de passagens subterrâneas para as linhas troncais, três plataformas para as linhas troncais e alimentadoras, área de expansão e de estocagem, estacionamento para motos, veículos e bicicletas, acesso à internet sem fio (Wi-Fi), praça e outra unidade da “Estação Cidadania”.

O Terminal de Ananindeua se configura como o maior e mais importante do BRT Metropolitano, uma vez que possibilitará a conexão deste aos conjuntos Cidade Nova e seu entorno, através da Rua Ananin, que está sendo executada pela prefeitura de Ananindeua, e de um viaduto que facilitará a ligação entre as áreas ao sul da BR, como conjunto Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova.

Corredor Norte-Sul: obras continuam e descaso também

17/08/2017 - JC

Governo anuncia mais uma etapa do projeto que se arrasta há mais de cinco anos e carece de manutenção

BRTs fazem fila para passar na PE-15, nos Bultrins, por conta de buracos / Filipe Jordão/JC Imagem
BRTs fazem fila para passar na PE-15, nos Bultrins, por conta de buracos / Filipe Jordão/JC Imagem

Margarette Andrea

No Corredor Via Livre BRT Norte-Sul, que liga Igarassu ao Recife, obras e descaso caminham juntos. Ao mesmo tempo em que o governo anuncia mais uma etapa do projeto – o alargamento da ponte sobre o Canal da Malária, na PE-15, Complexo de Salgadinho, em Olinda – trechos do corredor, que vem sendo implantado há cinco anos, se deterioram visivelmente. Inúmeras crateras no asfalto, descontinuidade da faixa exclusiva e passeios tomados por mato levam o Norte-Sul a deixar pelo percurso de 32,2 quilômetros os ganhos que o sistema deveria oferecer: velocidade, conforto e melhor acessibilidade.

Mas o projeto ainda inclui outras obras. O alargamento da Ponte Preta, localizada sobre o Rio Beberibe, em Olinda, também começa nos próximos dias, segundo a Secretaria Estadual das Cidades (Secid). E estão em fase de licitação a requalificação dos terminais integrados da PE-15, Pelópidas Silveira e Igarassu.

“A previsão é de que o TI Igarassu inicie as obras ainda em 2017 e que os serviços nos terminais PE-15 e Pelópidas comecem em 2018, com previsão de um ano de obra e conclusão total do projeto em 2019”, informa a secretaria, por meio de nota.

MANUTENÇÃO

Ao todo, R$ 136,5 milhões já foram investidos no corredor, estimado em R$ 188 milhões, conforme a Secid. Mas apesar do alto custo sua manutenção vem sendo negligenciada.

Nas proximidades da Estação Sítio Histórico, em Ouro Preto, Olinda, o piso dos BRTs (veículos que custam em torno de R$ 800 mil) chega a se arrastar no asfalto enquanto os motoristas tentam driblar as crateras, muitas cobertas por água. Alguns coletivos convencionais que usam a mesma faixa optam por trafegar pelo passeio, que é de terra, para fugir dos buracos, arriscando a vida dos pedestres.

Já os BRTs, que medem 19 ou 21 metros e transportam até 160 pessoas, formam fila para vencer os buracos. Nas imediações da Estação Bultrins, em Jardim Fragoso, Olinda, o cenário também é crítico. “A situação está muito difícil para a gente. Os veículos quebram, a viagem atrasa e aumenta o risco de acidentes porque a gente se mistura com os carros pequenos”, lamenta o motorista de BRT Adalberto Ferreira, 47 anos.

RECLAMAÇÕES

As reclamações dos passageiros vão mais além. “No começo o BRT era mais rápido e funcionava bem. Agora ele atrasa por conta dos buracos, vive tendo assalto e estamos com dificuldade de carregar o VEM (bilhete eletrônico). Aqui mesmo (na Estação Bultrins) roubaram a máquina de recarga e amarraram o funcionário”, conta a vendedora autônoma Crisleide Pontes, 53 anos.

O corredor começou a ser implantado em janeiro de 2012 e deveria ter ficado pronto para a Copa de 2014, mas somente em julho daquele ano passou a funcionar parcialmente. Hoje, opera com 27 das suas 29 estações, oito das nove linhas e 75 dos 126 BRTs previstos. Conforme o Grande Recife Consórcio de Transporte, 66,4 mil pessoas são transportadas ao dia, devendo chegar a 160 mil quando o corredor for concluído.

“A manutenção dos trechos críticos da PE-15 está sendo executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE), que iniciou os serviços na última sexta-feira (11)”, informa a Secid.

sábado, 5 de agosto de 2017

BRT pernambucano sofre com a evasão de receita

04/08/2017 - JC

Publicado por Roberta Soares


Como se não bastasse todos os problemas de operação, os atrasos na conclusão dos corredores e os assaltos, o BRT pernambucano tem sofrido também com a evasão de receita, ou seja, com passageiros que entram no sistema sem pagar a tarifa. O problema não é exclusividade do BRT e atinge, há muito tempo, todo o sistema de transporte público da Região Metropolitana do Recife. Mas no caso do Bus Rapid Transit a evasão começa a assustar operadores e gestores e a provocar reações que estão descaracterizando ainda mais o sistema, como é o caso do modelo de bloqueios instalados na recém-inaugurada Estação Benfica, do Corredor Leste-Oeste, que entrou em operação na última segunda-feira, após cinco anos de espera para ser construída.

Temos sofrido muito com a evasão. Estamos vendo os ônibus circulando cheios e a demanda caindo. As pessoas têm invadido as estações do BRT por fora e, em muitos casos, pulam os bloqueios”,

Djalma Dutra, do Consórcio Mobibrasil, operador do Corredor Leste-Oeste

O equipamento que está sendo testado difere em muito dos bloqueios modernos projetados para as estações de BRT. É feio, grosseiro e dificulta o acesso dos passageiros. Obesos, pessoas com qualquer dificuldade de locomoção e até mesmo quem costuma andar com bolsas ou mochilas tem dificuldade para passar. A largura é a mesma dos outros bloqueios, garantem os operadores, mas a altura é o que dificulta a passagem. Enquanto os bloqueios convencionais das estações de BRT têm um metro, o novo modelo tem 1,40 metro. “É importante ressaltar que é apenas um teste e que o acesso das pessoas com dificuldades está liberado por fora dos bloqueios.

Veja, num breve vídeo, como funcionam os bloqueios que estão em teste para evitar a evasão de receita:

Vale lembrar que o impacto da evasão de receita, de um jeito ou de outro, pesa no bolso do passageiro que paga para andar no sistema. O prejuízo volta de duas formas. Em primeiro lugar, com ônibus circulando mais cheios porque a oferta de frota é dimensionada para a quantidade de usuários que passam no validador dos coletivos. Em segundo lugar, pagam uma tarifa cada vez mais cara porque o custo do sistema se torna maior do que a receita arrecadada. Essa é a principal explicação dada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE).


Segundo os números da entidade, a evasão de receita de todo o sistema de transporte gira em torno de 10% do que é arrecadado com as tarifas. Ou seja, significa dizer que 200 mil pessoas que não têm direito à gratuidade estão viajando de graça no transporte, às custas de quem paga a passagem. No caso do BRT, os operadores afirmam que a perda de receita já está em 12,5%, ou seja, acima da evasão do sistema convencional. “O transporte público sofre como um todo, mas as características do BRT facilitam a invasão, infelizmente. Essas pessoas – que não chamo de usuários – muitas vezes entram nos BRTs e nas estações por fora. E a situação piorou muito do fim do ano passado para cá devido à crise econômica”, diz Djalma Dutra.


CAMPANHA COMO REAÇÃO

O setor empresarial tem definido algumas estratégias numa tentativa de reagir à perda de receita. A Urbana-PE lançará na segunda quinzena deste mês, provavelmente no dia 14, a campanha “Faça o Certo”, que vai estimular a moralização e a humanização do sistema de transporte pelos passageiros. A proposta é pegar carona no momento de combate à corrupção que o País vive, estimulando os usuários a não viajar sem pagar a passagem, a respeitar os assentos preferenciais e a não depredar o transporte coletivo.

Além do teste com os bloqueios altos, os operadores estão instalando um circuito interno de TV para flagrar os invasores nas estações de BRT e vão encaminhar as imagens para a Secretaria de Defesa Social (SDS). Também estão desativando os botões de emergência que liberam a abertura das portas das estações. O controle passará a ser feito exclusivamente pelos funcionários das unidades.

Justiça Federal condena ex-prefeito Duciomar Costa a pagar R$ 42,9 milhões por prejuízos ao BRT

04/08/2017 - G1 PA, Belém

Os direitos políticos do ex-prefeito foram suspensos por cinco anos. A ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação, Suely Costa Melo, também foi condenada por improbidade administrativa.

O ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa, é condenado por improbidade administrativa. (Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Hoje)
O ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa, é condenado por improbidade administrativa. (Foto: Oswaldo Forte/Amazônia Hoje) 

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Belém Duciomar Costa e a ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura Suely Costa Melo por improbidade administrativa. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (4) pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF), autor no pedido. Por telefone, o advogado do ex-prefeito disse que vai recorrer da decisão. O G1 ainda não conseguiu contato com Suely Melo.

Duciomar e Suely Melo Eles são apontados pela justiça como responsáveis por prejuízos na licitação e execução das obras do sistema de transporte coletivo BRT. Eles foram condenados a devolver R$ 42,9 milhões aos cofres públicos, além do pagamento de multa individual de R$ 4,9 milhões e da proibição de fazer contratos com o poder público por cinco anos.

Os direitos políticos do ex-prefeito também foram suspensos por cinco anos. A decisão mantém indisponíveis os bens do ex-prefeito no valor correspondente a multa.

Segundo o advogado do ex-prefeito Duciomar, a Justiça Federal não teria competência para julgar este caso, já que não houve utilização de recurso da união. O advogado alega ainda que Duciomar já foi absolvido de um processo semelhante na justiça estadual

Denúncia

A ação por improbidade foi ajuizada pelo MPF em 2013 e apontou falta de adequação do projeto BRT às necessidades do trânsito de Belém, erros em previsões técnicas e irregularidades na licitação. A sentença foi assinada na última terça-feira (1º), segundo o MPF.

Entre as irregularidades do processo licitatório denunciadas pelo MPF estavam a falta de abertura de novo prazo para recebimento de propostas após retificação do edital, ausência de recursos orçamentários que garantissem o pagamento das obrigações e incompatibilidade entre o projeto da Prefeitura e o projeto do Governo Estadual para o trânsito da capital.

O MPF também denunciou a existência de uma série de impedimentos à competitividade da licitação, como a exigência injustificada de 27 atestados de capacidade técnica com inclusão de serviços não relevantes ao objetivo principal do projeto, a proibição de formação de consórcios de empresas e a previsão de apresentação de atestado de capacidade técnica de empresa subcontratada.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Curitiba: Inacabada, canaleta de ônibus a caminho do aeroporto vira estacionamento

02/08/2017 - Gazeta do Povo

Prometidas para a Copa de 2014, as obras não estão prontas – o que abre brechas para a utilização da via de outras maneira

Felipe Raicoski, especial para a Gazeta do Povo

 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

A canaleta exclusiva para ônibus na Avenida das Américas, continuação da Avenida Marechal Floriano, na ligação entre Curitiba e São José dos Pinhais, tem servido para fins diversos: estacionamento, mostruário de lojas de carro, ciclovia. Prometidas para a Copa de 2014, as obras não estão prontas – o que abre brechas para a utilização da via de outras maneiras.

Segundo a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), uma consultoria técnica foi contratada para avaliar o andamento das obras e definir o que precisa ser feito para a conclusão. Em 2016, a Comec alegou que faltava a instalação de sinalização e de semáforos no local para que, enfim, os ônibus pudessem circular. O trecho entre a Rua Pastor Antônio Pólito, em Curitiba, e o Terminal de São José dos Pinhais tem 2,6 km. Como está inacabada, os veículos do transporte coletivo precisam dividir a pista de rolamento com os carros, o que traz inúmeros transtornos para o trânsito da região.

Sem ônibus na canaleta, lojistas e clientes usam a via como estacionamento. De acordo com a vendedora Rosângela Lemes Araújo Pinto, de um comércio da região, a requalificação da avenida acabou com as vagas que existiam no entorno. “A gente não sabe por quanto tempo vai poder usar e não é correto também. Certo era ter a vaga de estacionamento, como é o normal em todos os lugares”, afirmou.

Rosângela afirma que desde que começaram as obras, em 2012, a loja perdeu metade de seu movimento, por conta da dificuldade de acesso quando a reforma estava em execução e agora pela falta de definição do que será feito. “Esse período está sendo terrível. Estamos sendo imensuravelmente afetados. Estamos considerando seriamente sair daqui”, contou.

Sem opção para estacionar na Avenidas das Américas, o representante comercial Joacir Almeida conta que deixa o carro no local quando precisa do serviço de uma das lojas da via. “Uso às vezes, mas só porque tiraram todos os lugares para estacionar. Quem precisa correr na loja faz o quê? O negócio está aí, abandonado, e os comerciantes estão com dificuldades porque não tem lugar para parar”, disse Almeida.

Procurados, os comerciantes das lojas de automóveis que estacionam os veículos à venda na canaleta não quiseram se pronunciar.

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Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


Trânsito e obras

Sem a canaleta, carros e ônibus precisam compartilhar as vias de rolagem. E é grande o número de carros que passam por ali todos os dias. “É muita gente que passa e se você ver na hora de pico, o ônibus fora da linha incomoda. Ônibus na canaleta alivia o tráfego tanto para o carro quanto para o ônibus”, destacou Virgílio Pereira, que mora na região.

A reforma é parte do Programa Pró-Transporte, PAC da Mobilidade - Copa do Mundo de 2014, que é de responsabilidade da Comec. Em nota, o órgão informou que ocorreram problemas no andamento da obra e que, por essa razão, o órgão rescindiu o contrato com a empresa. O edital, de fevereiro de 2012, fixava prazo para entrega em 18 meses. Mais de cinco anos depois, porém, a obra não está pronta e a canaleta não pode ser utilizada.

Após alterações no projeto em 2015, por demandas feitas na execução das obras, a promessa da Comec era entregar o trecho em junho daquele ano. Houve nova readequação e, em maio de 2016, a promessa era de que faltava colocar semáforos para liberar a canaleta para circulação dos ônibus. Além disso, faltavam uma camada de pavimentação em frente ao terminal, iluminação pública, ciclovia, sinalização e paisagismo para a conclusão da obra.

Em nota, a Comec afirmou também que uma nova licitação será feita para contratar a empresa que irá concluir o trecho. Para que seja feita uma nova concorrência pública, no entanto, é necessária uma avaliação do que precisa ser feito, algo que a coordenação diz já estar realizando, com a contratação de uma consultoria técnica. O trabalho será avaliar o estado atual do local para especificar no novo processo o que precisa ser feito.

Enquanto a canaleta não fica pronta, moradores e comerciantes cobram providências do poder público. “A canaleta está pronta há muito tempo, por que não usar? Qual a justificativa? Como sempre, vão ficar jogando de um lado para outro a responsabilidade e o povo é quem sofre”, afirmou Pereira.

BRT Leste-Oeste mais perto da operação plena

03/08/2017 - JC

Publicado por Roberta Soares 

TI da III Perimetral, localizado na esquina das Avenidas Caxangá e General San Martin, ficará pronto em dezembro próximo. Fotos: Guga Matos/JC Imagem

Seis anos depois de começar a ser construído, finalmente o Corredor de BRT Leste-Oeste, que liga Camaragibe, no Grande Recife, ao Centro da capital, está mais perto de entrar em operação plena e ver o número de passageiros transportados duplicar. Pelo menos no caso de um dos dois terminais integrados que servirão de alimentação ao sistema BRT: o TI da III Perimetral, no Cordeiro, que teve as obras paralisadas ainda em 2015, embora estivesse 90% pronto. Agora, a previsão do governo de Pernambuco é de concluir as obras, retomadas há dois meses, em dezembro deste ano. As outras pendências do corredor, entretanto, só deverão ser finalizadas em 2018, entre junho e setembro.

A conclusão da unidade custará mais R$ 1,8 milhão aos cofres públicos e deverá atrair uma demanda de aproximadamente 10 mil passageiros por dia. A principal vantagem do início da operação do terminal será a retirada de diversas linhas de ônibus convencionais que atualmente ficam presas no congestionamento diário da Avenida Caxangá. Essas linhas passarão a alimentar o terminal. Para chegar ao Centro, os passageiros utilizarão os BRTs. A previsão é que o TI da III Perimetral opere com sete linhas (sendo cinco alimentadoras, uma troncal (para o Centro) e uma interterminal). Depois de a Estação Benfica ser aberta à operação comercial na última segunda-feira, a próxima pendência do corredor a ser resolvida será o TI da III Perimetral.

Para quem esperou tanto tempo, o que importa é a previsão de conclusão. “É claro que o ideal era que esse terminal estivesse concluído desde a Copa do Mundo de 2014, como prometido. Mas o que passou, passou. O que nós queremos ver agora é a conclusão da obra porque ela vai beneficiar muitas pessoas. Sem falar que ver esse terminal quase pronto e abandonado era revoltante”, diz a dona de casa Cláudia Josefina, que reside próximo ao TI da III Perimetral.

A conclusão do terminal integrado que mais atrairá passageiros para o corredor, o TI da IV Perimetral, na Iputinga, entretanto, será um pouco mais longa. Pelos planos do governo, a unidade será finalizada apenas em junho de 2018. Quando as obras foram paralisadas, em 2015, o terminal estava 80% construído, mas a degradação da construção foi bem maior do que a sofrida pelo TI da III Perimetral. Quando estiver pronta, a unidade vai operar com nove linhas de BRT (sendo seis alimentadoras, duas troncais e uma interterminal) e atrair uma demanda de 40 mil passageiros diários, segundo informações do Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT). Serão gastos R$ 4,5 milhões para finalizar a unidade.

Construção do TI da III Perimetral foi paralisada em 2015 com 90% das obras concluídas. Finalização vai custar quase R$ 2 milhões

As outras pendências do Corredor Leste-Oeste têm datas diferentes para serem resolvidas. Segundo a Secretaria das Cidades, a finalização do elevado Bom Pastor e a construção de uma estação no local está com licitação em andamento e só deve começar em abril de 2018, com conclusão em setembro do mesmo ano. Já a conclusão da praça e dos acessos sobre o Túnel da Abolição só deve começar em janeiro próximo. E a adequação do Terminal Integrado de Camaragibe para receber os BRTs ainda vai ser licitada. As outras pendências, como a adequação da Avenida Conde da Boa Vista e a construção das estações em Camaragibe, não têm qualquer previsão.

A construção do corredor, embora já estivesse devagar, foi suspensa em 2015 por causa da falência do Consórcio Mendes Júnior e Servix, envolvido com a Operação Lava Jato. Desde então o Estado luta para desfazer os contratos, realizar uma nova licitação e retomar as construções. Atualmente o corredor opera com 15 estações, cinco linhas de BRT e transporta 52 mil passageiros por dia. Por enquanto, custou R$ 88 milhões, sem considerar os aditivos de contrato para conclusão das obras remanescentes. O governo de Pernambuco não deu entrevista sobre o Leste-Oeste. Apenas repassou as informações e o cronograma pela assessoria de imprensa da Secretaria das Cidades e do GRCT.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Garantidos recursos da 2ª etapa do BRT

01/08/2017 - Tribuna da Bahia, Salvador 


Licitação será concluída este mês e obras começam em setembro

O sistema de ônibus na modalidade BRT (Bus Rapid Transit) deverá estar concluído ao final de 2019, integrando a região do Iguatemi à Estação da Lapa por meio de veículos articulados e bi-articulados e corredores exclusivos. Isso se for cumprido o cronograma de 28 meses a partir do início das obras, que deverão começar no início do próximo mês.

O anúncio foi feito ontem pelo prefeito ACM Neto, durante solenidade de assinatura da liberação de recursos para a segunda etapa da obra, no valor de R$ 300 milhões, e cujo processo de licitação deverá estar sendo concluído até o final do ano. A liberação dos recursos foi assinada pelo prefeito, juntamente com os ministros das Cidades, Bruno Araújo, e da Secretaria da Presidência da República, Antonio Imbassahy, no Sheraton Hotel da Bahia.

Antes mesmo do início das obras da primeira etapa de uma das principais intervenções na área de mobilidade da história de Salvador, o BRT  já tem recursos garantidos para a realização da segunda etapa – estimada em R$412 milhões. Do total, R$300 milhões são oriundos do Orçamento Geral da União (OGU), repassados pelo Ministério das Cidades, e os outros R$112 milhões do Programa de Financiamento das Contrapartidas do Programa de Aceleração do Crescimento (CPAC), via Caixa Econômica Federal. A medida vai possibilitar a construção do trecho entre a Lapa e o Parque da Cidade (Itaigara).

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Além de BRT, Salvador terá corredores de ônibus BRS no Subúrbio e na Orla

31/07/2017 - Correio 24 Horas

Novidade foi confirmada pela prefeitura nesta segunda (31), durante a assinatura do contrato de financiamento da segunda etapa do sistema de ônibus rápidos

Thais Borges (thais.borges@redebahia.com.br)

Quando o Bus Rapid Transit (BRT) entrar nos trilhos em Salvador, não vai ser só o trecho entre a Estação da Lapa e a região do Iguatemi que vai ter os novos ônibus duplos. O Subúrbio Ferroviário e a Orla também vão receber outros BRTs – ou melhor, outros BRS (na sigla, em inglês, Bus Rapid Service).

O nome é parecido – e, na prática, é quase a mesma coisa. A diferença é que, enquanto a obra do BRT envolve a construção de corredores exclusivos para esses veículos, o BRS é um corredor misto: vai abrigar tanto os ônibus BRT quanto os convencionais. A novidade foi confirmada pela prefeitura nesta segunda-feira (31), durante a assinatura do contrato de financiamento da segunda etapa do BRT, em solenidade no Hotel Sheraton da Bahia, no Campo Grande.

Na assinatura do contrato, estiveram presentes o prefeito ACM Neto; o ministro das Cidades, Bruno Araújo; o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy; e representantes da Caixa Econômica Federal. O segundo trecho do BRT, que vai da Estação da Lapa ao bairro Cidade Jardim, vai custar R$ 412 milhões – sendo R$ 300 milhões da União, R$ 65,5 milhões do programa de contrapartidas da Caixa e outros R$ 65,5 milhões do Município.

“Estamos oferecendo uma nova perspectiva de mobilidade em Salvador, com BRT e toda essa revisão das linhas de ônibus que estamos fazendo. Isso vai permitir menos tempo de deslocamento e mais conforto para o usuário. Esse é um BRT que vai integrar os dois centros econômicos de Salvador: o antigo, na Lapa, e o moderno, no Iguatemi”, afirmou Neto, durante o evento. A expectativa da administração municipal é que o tempo de percurso entre a Lapa e o Iguatemi passe de uma hora e 40 minutos para 16 minutos.

Segundo o ministro Bruno Araújo, a construção do BRT em Salvador é uma obra que conta com mais de R$ 800 milhões em recursos federais. “A medida permite que a administração municipal possa dar mais qualidade de deslocamento para a população e fazer com que a cidade avance ainda mais na mobilidade”, comentou. Enquanto isso, o ministro Antônio Imbassahy destacou o que chamou de ‘atenção da Presidência’ com Salvador. “Estão sendo entregues R$ 300 milhões a fundo perdido, valor expressivo que não tem acontecido em outras solenidades”, destacou Imbassahy, que foi prefeito de Salvador entre 1997 e 2004.

Foto: Evandro Veiga/CORREIO

Mudança

De acordo com a prefeitura, para facilitar a captação de recursos, a obra do BRT foi dividida em três etapas: trecho um, trecho dois e trecho três. Enquanto o primeiro e o segundo trechos já estão em fase de licitação ou têm contratos assinados, a terceira etapa será um tanto diferente. Com 1,8 quilômetro de extensão, o corredor entre o Parque da Cidade e o Jardim dos Namorados será o primeiro no modelo BRS.

De acordo com o secretário municipal da Mobilidade, Fábio Mota, a prefeitura ainda busca uma linha de financiamento para as obras dessa fase. No entanto, boa parte já está garantida devido à requalificação da Avenida ACM, que deve ser concluída nas próximas semanas. 

“Está praticamente pronto. As obras que estamos fazendo lá já estão sendo adaptadas para o BRS. Tem concreto, as baias”, citou. O próximo passo é decidir como será implantada a estação da região. De acordo com ele, pelo projeto, a estação ficaria onde hoje funciona um posto de combustível ou o clube da Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac). 

“Ou vai tirar o posto ou a Asbac. O mais importante é o povo ou o empreendimento?”, ponderou o secretário. De acordo com ele, não há prazo para definição de qual estabelecimento será removido e nenhum dos dois já teria sido notificado pela prefeitura. 

Outras duas linhas de BRS vão funcionar nas futuras Linhas Azul e Vermelha, que estão sendo construídas pelo governo do estado. A Linha Azul, que terá 12 quilômetros, vai da Orla ao Subúrbio passando pelas avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa. Já a Linha Vermelha, com quase 13 quilômetros, vai da Base Naval de Aratu até a Avenida Orlando Gomes. “Essas vias já estão sendo prontas para entrar o BRT. A prefeitura assumiu a operação, nessas vias, do sistema BRT”, garantiu o secretário. 

A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), responsável pelas obras, foi procurada pelo CORREIO mas ainda não respondeu às solicitações da reportagem. 

Primeiro e segundo

O segundo trecho do BRT vai da Estação da Lapa ao bairro do Cidade Jardim. As obras incluem a construção de seis estações: Vasco da Gama, Ogunjá, HGE, Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Cidade Jardim. Além disso, serão implantados viadutos na Avenida Garibaldi e elevados paralelos no Vale das Pedrinhas e no Cidade Jardim.

"A Estação do Rio Vermelho, por exemplo, vai eliminar os cruzamentos da Lucaia para que o BRT passe em linha expressa”, explicou o secretário Fábio Mota. De acordo com ele, as intervenções preveem o aproveitamento de vias de ônibus convencionais que já existem na Avenida Vasco da Gama. Nos outros pontos, serão implantadas novas vias exclusivas para o sistema, além de ciclovias. 

Enquanto isso, o primeiro trecho está em fase final de licitação. Até o dia 31, a empresa ou consórcio vencedor deve ser anunciado, enquanto a ordem de serviço para as obras está prevista para o início de setembro. O trecho 1 terá 2,9 quilômetros de extensão, com investimentos de R$ 377, financiados junto à CEF. 

As intervenções incluem a construção de três viadutos – um no sentido Parque da Cidade-Lucaia, e outros dois no sentido Parque da Cidade-Iguatemi. A previsão é que as obras dos dois trechos sejam concluídas juntas, em até 28 meses após a ordem de serviço da primeira etapa. 

De acordo com o prefeito ACM Neto, a primeira fase tem obras mais complexas. “Vai ter mais impacto no trânsito, por isso, venho pedindo a compreensão do cidadão, porque as intervenções serão muito grandes. Mas nós temos certeza que a trafegabilidade vai ser outra depois da execução dessa obra. Há, ainda, um apelo de resolver problemas históricos de drenagem na região. Quando chove muito aquele canal da (Avenida) Juracy Magalhães praticamente transborda”. Quando estiver pronto, o sistema BRT deve atender cerca de 31 mil passageiros por hora, nos momentos de pico.

O ministro Bruno Araújo lança selo comemorativo (Foto: Evandro Veiga/CORREIO)

Correios lança selo comemorativo

Ainda nesta segunda (31), durante a solenidade de assinatura do contrato do financiamento da segunda etapa do BRT, foi lançado um novo selo comemorativo pelos Correios, em homenagem ao metrô de Salvador.

“É com grande satisfação que lançamos o selo comemorativo, destacando o metrô de Salvador que integra o sistema metroviário Salvador-Lauro de Freitas. Esse é um dos projetos de mobilidade mais modernos do país e encontra-se em processo de expansão, em um momento em que mobilidade urbana destaca-se como indicador de qualidade de vida da população”, destacou a superintendente dos Correios na Bahia, Elizete de Castro. 

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que o selo demonstra a importância do investimento no metrô da capital baiana. “O mais importante é o governo federal aportar e ajudar o estado da Bahia e a Região Metropolitana de Salvador. Tem sido uma obra a várias mãos: governo federal, estadual e prefeitura de Salvador”, comentou ele, ao lançar o selo.