sábado, 19 de novembro de 2016

Técnicos discutem impacto da implantação do BRT em Teresina

19/11/2016 - Cidade Verde

Os impactos da implementação do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) foram apresentados, na manhã desta sexta-feira (18), aos técnicos da Prefeitura de Teresina. A apresentação é resultado da dissertação de mestrado da arquiteta da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), Gabriela Uchoa, mestra pelo University College London. 

Intitulado de “Análise de Investimento em Transporte por meio de Modelos de Interação Espacial em Teresina: Avaliação de Impactos de Implementação de BRT”, a dissertação analisou a implantação do novo sistema a partir de três indicadores: social, ambiental e econômico. A partir deles, foram respondidos questionamentos como a melhoria da acessibilidade, aumento do uso de transporte público e quais zonas teriam um melhor desenvolvimento econômico. 

“O novo sistema seria benéfico para Teresina e teria um desempenho satisfatório. Isso porque, como o novo sistema, mais pessoas passariam a usar transporte público, trocando o carro particular pelo BRT, e também haveria um crescimento econômico no entorno dos corredores”, afirma Gabriela Uchoa. 

Ela lembra que só a melhoria no sistema de transporte não seria suficiente. “Ela deve vir acompanhada de medidas de planejamento urbano, como o tratamento do entorno dos corredores, acesso a moradia em zonas beneficiadas e zoneamento complementar de atividades fora da área central”, pondera. 

Outro ponto destacado é o custo da implantação do BRT, que é menor em relação a outros transportes públicos, como o metro. “O custo de implantação da estrutura do BRT é menor do que os dos demais. Em comparação ao do metro, por exemplo, é dez vezes menor”, comenta Gabriela. 

Em Teresina, estão sendo investidos mais de R$ 320 milhões para implantação do novo sistema. Ao todo, serão oito terminais de integração e corredores de vias exclusivas em 12 avenidas e em algumas ruas que fazem a ligação entre os bairros e o centro da capital piauiense.

“O trabalho de mestrado da Gabriela mostra as vantagens do sistema de BRT e apresenta pontos que podemos melhorar para evitar problemas a médio prazo”, afirma o secretário Municipal de Planejamento e Coordenação, Washington Bonfim. “A intenção é que, com o BRT, mais pessoas possam usar o sistema público de transporte. Com isso, o retorno para a população e para cidade será muito maior”, finaliza. 

O BRT (Bus Rapid Transit) é um sistema de transporte coletivo de passageiros que proporciona mobilidade urbana rápida, confortável, segura e eficiente por meio de infraestrutura segregada com prioridade de ultrapassagem, operação rápida e frequente. O sistema é usado em cidades como São Paulo e Curitiba

terça-feira, 10 de maio de 2016

Corredores BRT de Porto Alegre se distanciam da proposta original

10/05/2016  - Zero Hora - RS

Em 11 de março de 2013, ZH destacava, em sua versão online: "Corredores BRT irão transformar o trânsito de Porto Alegre". Cinco anos após o anúncio do sistema de trânsito rápido para o transporte público, a previsão se concretizou – mas não da maneira que se esperava. As obras do BRT (transporte rápido de ônibus), todas ainda inconclusas, apesar de terem sido prometidas para a Copa do Mundo de 2014, realmente mudaram o trânsito da Capital. Para pior.

No estado atual, os trabalhos complicam o trânsito, deixam corredores em obras vazios, obrigando os ônibus a disputar espaço com outros veículos, e dificultam a vida dos passageiros, que já se acostumaram com a lentidão e os constantes desvios de rota.

A expectativa para este ano – o terceiro de obras tão somente de pavimentação do BRT – era de que, finalmente, o asfalto fosse substituído pelo concreto em todos os corredores a serem cruzados pelo sistema, garantindo maior durabilidade para a pista e evitando a trepidação dos veículos. Mas nem isso agora está garantido: com a dificuldade financeira enfrentada pela construtora Brasília Guaíba, o corredor da Avenida João Pessoa precisará passar por nova licitação. O edital deve ser publicado apenas no próximo semestre.

Nos demais corredores, os ônibus poderão voltar a circular ainda neste semestre, mas nenhum ainda está adequado à nova proposta. Por enquanto, nada de embarque rápido, ultrapassagem, veículos maiores, bilhetagem eletrônica, informatização de horários: o início da "operação BRT" em Porto Alegre será apenas em corredores com novo piso.

– Esta primeira fase é a mais traumática. Houve uma série de imprevistos que impediram que o cronograma fosse seguido. Mas o benefício vem a longo prazo, quando as obras forem finalizadas – afirma o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt.

O problema é que o conceito de Bus Rapid Transit inclui muito mais do que corredores de concreto. Estão previstas ainda melhor infraestrutura e sistemas inteligentes (bilhetagem eletrônica, monitoramento de veículos, controle e informação ao usuário). Mas, por enquanto, sequer a primeira fase da etapa inicial está pronta.

A Secretaria de Gestão, responsável pelas obras da Copa, prefere agora nem estimar quando todo o sistema estará funcionando. Seguiram-se anos sem que o sistema, alardeado como a solução para a confusão no transporte público, conseguisse passar o primeiro sinal verde.

Somada aos atrasos, essa implementação adaptada acaba minando a confiança de estudiosos do assunto e da população em geral na eficácia do sistema em Porto Alegre – a que o especialista em transportes João Fortini Albano, pelas peculiaridades do caso gaúcho, dá o apelido de "BRTchê".

– Estamos retrocedendo em relação àquilo que é o BRT. Não estamos usando veículos maiores, permitindo ultrapassagens, nada do que o modelo clássico prevê. Não é só corredor, isso nós já tínhamos. Parece que Porto Alegre poderia atingir um nível 2, mas prefere para sempre ficar no 1 – pondera o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Revisão prevê menos "sofisticação"

Terminadas as obras de pavimentação, os próximos passos incluem a instalação de novas paradas de ônibus, a criação de terminais integrados e a adaptação do sistema viário para que as linhas de ônibus atuais passem a alimentar o sistema BRT, que deverá assumir boa parte das viagens na Capital. A bilhetagem eletrônica, com o objetivo de diminuir o tempo que leva cada embarque e desembarque, também está prevista.

Cada passo, porém, depende de novas licitações, e ninguém se arrisca a prever quando o sistema completo deve ser entregue à população. Ainda assim, nem tudo será entregue nos mesmos padrões que se previa. Consideradas "sofisticadas" pelo prefeito José Fortunati, as estações fechadas, repletas de tecnologia e com venda interna de passagens vão ficando de lado após constantes revisões feitas pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

– O conceito geral permanece, mas estamos propondo alterações na arquitetura que são mais racionais. É como construir uma casa: você pode usar materiais caros, e gastar muito com isso, ou usar alternativas mais baratas para que a funcionalidade permaneça, mas saia mais em conta – afirma o engenheiro da EPTC e coordenador do projeto, Luís Cláudio Ribeiro.

Também os terminais com grandes espaços abertos para a circulação de pessoas e veículos vão perdendo apoio em troca de estruturas mais simples, bastante semelhantes aos terminais atuais – mudanças que, garante a EPTC, são mais racionais em relação ao orçamento disponível e ao uso do dinheiro público.

BRT AVENIDA JOÃO PESSOA
• Extensão: 3,2km
• Total investido: R$ 2,5 milhões
• Início: setembro de 2012
• Passageiros: capacidade de 120 mil usuários/dia em cada sentido
• Estações: 5
• Situação: 60% da pavimentação concluída

BRT AVENIDA PROTÁSIO ALVES
• Extensão: 7km
• Total investido: R$ 18 milhões
• Passageiros: capacidade de 109 mil usuários/dia em cada sentido
• Estações: 14
• Situação: 100% da pavimentação concluída

BRT AVENIDA BENTO GONÇALVES
• Extensão: 6,8km
• Total investido: R$ 13 milhões
• Início: março de 2012
• Passageiros: capacidade de 114 mil usuários/dia em cada sentido
• Estações: 14
• Situação: 99,5% da pavimentação concluída

terça-feira, 3 de maio de 2016

São José dos Campos publica edital para implantação do BRT



03/05/2016 08:47 - Rádio Piratininga

A Prefeitura de São José dos Campos publicou nesse sábado (30) o edital para escolha da empresa que vai realizar as obras de implantação do Mobi, sistema de transporte público de massa com o uso de BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit).

Catorze empresas e consórcios foram qualificados e estão aptos a disputar o lote 1, que contempla a construção de quatro corredores, totalizando 25,3 quilômetros de extensão, terminais de embarque e desembarque, além de um Centro de Controle Operacional (CCO).

As empresas e consórcios habilitados têm até o dia 2 de junho para apresentar as propostas financeiras. O valor teto do edital é de R$ 319.442.133,11. O pacote de obras desta fase prevê a implantação dos seguintes trechos: Corredor Estrada Velha /Bacabal, Corredor Andrômeda, Corredor Interligação Centro-Sul e Corredor Centro I.

O lote 1 também abrange a construção do Terminal Sul, do Terminal José Longo e do CCO. A rede proposta está toda baseada em um sistema composto por veículos do tipo BRT, distribuídos em corredores exclusivos. A alimentação será feita pelos terminais e estações de transferência.

Participam da licitação 14 empresas e consórcios que foram selecionados durante a fase de pré-qualificação. Foram avaliadas a capacidade técnica e financeira das concorrentes. O procedimento é recomendado em obras de grande complexidade e fornece segurança jurídica e credibilidade ao processo licitatório.

Corredores

Os primeiros corredores do sistema Mobi vão passar por importantes áreas das zonas sul e central do município. O Corredor Estrada Velha/Bacabal terá 6,7 quilômetros de extensão. Ele terá início na Avenida Doutor João Batista de Souza Soares, logo após a Rua Quixadá, com ponto final previsto no futuro Terminal Sul, no Jardim Imperial.

Já o Corredor Andrômeda vai partir da Avenida Doutor Sebastião Henrique da Cunha Pontes, via local da Rodovia Dutra, e também vai até o Terminal Sul, totalizando 8 quilômetros de extensão.

O terceiro corredor, denominado tecnicamente como Corredor Interligação Centro-Sul, terá 3,1 quilômetros de extensão, começando pela Avenida João Batista de Souza Soares, no mesmo terminal do corredor Estrada Velha/Bacabal.

Seu traçado prevê conexão com o Corredor Andrômeda, em frente ao Vale Sul Shopping, passando depois sobre a Avenida Jorge Zarur por meio de uma nova ponte. O traçado segue sentido Rio de Janeiro e faz a transposição da Via Dutra por um novo viaduto até a Avenida Benedito Matarazzo, fazendo a conexão com a Avenida José Longo, onde se localizará o futuro Terminal José Longo.

O Corredor Centro I será construído com 7,5 quilômetros de extensão, permitindo que o Mobi percorra importantes vias da zona central, área que atualmente recebe mais de 85% das linhas de transporte público.

O trecho, em formato de anel, terá início na Avenida Francisco José Longo, no futuro Terminal José Longo, e vai seguir pela Avenida João Guilhermino, rua Dolzani Ricardo, Antonio Saes, Francisco Rafael, Siqueira Campos e Praça da Matriz, chegando ao Terminal Central (futura Estação de Transferência Centro).

O corredor continuará pelas Avenidas São José, Madre Tereza, ruas Luiz Jacinto, Euclides Miragaia e avenidas Adhemar e Heitor Villa Lobos, retornando ao Terminal José Longo.

Terminais e Estações de Transferências

O lote 1 do Mobi prevê ainda a implantação de duas estações de transferência e dois terminais. O Terminal Sul será construído em frente à Praça Francisco Azevedo, no Jardim Imperial. Ele vai abrigar o início do corredor Estrada Velha/Bacabal e do corredor Andrômeda.

Já o Terminal José Longo ficará no cruzamento da Avenida Heitor Villa Lobos e Avenida Francisco José Longo. O terminal foi projetado para a integrar também os Corredores Estrada Velha/Bacabal e Andrômeda.

Os terminais vão funcionar como plataformas de distribuição dos veículos e serão construídos pensando na acessibilidade, conforto e segurança dos usuários do Mobi.

As estações de transferências vão permitir a baldeação dos passageiros para os demais corredores. A primeira unidade será construída na Avenida João Guilhermino, entre as ruas Eugênio Bonadio e Machado Sidney, na Praça Kennedy.

A Estação de Transferência Centro está projetada para funcionar no mesmo local do atual Terminal Central (Rodoviária Velha).

CCO

O Centro de Controle Operacional (CCO) será construído em terreno próximo ao Viaduto Kanebo. O prédio terá cerca de cerca de 600 metros quadrados e vai abrigar operações de gerenciamento e monitoramento do sistema Mobi.

O CCO funcionará com equipamentos e sistemas que vão permitir controlar os horários de deslocamento dos veículos, além de fazer a localização e a comunicação em tempo real com usuários e motoristas.

Pelo CCO será possível ainda ter acesso ao controle da demanda de bilhetagem eletrônica e contagem de passageiros, além de toda estrutura de segurança, como comando de alarmes e câmeras de vigilância dos veículos, estações e plataformas.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Ministério dos Transportes freia o BRT

02/05/2016  - O Liberal - PA

O Governo do Pará aguarda apenas a autorização do Ministério dos Transportes para que possa iniciar as obras do BRT Metropolitano, que vai vai integrar a Região Metropolitana de Belém. No final de 2013, foi iniciado um processo licitatório internacional para a elaboração do projeto executivo e execução do gerenciamento da obra do BRT Metropolitano. E, em fevereiro de 2014, assinado o contrato com o Consórcio Troncal, vencedor desse certame. Esse consórcio é constituído por quatro empresas (duas brasileiras e duas japonesas), que desenvolveram o projeto executivo do BRT. “Assim, o projeto executivo já foi concluído. Atualmente, estamos apenas aguardando que o Ministério dos Transportes autorize o Governo do Pará a realizar essa obra, através de um Termo de Cessão de Uso, já que o trecho em questão é de responsabilidade do Governo Federal”, informa o governo estadual, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM).

Com a cessão pela União do trecho de 16 km, que vai do Entroncamento até Marituba, essa parte da via será administrada pelo Governo do Estado, que executará obras para melhorar o antigo problema de engarrafamento no perímetro, facilitando a vida de milhares de pessoas. “Agora, estamos apenas dependendo do Termo de Cessão de Uso, pois já temos um contrato de financiamento com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) assinado e recursos na ordem de 530 milhões já disponibilizados para a realização dessa obra. Inclusive, o pagamento efetuado ao Consórcio Troncal para execução dos projetos executivos foi efetuado com parte desses recursos. E mais: por conta deste atraso, o Governo do Estado já pagou pouco mais de um milhão de reais de taxa de compromisso, acarretando prejuízos ao Estado e consequentemente à sua população”, acrescenta o NGTM.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Contagem irá licitar corredores para implantar o sistema BRT

Contagem irá licitar corredores para implantar o sistema BRT  

Plano com nove intervenções visa desafogar trânsito e viabilizar ônibus articulados até 2018

Plano de mobilidade urbana em Contagem MG 

Plano de mobilidade urbana em Contagem MG
Previsão é que Via Expressa comece a ser recapeada em outubro

25/04/16 - O Tempo

JOANA SUAREZ

Dois viadutos, uma trincheira e um terminal de integração já estão em construção em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A maior e mais avançada obra é a da trincheira do Itaú, no cruzamento das avenidas Babita Camargos e General David Sarnoff, na Cidade Industrial, que será inaugurada em junho próximo.

Com investimentos da ordem de R$ 400 milhões, as intervenções fazem parte de um plano de mobilidade que vai viabilizar a implantação do sistema BRT, previsto para 2018. O pacote inclui mais dois viadutos, outra trincheira, mais três terminais de ônibus e três corredores que receberão os ônibus articulados, atendendo a 250 mil usuários.

Após dois anos de inauguração do BRT/Move da capital mineira, Contagem começa a galgar um sistema de transporte semelhante. Dois corredores de ligação de bairros e regiões – o Leste/Oeste e o Ressaca/Cidade Industrial – serão licitados até o próximo mês para começar as obras em setembro. A previsão é de 19 km de BRT e 22 km de faixas exclusivas para os coletivos na cidade.

Contagem terá novos corredores de transporteTransporte: a virada olímpica de uma rede caóticaPMs ‘presos’ em delegacia  

Mas, antes de receber os articulados, as intervenções viárias – nove no total – já vão desafogar o trânsito, explica o secretário de obras de Contagem, Mário Sérgio Corrêa Dias. Cortada por duas BRs, a 040 e a 381, e uma via expressa que liga o município a Belo Horizonte e a Betim, Contagem, há anos, espera por uma estrutura viária à altura de sua posição.

“São intervenções muito importantes, porque Contagem tem um tráfego pesado de passagem, absorve o trânsito comercial da região metropolitana e é saída da capital”, argumenta o especialista Márcio Aguiar, que já foi engenheiro da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Contagem (Transcon).

Algumas obras, inclusive, já são planejadas desde quando o engenheiro trabalhou no órgão, há 15 anos, como a trincheira do Itaú. “Esse pacote agora tem intervenções novas, mas sempre terá a necessidade de mais obras de mobilidade”, acrescentou Aguiar.

CONCLUSÃO. A trincheira do Itaú, que está 80% concluída, vai mudar “radicalmente” o trânsito na região, conforme o secretário de Obras. “Vamos acabar com um cruzamento que tinha um sinal com quatro fases”, afirma Dias. Espera-se que a melhoria no tempo de tráfego seja de 20 minutos. Por lá passam 70 mil veículos por dia.

Desvios

Tráfego. A obra na trincheira do Itaú não terá novos desvios até sua conclusão em junho, conforme o presidente da Transcon, Rodrigo Tomaz. “Conseguimos fazer a obra com pouco impacto no trânsito”.

Saiba mais

PAC.  Parte dos recursos para as intervenções vem do PAC Mobilidade Médias Cidades, assinado com o governo federal em 2014, que libera R$ 220 milhões para obras. Contagem foi a primeira do país a fechar o convênio.

Crise.  O secretário de Obras Mário Sérgio Dias acredita que a crise no país pode atrasar o repasse, mas a verba chegará. “Qualquer governo que lá esteja não vai parar esse programa, porque tem muita demanda no Brasil, é de grande impacto”, disse.

Parceria com DER viabiliza recapeamento

Há mais de 30 anos, a Via Expressa, que liga Belo Horizonte a Contagem e a Betim, na região metropolitana, não é totalmente recapeada, conforme o secretário de Obras de Contagem, Mário Sérgio Corrêa Dias. A licitação para que a via receba novo asfalto deve sair nos próximos meses, e a previsão é que os trabalhos comecem em outubro deste ano. 

“O estado dela sempre foi muito ruim. A Prefeitura de Contagem faz a manutenção, indevidamente, para atender a população, mas essa é uma responsabilidade do Estado”, explicou Dias. Com o início do plano de mobilidade, Contagem fez uma parceria com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG) para a completa troca do asfalto da via. 

Além da verba que o município conseguiu com a União para fazer o corredor Leste-Oeste, incluindo a Expressa, o governo de Minas liberou mais R$ 15 milhões. O projeto está sendo concluído para iniciar o processo licitatório. 

Viaduto da avenida Teleférico começa a ser construído

Com as obras de mobilidade previstas pela Prefeitura de Contagem concluídas, a promessa é que o trânsito da cidade fique livre dos gargalos. Um deles é o da avenida Teleférico, onde será construído um viaduto sobre a BR–040, ligando os bairros Água Branca e Morada Nova. A intervenção já começou com a montagem de canteiro de obra e com a organização de trabalhadores. Não haverá desvios de tráfego no local, por enquanto. 

“Além das obras para atender a região metropolitana, Contagem precisa de obras para melhorar ligações dentro da própria cidade, para valorizar o consumo interno; é o caso do viaduto da Teleférico”, afirmou o engenheiro Márcio Aguiar. 

O viaduto também vai receber as linhas do BRT e, segundo o presidente da Transcon, Rodrigo Tomaz, otimizará o tempo de travessia para o bairro Morada Nova, resolvendo um gargalo da região. 

http://www.otempo.com.br/cidades/contagem-ir%C3%A1-licitar-corredores-para-implantar-o-sistema-brt-1.1286238

terça-feira, 19 de abril de 2016

Governo paulista apresenta Corredor BRT Alto Tietê



14/04/2016 - Mobilize/ EMTU

Corredor ligará municípios da região ao sistema de trens urbanos da CPTM. Encontro com autoridades e técnicos acontece amanhã, sexta (15), em Arujá (SP)
   
 Marcos de Sousa/ Mobilize 

Projeção do futuro Terminal de Aruja 
Projeção do futuro Terminal de Aruja
BRT Alto Tietê: projeção do futuro Terminal de Arujá
créditos: EMTU

Nesta sexta-feira (15) a EMTU/SP realiza em Arujá-SP uma apresentação do projeto do Corredor Metropolitano BRT Alto Tietê, que está sendo desenvolvido pelo governo estadual de São Paulo.

O projeto do futuro corredor de ônibus prevê uma extensão de 21 km e 26 estações entre as cidades de Arujá, Poá, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos, uma região com grande concentração populacional na área leste da Região Metropolitana de São Paulo. Sgundo estimativas da EMTU, o sistema atenderá a 47 mil passageiros por dia, com redução de cerca de 28% (cerca de 20 minutos) no tempo de viagem.

Ainda segundo o projeto, o BRT Alto Tietê estará conectado aos trens urbanos das Linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM, além do futuro Corredor Metropolitano Leste, na cidade de Mogi das Cruzes-SP (veja mapa).

O encontro acontece na Câmara Municipal de Arujá (rua Rodrigues Alves, 51  Centro de Arujá) e contará com a presença do presidente da EMTU/SP, Joaquim Lopes, e autoridades dos municípios de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá e Poá, além de técnicos da Emplasa - Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano.

Mapa do futuro corredor BRT: conexão com trens da CPTM em Itaquá e Ferraz de Vasconcelos

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

BRT de João Pessoa deve sair do papel em março

23/02/2015 - Correio da Paraíba

As obras do BRT, que a prefeitura pretende implantar em João Pessoa, poderão sair do papel, até o final do próximo mês. Foi o que afirmou o superintendente de mobilidade urbana da Capital, Carlos Batinga, que disse estar faltando apenas a liberação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e a conclusão de projetos complementares, para que a primeira parte da obra seja licitada. 

Créditos: Marcopolo - Montagem: Renatto Passos.

O projeto estava paralisado porque o Tribunal de Contas entendeu que havia falhas no processo de contratação para elaboração do projeto executivo de engenharia e projeto ambiental, a execução de obras que poderiam causar prejuízos aos cofres públicos. Segundo Batinga, todas as falhas foram resolvidas e o projeto já pode voltar a ser licitado. “Da parte de projetos estamos precisando apenas concluir alguns complementares. A pendência mesmo é a análise do terminal do Varadouro, por parte do Iphaep, uma vez que já obtivemos a liberação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que é o órgão nacional”, disse. 


A diretora executiva do Iphaep, Cassandra Figueiredo, disse que não tinha conhecimento da tramitação desse processo no órgão. Primeira etapa. Segundo o superintendente, a licitação do mês de março será da primeira etapa do projeto, que inclui o corredor da Avenida Pedro II e dois terminais, que será construído em um terreno que fica na lateral esquerda do Terminal Rodoviário. “Já temos os recursos disponíveis para execução dessa parte da obra e vamos captar o restante à medida em que a primeira parte estiver sendo executada”, acrescentou Batinga. Ontem à tarde, aconteceu uma reunião entre os diretores da Semob e o DER, para discutir detalhes sobre a construção do terminal do Varadouro.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Governo do ES cancela licitações para BRT e ciclovia na 3ª Ponte

15/02/2016 - CBN Vitória

Edital do BRT já estava suspenso por determinação do TC-ES há 2 anos. Alegações dadas pela secretaria são "questões administrativas"

Leandro Nossa 

O Governo do Espírito Santo cancelou as licitações para implantar o Sistema BRT (corredor exclusivo para ônibus) e dos estudos para a colocação de ciclovias na Terceira Ponte.

Os cancelamentos foram assinados pelo secretário de Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli, no Diário Oficial desta quinta-feira (11).

As alegações dadas na publicação são “questões administrativas”.

Por meio de assessoria, a Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que o cancelamento publicado no Diário Oficial segue a suspensão determinada pelo Tribunal de Contas do Estado (TC-ES).

A secretaria também informou que, devido à crise econômica, o BRT não será implantado nesta gestão.

O edital do BRT já estava suspenso por determinação do TC-ES há dois anos. Na época, a corte alegou que havia ilegalidades no edital.

Segundo avaliação do TC-ES, era ilegal o critério do edital que exige apenas um atestado de qualificação para o tipo de obra prevista no BRT.

A assessoria da Setop também informou que demais obras atreladas ao BRT, como a ampliação da Avenida Leitão da Silva e o Portal do Príncipe serão mantidos.

O BRT era considerado a grande obra de mobilidade do Espírito Santo na gestão passada.

Ciclovia

No caso dos estudos para implantar a ciclovia na Terceira Ponte, já havia recomendação do Ministério Público de Contas (MPC) para suspensão do edital por falta de parecer jurídico para implantá-lo. A suspensão foi adotada pela Setop em 2014.

Sobre novos projetos, a Setop informou que as principais obras previstas no projeto do BRT serão licitadas separadamente.

Foram priorizadas quatro grandes intervenções: em Carapina, serão realizadas obras para ampliar a capacidade da BR-101, entre o viaduto da Vale e a descida do Aeroporto de Vitória, onde será implantada uma passagem subterrânea de veículos para acesso à Avenida João Palácio, eliminando o cruzamento com semáforo.

Em Vitória, serão realizadas intervenções viárias no Portal do Príncipe para eliminar a retenção de tráfego na região da Ilha do Príncipe/Vila Rubim.

Também está prevista a construção de um viaduto na Av. Fernando Ferrari com a Av. Adalberto Simão Nader, e de um túnel sob o morro de Monte Belo, para que a Avenida César Hilal tenha continuidade até alcançar a Avenida Vitória, logo após a Fábrica de Ideias, criando corredores alternativos para distribuição de fluxos.

Quanto à Terceira Ponte, estão sendo realizados estudos para ampliar a capacidade da ponte e melhorar o tráfego nos horários de pico, mas depende de decisão da Justiça, que está analisando o contrato de concessão.

Não há estudos sobre a construção de ciclovia na Terceira Ponte. De acordo com técnicos da Setop, a ponte tem uma rampa muito longa e inclinada, por isso uma ciclovia nela não seria viável. Além da questão apontada pelos técnicos, existe o problema da falta de espaço e o perigo para os ciclistas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Piracicaba inicia obras para implantar corredores de ônibus em avenidas



02/02/2016 - G1

Corredores preferenciais serão construídos em cinco avenidas da cidade. O investimento previsto para a primeira etapa é de R$ 9,6 milhões

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O Secretário de Trânsito, Jorge Akira
créditos: Alessandro Meirelles/G1

A Prefeitura iniciou, na segunda-feira (1), as obras para implantação do primeiro trecho de corredores de ônibus em cinco avenidas de Piracicaba (SP): Armando de Salles Oliveira, Rui Barbosa, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Dona Francisca e Barão de Serra Negra. A empresa contratada pela administração municipal iniciou as demarcações, sondagem e locação de maquinários. O investimento previsto para a primeira etapa é de R$ 9,6 milhões.

O projeto de melhoria no transporte público da cidade consiste na requalificação de corredores estratégicos para diminuir o tempo de viagem e proporcionar mais conforto e segurança aos usuários do sistema. De acordo com o secretário de Trânsito e Transportes (Semuttran), Jorge Akira, a Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira e o viaduto da Rua do Rosário são os primeiros a receberem a intervenção.

"A proposta é a melhoria do transporte público e deverá beneficiar o serviço de transporte, podendo atrair novos usuários", afirmou Akira. "O projeto também engloba a modernização dos terminais de ônibus”, disse.

Projeto

Ao todo, o projeto para criação de corredores de ônibus em Piracicaba, que inclui melhorias em 9 km de via, está sendo custeado por um financinamento obtido junto ao programa "Mobilidade Médias Cidades", da Caixa Econômica Federal, no valor de mais de R$ 55,4 milhões. Desse montante, cerca de R$ 2,8 milhões são contrapartida da Prefeitura.

De acordo com o poder público, haverá recapeamento de trechos que estiverem ruins, continuação de alça no viaduto da Rua do Rosário, eliminação de terceiro estágio em semáforos, alteração de sentidos em algumas vias, instalação de piso em concreto e construção de calçada acessível nos pontos de parada, implantação de novas faixas de pedestres próximas aos pontos de parada e sinalização horizontal, vertical e semafórica.

O contrato com a empresa Termaq para o início das obras do primeiro trecho de corredores preferenciais para o transporte coletivo foi assinado por Ferrato dia 27 de janeiro, na companhia dos secretários da Semuttran, Jorge Akira, e de Obras, Arthur Ribeiro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

BRT completa um ano em Uberaba e usuários avaliam sistema

30/01/2016 - G1 Minas

O sistema de transporte coletivo BRT-Vetor vai completar 1 ano de funcionamento em Uberaba neste domingo (31). O modelo modificou a rotina dos usuários e comerciantes ao longo da Avenida Leopoldino de Oliveira, além de despender gastos não planejados para manutenção e reformas. Através de pista exclusiva ao longo da via, os ônibus fazem a ligação entre o Terminal Leste (Bairro Manoel Mendes) ao Terminal Oeste (Univerdecidade). Ao longo do trajeto, estações-tubos abrigam os passageiros.

A reportagem esteve em um dos terminais para saber as opiniões de quem depende do transporte público (Confira no vídeo). Ao longo da semana , o G1 também fez uma enquete para saber dos uberabenses o que mais caracterizou o BRT-Vetor ao longo do primeiro ano de funcionamento.

Para a maioria dos 1.949 internautas, o sistema BRT-Vetor se caracterizou pela agilidade para chegada ao destino (1.447 votos). Em seguida, foi eleito a segurança e conforto (316), dificuldades no trânsito de pedestres e veículos ao longo da avenida (89), prejuízo para o comércio ao longo da via (52) e tempo de espera de coletivos que sigam dos terminais (26). Os riscos oferecidos nas estações e entrada/saída dos ônibus ficou em sexto lugar (12). Outros sete usuários não souberam opinar.

O superintendente de transporte público Claudinei Nunes destacou que nos três meses iniciais pós-implantação houve muitas dúvidas dos usuários. Na sequência, por causa das degradações da estrutura, foram necessários fazer gastos não previstos. Os valores não foram divulgados.

"Acreditamos que o vandalismo prejudicou muito a operação do sistema. Não temos como precisar valores, mas foram muitas trocas de vidros, catracas, validadores, câmaras de segurança, aparelhos de ar-condicionado furtados ou quebrados”, disse.

A inauguração do sistema ainda sem todas as etapas em funcionamento causou problemas para usuários, principalmente idosos, que sofreram acidentes na entrada e saída dos ônibus e nos terminais. Claudinei afirmou que os motoristas foram treinados para redobrarem a atenção. "Cobramos das empresas concessionárias treinamentos aos motoristas com referência a parada mais próxima da plataforma das estações, afixamos adesivos informativos alertando os usuários sobre o vão existente entre a plataforma e ônibus”, acrescentou.

Nunes adiantou que para o segundo ano de funcionamento do projeto, os usuários poderão dispor de novidades nos terminais como a instalação de piso tátil no terminal leste em fevereiro; instalação de internet, som, quiosques comerciais e totens com mapas dos itinerários das linhas. Já as estações-tubo contarão com painéis informativos de previsão de horários.

A obra teve valor total de pouco mais de R$ 31 milhões, sendo R$ 19 milhões da Prefeitura, aproximadamente R$ 1,9 milhão obtidas por meio de compensação da MRV e quase R$ 10 milhões das empresas de transporte coletivo. Nos meses iniciais, houve aumento de infrações de trânsito devido às mudanças na via.

Impacto no comércio

Em março, o G1 repercutiu com comerciantes instalados na avenida os prejuízos do BRT-Vetor para os negócios. Alguns optaram pela mudança de endereço. A principal queixa foi em relação à proibição dos estacionamentos na via. Em junho, a Prefeitura anunciou mudanças. Entre elas, a liberação da parada na via das 20h às 6h.

Balanço solicitado à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberaba pelo G1 apontou que, ao longo do período de um ano, houve queda de até 30% nas vendas e fechamento de lojas. O presidente da CDL, Fulvio Ferreira, destaca mudança no perfil das lojas e ações conquistadas em prol dos comerciantes.

"Houve queda nas vendas e o principal motivo foi a retirada dos estacionamentos. Em linhas gerais, os estabelecimentos se tornaram mais populares. A CDL fez ações junto ao Poder Público no sentido de retirar os segregadores bem como viabilizar os estacionamentos após às 18h e aos finais de semana”, disse.

Novos terminais

No início de janeiro foi dado o pontapé para as obras dos terminais BRT-Vetor Sudoeste e Sudeste. O eixo Sudoeste terá embarque e desembarque na Avenida Juca Pato, com trajeto passando pelas Avenidas João Dallacqua, Dona Maria de Santana Borges, da Saudade, Bento Ferreira até a Leopoldino de Oliveira. O investimento oriundo do Governo Federal será de R$ 22.812.409,34.

Já o eixo Sudeste terá terminal na Avenida Bandeirantes, cujo trajeto passa pelas Avenidas Abílio Borges, Nelson Freire e Guilherme Ferreira. Os recursos serão de R$ 18.458.733. Em ambas as obras os estacionamentos serão mantidos e não haverá segregadores (tachões) e nem grades.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Estações do BRT de Feira de Santana começam a ser construídas

 13/01/2016 - Bahia Prime 

Foram iniciadas a construção das estações de embarque e desembarque do sistema de transporte BRT de Feira de Santana, após diversos contratempos judiciais enfrentados pela prefeitura no ano passado. Segundo o site Acorda Cidade, as estações ao longo da avenida Getúlio Vargas estão em diferentes fases de construção.

Em uma delas, os operários estão montando as ferragens e em outra já iniciaram a fase de alvenaria. O terreno está sendo preparado em outras áreas onde o equipamento será edificado. Outras cinco destas estações serão construídas ao longo das avenidas Ayrton Senna e João Durval Carneiro – até o cruzamento com a Getúlio Vargas. Uma estação de transbordo está sendo construída no bairro Pampalona.

Ainda de acordo com a publicação, as obras seguem na Avenida Maria Quitéria, onde no cruzamento com a Getúlio Vargas, está sendo construída uma trincheira, equipamento que vai modernizar o trânsito naquela área com reflexo positivo em todo o centro e bairros próximos.

O piso das estações será no mesmo nível da entrada dos ônibus articulados que serão usados no sistema, detalhe que além de facilitar o acesso aos veículos, torna a entrada mais segura e menos trabalhosa para todos os passageiros.