terça-feira, 30 de junho de 2015

São José entrega projeto básico do BRT

30/06/2015 - O Vale - São José dos Campos/SP

A Prefeitura de São José dos Campos entregou ontem à Caixa Econômica Federal o projeto básico do BRT (Transporte RÁPIDO por Ônibus), aposta do governo Carlinhos Almeida (PT) na área de mobilidade urbana.

O banco terá 90 dias para analisar mais de 2.000 páginas de desenhos e informações técnicas do sistema, batizado de Mobi.

A prefeitura trabalha com a meta de iniciar as obras até janeiro de 2016, mas ainda depende do aval do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para retomar o processo de pré-qualificação das empresas interessadas (espécie de etapa preliminar da licitação).

O processo foi suspenso no início do mês pelo tribunal, com base em uma representação que contestou itens do edital. O governo Carlinhos já apresentou sua defesa e aguarda o parecer final.

O prazo de execução das obras é de 42 meses.

Novela. Anunciada no fim de 2013, a construção do BRT em São José será financiada pelo governo federal por meio de um empréstimo de R$ 800 milhões, com contrapartida de R$ 42 milhões do município.

A Caixa será o agente financeiro da operação, responsável pela fiscalização do contrato e pelo repasse dos recursos.

O projeto básico do sistema foi desenvolvido pelo arquiteto Ruy Ohtake. Segundo ele, o Mobi foi desenvolvido para atender São José por cerca de 20 anos, ou até que o município atinja 1 milhão de habitantes. Este projeto olhou para o futuro, disse Ohtake.

O projeto do arquiteto, elaborado via Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo), custou R$ 12 milhões.

Operação. Com o BRT, os ônibus vão trafegar em canaleta segregada, com uma extensão aproximada de 51 quilômetros em todas as regiões cidade.

O sistema terá 75 estações que permitirão a cobrança da tarifa antes do embarque.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Kassab dá início a implantação do corredor do BRT em Feira de Santana

26/06/2015 - Ministério das Cidades

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mapa_brt_feiradesantanaNa próxima segunda-feira, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, dará início à implantação dos corredores do BRT, João Durval e Getúlio Vargas, em Feira de Santana (BA). O investimento é de R$ 94,85 milhões, sendo R$ 90,11 milhões por meio financiamento do governo federal e R$ 4,74 milhões de contrapartida da prefeitura municipal. Os corredores terão 9,25 km de extensão e, após, concluídos, beneficiarão cerca de 56 mil passageiros por dia.

Desde 2003, o governo federal investiu, por meio do Ministério das Cidades, R$ 31,9 bilhões nas áreas de habitação, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura no Estado da Bahia. Somente em Salvador, foram investidos R$12,8 bilhões. Já em Feira de Santana, o investimento foi de R$ 2,8 bilhões, sendo R$ 94,8 milhões para a área de mobilidade urbana e R$ 2,4 bilhões para a construção de 39.202 unidades habitacionais, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Serviço

Início das obras do BRT Corredor João Durval e Getúlio Vargas
Data: Segunda-feira (29/06)
Horário: 10h
Local: Rua Sítio Novo, bairro Sítio Novo

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ministério das Cidades e prefeitura de Salvador não se entendem quanto à obra do BRT

18/06/2015 - Bahia Notícias

O Ministério das Cidades e a prefeitura de Salvador trazem informações contraditórias no que tange ao início das obras de construção do BRT  - Bus Rapid Transit – de Salvador, cuja primeira fará o trajeto entre Estação da Lapa à Ligação Iguatemi-Paralela (LIP).

De acordo com a prefeitura, a pendência depende do Ministério das Cidades liberar o valor referente ao governo federal para que a obra possa ser licitada. A justificativa vem sendo dada pelo secretário de Mobilidade, Fábio Mota, e pelo próprio prefeito ACM Neto (DEM), quando questionados pela imprensa.

Como nenhum dos dois apresentava um prazo, o Bahia Notícias entrou em contato diretamente com o Ministério. O gabinete, então informou que a demora não parte deles, já que aguardam receber o Plano de Mobilidade de Salvador.

"Em atenção à solicitação de informações da contratação do BRT Lapa-Iguatemi da Prefeitura de Salvador, esclarecemos que a Lei de Mobilidade nº 12.587 de 2012, em seu Art. 24, Parágrafo 4º define que os municípios que não tenham elaborado o Plano de Mobilidade não poderão receber recursos do orçamento federal até que tenha regularizado a questão. Portanto, neste momento, aguardamos a informação da prefeitura de Salvador quanto ao cumprimento da legislação para efetuarmos o empenho inicial que possibilitará a contratação do referido projeto", diz a nota do gabinete

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Governo do Pará realiza audiências públicas do BRT Metropolitano

15/06/2015 - Governo do Pará

O Governo do Estado do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano, realizará audiências públicas nos municípios de Ananindeua e Marituba com o objetivo de apresentar e discutir a proposta referente aos projetos de infraestrutura do BRT (Bus Rapid Transit) Metropolitano, importante obra para acabar com os engarrafamentos e melhorar a qualidade de vida da população da Região Metropolitana de Belém. As audiências ocorrerão nos dias 17 (Ananindeua) e 18 (Marituba) de junho.

O encontro visa a participação da sociedade em geral e tem por finalidades recolher subsídios e informações para o processo decisório do NGTM; propiciar aos agentes e usuários a possibilidade de encaminhamento de seus pleitos, opiniões e sugestões e, identificar da forma mais ampla possível, todos os aspectos relevantes à matéria objeto da audiência.

Quem não tiver disponibilidade de participar presencialmente, podee participar da audiência por meio da internet, através do endereço eletrônico www.ngtm.com.br. O site permite a pré-inscrição das sessões presenciais e a participação on line, com perguntas ou contribuições sobre o projeto, as quais serão devidamente analisadas, respondidas e publicadas no site após a realização das sessões presenciais.

"O BRT Metropolitano irá integrar os municípios, reduzir os graves congestionamentos e trazer melhoria para o transporte público, beneficiando a população da Grande Belém. O Sistema será mais rápido, seguro e com muito mais qualidade, trazendo um novo conceito de transporte. Com o BRT Metropolitano, o tempo de viagem de Marituba ao Ver-o-Peso será reduzido de 40 a 50% e ampliará a atual oferta de transporte de 11 mil pass./hora/pico/sentido para 24 mil pass./hora/pico/sentido", detalha o diretor geral do NGTM, Cesar Meira, informando que o Sistema Metropolitano se enquadra no tipo BRT com canaleta e ultrapassagem nos pontos de parada, prevendo ônibus de 20m de comprimento com capacidade para 200 passageiros.


O projeto executivo do BRT Metropolitano está em fase final de elaboração e será concluído no próximo mês. Com isso, o Edital de Licitação para execução da obra será lançado no final de julho, dando início ao processo licitatório que deve durar de 90 a 120 dias, aproximadamente. De acordo com este cronograma, o BRT Metropolitano ficará pronto em 2017.

Projeto - O modelo conceitual de implantação do Sistema BRT é operado por ônibus articulados com quatro portas no lado esquerdo, trafegando em canaletas, de Marituba até Belém. O Projeto Ação Metrópole prevê, ainda, a gestão operacional associada dos serviços de transporte público por ônibus, executada por um consórcio formado pelo Estado e pelas prefeituras que fazem parte da RMB.

A diretora executiva do NGTM, Marilena Mácola, esclarece o que é o sistema BRT e pontua a escolha por sua implantação, no Pará. "O BRT é um sistema de transporte público moderno que, diferentemente dos ônibus convencionais, fornece, ao passageiro, uma viagem mais rápida, confortável e segura, e agrega as características de operação, desempenho e conforto dos sistemas de transporte sobre trilhos (metrô e veículo leve sobre trilhos - VLT), custando de 4 a 20 vezes menos que um VLT e de 10 a 100 vezes menos que um metrô para uma mesma quantidade de passageiros transportados. Assim, realizamos vários estudos técnicos e econômicos que justificaram a implantação do BRT para a Grande Belém".

Situadas no canteiro central da Rodovia BR-316 ao longo de todos os 10,7km do BRT Metropolitano, as faixas exclusivas para os ônibus serão construídas em concreto e serão separadas do tráfego geral. Além disso, semáforos inteligentes permitirão que os ônibus do BRT Metropolitano tenham prioridade nos cruzamentos e passem menos tempo parados no sinal vermelho.

Ao longo das faixas exclusivas para os ônibus do BRT, serão instaladas 26 estações de passageiros na Rodovia BR-316, sendo 13 para cada sentido. O acesso às estações será feito através de passarelas (com rampas e escadas) ou travessias semaforizadas. Nessas estações serão realizadas a venda de passagem e a validação do cartão de embarque, operações atualmente feitas dentro dos ônibus. Além disso, serão instalados bicicletários próximos às passarelas para possibilitar que os ciclistas também utilizem o BRT como parte de suas viagens.

Ao longo do projeto também serão implantadas calçadas e ciclovias arborizadas em ambos os lados da rodovia, o que permitirá que os pedestres e ciclistas circulem com segurança e conforto. As estações possuirão painéis eletrônicos para informar o horário de chegada dos ônibus e irão operar com portas automáticas, que só serão abertas quando os veículos chegarem. Essas estações também terão plataformas elevadas para permitir o embarque e desembarque de passageiros dos ônibus em nível, garantindo que o passageiro utilize o BRT de forma segura e confortável, considerando todos os requisitos de acessibilidade espacial para portadores de necessidades especiais.

Terminais - O ponto inicial do BRT será o Terminal Marituba, localizado no km 10,7 da Rodovia BR-316, próximo a Alça Viária, e permitirá a integração das linhas alimentadoras que vêm de Marituba ao BRT. O Terminal será composto por duas plataformas, sendo uma para as linhas troncais e outra para as linhas alimentadoras, área de expansão e de estocagem, praça e estacionamento para motos, veículos e bicicletas, possibilitando a integração desses usuários. Nesse terminal, também serão ofertados outros serviços à população através de programas do Governo, como o "Navega Pará", com acesso gratuito à internet sem fio (Wi-Fi), e a "Estação Cidadania", onde seus usuários terão acesso a órgãos públicos e demais serviços sem ter que se deslocar até o Centro de Belém.

Já em Ananindeua, o Terminal será localizado no km 6,5 da Rodovia BR-316, em frente à Sede Campestre da AABB. Será o principal ponto de integração das linhas alimentadoras de Ananindeua ao BRT. Esse terminal contará com acessos através de passagens subterrâneas para as linhas troncais, três plataformas para as linhas troncais e alimentadoras, área de expansão e de estocagem, estacionamento para motos e veículos e bicicletas, acesso à internet sem fio (Wi-Fi), praça e outra unidade da "Estação Cidadania".

Localizado junto ao Terminal Ananindeua, o Viaduto Ananindeua atravessará a Rodovia BR-316 e terá quatro pétalas, possibilitando todos os retornos no local, tanto para os ônibus quanto para os veículos particulares. "O Terminal de Ananindeua se configura como o maior e mais importante Terminal do BRT Metropolitano, uma vez que possibilitará a conexão deste aos conjuntos Cidade Nova e seu entorno, através da Rua Ananin que está sendo executada pela prefeitura de Ananindeua e do viaduto aqui apresentado, além de facilitar a ligação entre as áreas ao sul da BR, como conjunto Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova", destaca Cesar Meira.

Somando todas as obras de mobilidade urbana espalhadas pela RBM, o Governo do Estado investe quase um bilhão de reais em obras. "Nunca tivemos um investimento desse porte na área de mobilidade. Esses INVESTIMENTOS vão trazer uma nova configuração para nossa cidade e, sobretudo, trarão mais qualidade de vida e conforto para as pessoas diariamente", conclui Meira.

Serviço:

- Participação Virtual

Data: 1 a 14 de junho

Local: www.ngtm.com.br

- Ananindeua

Data: 17 de junho, quarta-feira, às 18:30h

Local: Auditório Guará, do Centro de Cultura e Formação Cristã (CCFC)

Endereço: Rod. BR 316, Km 6

- Marituba

Data: 18 de junho, quinta-feira, às 18:30h

Local: Auditório do Instituto de Ensino de Segurança Pública do Pará (IESP).

Endereço: Rod. BR 316, km 13, sem número

Informações: Governo do Pará

 

Revisão do BRT deve elevar custos em 30%

15/06/2015 - Correio Popular - Campinas

A revisão do projeto de implantação dos corredores de ônibus rápido em Campinas, os BRTs, apontou que a Prefeitura vai precisar de um FINANCIAMENTO maior do que os R$ 340 milhões estimados inicialmente. Os custos com as desapropriações necessárias e as alterações nas estações de transferências entre outras adequações, elevarão os preços em pelo menos 30%.

O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, não informou o valor atualizado porque espera ter, até o início desta semana, a validação do projeto pela Caixa Econômica Federal (CEF).

"Temos a garantia do Ministério das Cidades que o nosso projeto do BRT não será impactado pelos cortes promovidos no ajuste fiscal. Assim que o agente financeiro validar o projeto e o orçamento, começaremos a trabalhar para conseguir a complementação de recursos", disse Barreiro.

A Caixa Econômica informou que, no dia 28 de maio, recebeu da Prefeitura o projeto dos corredores ajustado e se encontra em análise. A revisão, de acordo com o banco, foi entregue no último dia 2 e está em estágio inicial de análise pela equipe técnica.

Barreiro explicou que o custo de R$ 340 milhões foi uma estimativa feita inicialmente, quando ainda não estava concluído o projeto básico do BRT.

"São estimativas feitas em cima de custos, por exemplo, de quilômetro de implantação em várias cidades. Mas só quando fazemos o projeto básico é que temos uma situação mais real de quantas pontes, viadutos, desapropriações, estações, e outros itens, serão necessários" , explicou.

Uma das alterações no projeto foi a retirada do Terminal Magalhães Teixeira como estação do BRT. A Secretaria de Transportes fez as contas e conclui que precisaria INVESTIR mais de R$ 100 milhões na remodelação do terminal para que o local pudesse receber ônibus articulados ou biarticulados. O alto custo levou a secretaria a optar por deixar esse terminal para os ônibus que irão alimentar as linhas dos BRTs.

Dois novos locais, a Avenida Campos Salles e a região do Mercado Municipal, foram estudados para receber as estações de transferências dos ônibus rápidos que farão a ligação do Centro com as regiões do Campo Grande e do Ouro Verde.

O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, disse que o projeto básico dos corredores foi entregue à Caixa Econômica Federal e assim que sair o aval irá publicar o edital para contratar o projeto executivo e a obra. O plano é implantar os corredores em 2016.

Barreiro disse que, como o conceito do BRT é ser troncal — linha que tem a função de ligar duas regiões por um corredor —, o problema é chegar ao Centro com esses veículos, que poderão ser articulados ou biarticulados, em uma região congestionada.

Dos R$ 340 milhões iniciais necessários à implantação do maior projeto de mobilidade da cidade, a Prefeitura conseguiu a aprovação de R$ 197 milhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 98 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 45 milhões de contrapartida da Prefeitura.

Os corredores do BRT irão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde. A expectativa da Prefeitura era iniciar ainda este ano as obras, mas sucessivos atrasos com o projeto transferiram para 2016 o começo da construção.

A implantação começará pelo corredor Campo Grande — serão 17,8km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí.

Junto com ele, será construída uma perimetral com 4km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do veículo leve sobre trilhos (VLT).

Outro corredor, o Ouro Verde, terá 14,4km de extensão, sairá do Centro, seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova. O projeto contempla, além de uma pista exclusiva para os ônibus, estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo.

Governo de SC quer implantar Sistema BRT através de parceria

15/06/2015 - Folha do Norte da Ilha - SC

Foi aprovada pelo governo do Estado, uma proposta de parceria público privada para implantação em Florianópolis da primeira etapa do sistema BRT (Bus Rapid Transit ou transporte rápido por ônibus). O encontro que tratou do assunto foi realizado no início deste mês, e tem como objetivo melhorar a mobilidade na ligação entre Ilha e Continente. Participaram da reunião, o governador Raimundo COLOMBO, o superintendente da Região Metropolitana da Grande Florianópolis, Cássio Taniguchi, Murilo Flores, secretário de Planejamento, o secretário da Casa Civil, Nelson Serpa, Antônio Gavazzoni, secretário da Fazenda e o presidente da SC Parcerias, Paulo César da Costa.

O trecho de dez quilômetros do BRT a ser implantado, compreende os km 0,00 e 5,50 da BR-282 (Via Expressa de Acesso a Florianópolis) em São José até o terminal do centro de Florianópolis. A estimativa é que o ônibus leve 15 minutos para realizar o trajeto enquanto hoje gasta-se, em média, 40 minutos nos horários de pico. "O ônibus terá capacidade para levar de 11 a 15 mil passageiros hora por sentido. O que nós queremos provar é que com o BRT é melhor deixar o carro em casa", defendeu Taniguchi.

Para implantar a primeira etapa do BRT, terão que ser investidos R$ 300 milhões. Serão elaborados os projetos e modelagens da infraestrutura dos corredores de ônibus, estações e tecnologia da informação. A etapa seguinte é a realização de audiências públicas para avaliar os projetos propostos e lançar concorrência pública de parceria público privada administrativa, ou seja, o parceiro privado será remunerado pelos recursos públicos orçamentários, após a entrega do contratado.

Medidas imediatas- Segundo o Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis (Plamus), passam pela Via Expressa diariamente entre 6 às 22 horas, no ponto inicial localizado na cabeceira das pontes, cerca de 190 mil veículos, sendo 142 mil automóveis (75%), 25 mil motocicletas (13%), 5.700 ônibus (3%), 9.500 vans e táxis (5%) e 7.600 caminhões (4%). Na proximidade da BR-101, no mesmo horário o volume é de 123 mil veículos por dia.

O ponto de maior volume, as cabeceiras das pontes, tem um tráfego máximo direcional no horário de pico de 8.635 veículos/hora, o que representa 99% da capacidade máxima de fluxo nesse ponto. Nesse local, passam na hora de pico da tarde (entre 18h e 19h) 6.500 automóveis, 1.100 motocicletas, 430 táxis e vans, 345 caminhões e 260 ônibus. Quanto ao número de pessoas, 22 mil saem da Ilha nesse mesmo horário, sendo que 11 mil pessoas utilizam os carros e motos para esses deslocamentos e 10 mil utilizam os ônibus, ou seja, os ônibus representam 3% dos veículos e transportam 45% das pessoas. Já os automóveis e motocicletas representam 88% dos veículos e transportam 55% das pessoas.

A Superintendência da Região Metropolitana da Grande Florianópolis estabeleceu medidas imediatas para melhorar o tráfego entre a Ilha e o Continente, como licitação de serviço de guincho e integração dos órgãos de gestão de trânsito nos níveis federal, estadual e municipal para dar respostas rápidas a incidentes na região metropolitana. Outra medida é melhorar a sinalização e eliminar os entrelaçamentos nas pontes. Já na Via Expressa, as sugestões de curto prazo são implantação de terceiras faixas, melhorias na geometria dos acessos e integração da operação com as pontes. "Nós precisamos avançar não há outra forma. Resolver o problema da Via Expressa é um presente para a sociedade, não dá mais para continuar como está", disse o governador. Raimundo COLOMBO.

sábado, 13 de junho de 2015

Avenida de Fortaleza recebe blocos de concreto em faixa exclusiva de ônibus

13/06/2015 - G1 CE

Avenida Bezerra de Menezes é uma das mais movimentadas de Fortaleza.

Concreto deve impedir invasão por parte de carros e motos.


concreto começou a ser instalado na quarta-feira (Foto: Diana de Vasconcelos / G1 CE)
começou a ser instalado na quarta-feira (Foto: Diana de Vasconcelos / G1 CE)

A Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf) deu início nesta semana à instalação de blocos de concreto na faixa exclusiva de ônibus ao longo da Avenida Bezerra de Menezes. Segundo o órgão, as duas faixas situadas junto ao canteiro central da avenida serão separadas pelos obstáculos de concreto delimitando a circulação dos coletivos e impedindo que outros veículos usem de forma irregular as faixas exclusivas de ônibus.
 
Abrigo realiza feira de adoção de cães e gatos em Fortaleza

A medida, conforme a Seinf, faz parte da implantação do Corredor Expresso Fortaleza, e tem como objetivo "garantir" a funcionalidade do corredor expresso. Até o dia 30 de junho, os ônibus articulados passarão a operar nas estações especiais, situadas junto ao canteiro central, fazendo o embarque e desembarque de passageiros utilizando sistema de portas automatizadas e sincronizadas com os coletivos, para maior segurança nas viagens.
Segundo a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), a área reservada se trata de um corredor exclusivo para ônibus, por este motivo, táxis e transporte escolar não podem mais trânsitar no local, assim como os carros de passeio não estarão mais liberados nos feriados e domingos. Ainda de acordo com a AMC, essas exceções só valem para as faixas exclusivas, ou seja, aquelas existentes nas Avenidas Domingo Olímpio e Antônio Sales, por exemplo.
 

Pezão diz que não há dinheiro e nem prazo para metrô ou BRT em São Gonçalo

12/06/2015 - Extra - RJ



 São Gonçalo, ao que parece, perdeu a barca do desenvolvimento mais uma vez. Não só a barca, mas o metrô, o monotrilho e até o BRT. É que o governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a obra do que seria o primeiro sistema de transporte de massa da região — com mais de 1,5 milhão de habitantes — não tem verba e nem prazo para sair do papel.

— Enquanto isso, a cidade está cada vez mais congestionada. A Linha 3 seria o novo vetor econômico. Este governo, que anunciou a obra há menos de um ano, tinha informações que preferiu não contar. E os empresários deram um cheque em branco a quem não tem um orçamento responsável — avalia Evanildo Barreto, presidente da Associação Comercial e Empresarial de São Gonçalo.

Não só omitiram os reflexos da crise, apontada como motivo dos cortes nos investimentos, como reafirmaram o compromisso de fazer a obra. Então candidato a reeleição, Pezão usou a Linha 3 como plataforma de campanha e prometeu o início da intervenção para o segundo semestre do ano passado. Já a presidente Dilma anunciou a verba do metrô em duas visitas à cidade, e deu a obra como pronta no debate do SBT com os presidenciáveis.

— Eu me pergunto o que eles fizeram com o dinheiro dos impostos. Teve verba para fazer estádios — reclama a bancária Flávia Pereira, de 39 anos: — São Gonçalo precisa de um transporte de massa. Prometeram na campanha, venceram para fazer.

O projeto de mobilidade em São Gonçalo é antigo e mudou com o tempo. De metrô virou monotrilho (que seria mais barato) e depois BRT. O próprio governador, no entanto, afirma que o BRT não é opção para substituir a Linha 3. Em até três anos o serviço estaria saturado.

Lenda urbana entre escombros

Pelas ruas da cidade, o metrô sempre foi encarado como lenda urbana. Nem mesmo as recentes desapropriações e demolições na Favela da Linha, no Jardim Catarina, convenceram.

— Vi os tratores entrarem demolindo tudo, mas não acreditei na Linha 3. É promessa de muito tempo. A minha certeza é que a gente seria prejudicado. E fomos. Parentes e amigos foram embora e, sem o metrô, não terei apartamento tão cedo — acredita Fabiana Marcolino, de 39 anos, que trabalha vendendo balas na RJ-104: — Pelo menos minha casa está de pé. A vizinha perdeu a dela e tem que pagar aluguel do próprio bolso.

A favela foi construída sobre os antigos trilhos do ramal de trem que ligava o Barreto, em Niterói, a Visconde de Itaboraí. As 240 famílias foram cadastradas e metade seguiu para conjuntos habitacionais no Jóquei e em Vista Alegre, há um ano. Agora, os moradores que restam temem viver definitivamente entre entulhos.

— A gente escuta essa história de metrô há tanto tempo que é difícil acreditar. Se um dia alguém se importar em fazer, vai ser bom para o povo — diz o vigia Anderson Santana, de 36 anos.

Depois do 2 vem o 4...

Ironicamente, foi no evento teste da Linha 4 (Zona Sul-Barra) que Pezão falou sobre a falta de dinheiro para a Linha 3. Em uma matemática fora de ordem, o governo preferiu entregar o projeto carioca antes do gonçalense, que atenderia mais pessoas por menos da metade do preço: R$ 3,9 bilhões.

Pezão não quis comentar a promessa não cumprida. Deixou que o secretário de Transportes, Carlos Roberto Osório, tentasse manobrar o trem de volta aos trilhos:

— Precisamos de apoio federal. O dinheiro não foi liberado. Seria R$ 1,5 bilhão a fundo perdido, mais R$ 1,5 bilhão de empréstimo ao estado e mais R$ 900 milhões da empresa que vai operar o sistema. A nossa intenção é fazer metrô. O BRT teria que ter duas linhas para dar conta.

O Ministério das Cidades informou que há, sim, previsão de investimento em transporte de grande capacidade na região, mas sem precisar o montante ou de que tipo seria.

Já o Ministério Público Federal diz que a verba foi retida no ajuste fiscal do governo e que só poderia atuar em caso de mau uso do dinheiro.

Coube a Osório também dizer que a barca em São Gonçalo (outra promessa de campanha feita por Pezão) é um sonho distante:

— Não temos um local. O porto de Itaóca fica distante da população.

Memória: uma passagem para a eleição

Desde que o antigo ramal ferroviário da linha Niterói-Visconde de Itaboraí foi desativado, no fim da década de 90, que se ouve falar da Linha 3. O trem, precário, até ensaiou um retorno no início dos anos 2000. Mas, com horários irregulares e sucateado, era utilizado por apenas 180 pessoas por dia.

Desde então, a Linha 3 ganhou força. O primeiro contrato é de 2001 e foi rejeitado pelo TCU, que encontrou sobrepreço. Em 2002, outro contrato foi bloqueado. O projeto foi remodelado diversas vezes e um novo convênio, firmado em 2008, não saiu do papel. Mas ganhou caráter eleitoreiro, sendo anunciado pelo ex-governador Sérgio Cabral, pelo ex-presidente Lula e pelo então secretário de Obras, Pezão, que em 2011 prometeu a obra concluída em 2014.

Um ano após a Copa, Pernambuco tem 4 obras de mobilidade inacabadas

12/06/2015 - G1 PE

Vinte e seis quilômetros separam a casa de Ubiracy Antônio da Silva, em Abreu e Lima, no Grande Recife, do trabalho dele, no Barro, Zona Oeste da capital. No percurso, o operário de 46 anos enfrenta dois terminais integrados e três ônibus. É pelo menos uma hora e meia de viagem. Em 2009, ele achou que o trajeto ia melhorar. Na época, o Governo de Pernambuco anunciou um pacote de obras de mobilidade que prepararia a Região Metropolitana do Recife para a Copa do Mundo de 2014. Um ano depois do Mundial, no entanto, boa parte das obras anunciadas não ficou pronta. Por isso, Ubiracy ainda não pode usufruir do terminal ou das estações de BRT que seriam construídas perto de casa.

Os equipamentos fazem parte do Corredor Norte/Sul, que vai ligar cinco cidades do Grande Recife por meio do Bus Rapid Transit (BRT). A ideia é a mesma no Corredor Leste/Oeste, que sai de Camaragibe em direção ao Centro do Recife. Juntos, os corredores de BRT apresentavam-se como o principal legado da Copa do Mundo para a população pernambucana, já que prometiam facilitar o fluxo de passageiros entre as cidades de Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Olinda, Recife e Camaragibe. No entanto, passado um ano do torneio, parte dos corredores ainda está sem funcionar. A Via Mangue e o Ramal da Copa, igualmente previstos para 2014, também operam parcialmente. E os terminais integrados que compõem os corredores nem foram inaugurados.

Em Camaragibe, o atraso é o mais evidente. A cidade iria ganhar quatro estações de BRT do Corredor Leste/Oeste na sua avenida principal, a Belmino Correia. No entanto, nenhuma delas foi construída. Os operários chegaram a montar as bases das estações, mas pararam de trabalhar. Agora, um ano depois da Copa, não se sabe quando o serviço será retomado. O Governo de Pernambuco admite que não há previsão e, por meio da Secretaria das Cidades, explica que a obra foi suspensa por questões contratuais. Por isso, oito das 24 estações previstas para o Corredor Leste/Oeste ainda não recebem passageiros. Dessas, quatro continuam em construção na Rua Benfica e na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife. As outras quatro são as que ainda serão erguidas na Belmino Correia.

Sem as estações prontas, a principal avenida de Camaragibe não suporta o embarque nem o desembarque de passageiros nos veículos BRT. Os ônibus rápidos saem do TI da cidade e passam pela via, mas não encontram um local apropriado para a parada. Por isso, só voltam a receber usuários na Caxangá. "A gente só olha eles passando, sem poder pegar", lamenta o vigilante Bartolomeu Bernardo, 58, enquanto espera o ônibus em uma parada que deveria ser uma estação de BRT na Belmino Correia. "Começaram a fazer e pararam. Por isso, a gente continua aqui, esperando quase uma hora por um ônibus lotado", reclama, explicando que, para usar o BRT, precisa antes pegar um ônibus para o Terminal Integrado da cidade.

A técnica em enfermagem Elcineide Gomes, 48, sabe muito bem como é a manobra. Ela mora em Camaragibe e trabalha no Centro do Recife. É o mesmo caminho previsto pelo Corredor Leste/Oeste. No entanto, nem a estação da esquina de casa nem a mais próxima do trabalho de Elcilene estão prontas. Para fazer o trajeto com o BRT, que é mais rápido que o ônibus comum por desfrutar de uma via exclusiva, ela caminha por cerca de dez minutos de casa para o TI Camaragibe. No terminal, pega o BRT até o Derby e, de lá, apanha outro ônibus para chegar à Avenida Conde da Boa Vista. "Se tudo estivesse pronto, ia ser mais rápido e mais barato. Com uma única passagem, ia da rua de casa até a do trabalho", diz a técnica em enfermagem, que sai de casa às 5h para chegar ao trabalho às 7h.

Futuro usuário do Corredor Norte/Sul, Ubiracy Antônio também sai de casa cedo, já que ainda não pode usufruir das estações de BRT nem do Terminal Integrado de Abreu e Lima. Na volta do trabalho, perde ainda mais tempo no trânsito. Sai às 17h30 do Barro, mas só chega em casa depois das 20h. O BRT poderia ajudar bastante, mas o governo anuncia uma coisa e não termina. É um absurdo, começaram isso há muito tempo, já era para ter terminado, diz, revoltado.

Segundo a Secretaria das Cidades de Pernambuco, o restante do Corredor Norte/Sul vai entrar em operação até o fim de julho, mais de um ano depois da Copa. Hoje, 19 das 25 estações de BRT que vão compor o equipamento estão funcionando. Das seis em construção, três serão entregues ainda este mês: as duas da BR-101, em Paulista e Igarassu; e a da PE-15, em Olinda. Em julho, serão inauguradas as estações da Avenida Pan Nordestina, em Olinda, e as duas da Avenida Cruz Cabugá, no Recife. Também no próximo mês, deve ser aberto o TI de Abreu e Lima e a passarela de pedestres que vai ligá-lo à BR-101.

Orçado em R$ 187 milhões, o Corredor Norte/Sul atende atualmente 41 mil passageiros diariamente, conforme expectativa da Secretaria das Cidades. Quando estiver em pleno funcionamento, a demanda deve ser de 180 mil passageiros/dia.

Já no caso do Leste/Oeste não há prazo, de acordo com a Secretaria das Cidades, para que o corredor entre em completa operação. Ainda é preciso finalizar 20% da obra, contratada por R$ 168 milhões. Além das quatro estações inacabadas no Recife e as quatro que continuam sem previsão de início de construção em Camaragibe, também não foram inaugurados dois terminais integrados previstos no projeto. Os TIs ficam nas 3ª e 4ª perimetrais e parecem prontos, mas permanecem de portas fechadas. A previsão é que o Leste/Oeste transporte 155 mil passageiros/dia quando todas as estações forem entregues.

Outras obras

Em Pernambuco, o atraso não ficou apenas nos corredores de BRT. Na verdade, afetou todas as obras de mobilidade prometidas pelo Governo do Estado para a Copa do Mundo de 2014. A passarela que liga o aeroporto ao Metrô do Recife, por exemplo, foi entregue a dois dias do início do Mundial, seis meses depois do previsto. No Terminal Integrado Cosme e Damião, localizado em São Lourenço da Mata, o atraso foi de um ano e meio. O Túnel da Abolição também não cumpriu o cronograma inicial, que acabava em janeiro de 2014, e só foi liberado em abril deste ano. E o Aeroporto Internacional do Recife ainda deixou de ganhar uma torre de controle. A obra foi abortada porque o Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) não conseguiu terminar o projeto a tempo. Agora, um ano depois do Mundial, o atraso continua no Ramal da Copa e na Via Mangue.

O Ramal da Copa é a estrutura viária que rodeia a Arena Pernambuco e faz sua ligação com o Terminal Integrado de Camaragibe. O Ramal Interno, que permite a circulação nos arredores do estádio, foi concluído um mês antes da Copa das Confederações, em junho de 2013. Já o Externo, que vai da Arena ao terminal de ônibus, beneficiando a população local, teve a obra paralisada. A construção atrasou por impasses na desapropriação de imóveis e por causa das chuvas. Depois, ainda esbarrou em problemas contratuais. Por isso, o ramal tem um quilômetro a menos que o previsto um trecho de asfalto desgastado, com acostamento tomado por terra e mato alto, nos arredores do TI de Camaragibe. Ao G1, a Secretaria das Cidades informou que está negociando com a empresa responsável pelo projeto a retomada do serviço. Mas, por enquanto, não há previsão para o reinício das obras.

A pasta também tenta um acordo com as empresas contratadas para a obra do Túnel da Abolição, na Zona Oeste do Recife. O equipamento foi inaugurado em abril deste ano, mas ainda precisa de acabamento. A praça prevista para a área externa do túnel também não foi finalizada. No entanto, segundo a Secretaria das Cidades, não há previsão para a retomada dos serviços.

Já a Via Mangue, que é de responsabilidade da Prefeitura do Recife, só deve ser concluída em dezembro deste ano. O empreendimento funciona do Centro à Zona Sul da capital pernambucana. No entanto, continua com a pista de sentido contrário fechada. A população não entende o motivo de ainda não poder fazer o caminho Zona Sul/Centro. O Executivo municipal explica que a pista está pronta, mas ainda precisa de calçamento e de três vias de acesso. O equipamento também deve receber ciclovia e uma alça. Quando finalizado, terá seis pontos de acesso, nas ruas Maria Carolina, Tenente João Cícero, Padre Bernardino Pessoa, Professor Eduardo Wanderley Filho, Henrique Capitulino e Tomé Gibson.

A prefeitura ainda explicou que a Via Mangue não foi concluída no prazo previsto inicialmente por causa de um atraso na liberação do convênio celebrado com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 81 milhões. Mesmo assim, segundo o Executivo, falta concluir apenas 2% da obra. Hoje, operários trabalham para terminar tudo até dezembro, um ano depois do segundo prazo estabelecido para a obra.


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Em Palmas (TO) representantes da Prefeitura e da Defensoria discutem desapropriações do BRT

12/06/2015 - Secom

Prefeito e a equipe técnica do Bus Rapid Transit se reuniram nesta semana com a defensoria para debater desapropriações nas áreas impactadas pelo sistema

Em debate as desapropriações do BRT
Em debate as desapropriações do BRT
créditos: Valerio Zelaya
 
O prefeito de Palmas, Carlos Amastha, e a equipe técnica do Bus Rapid Transit (BRT) reuniu nesta terça-feira, 09, com o defensor público Arthur Pádua para discutir sobre as desapropriações das áreas impactadas com o BRT. Na ocasião, o chefe do poder executivo ressaltou que é fundamental a participação da Defensoria Pública no processo visto que os seus membros sempre se mostraram protagonistas atuantes neste cenário social, além de cultivar um excelente relacionamento institucional com o Executivo Municipal.
 
Amastha pontuou que foi realizado um estudo minucioso das áreas impactadas pelo BRT e as mesmas já estão delimitadas e avaliadas por meio dos técnicos das secretarias de Desenvolvimento Urbano Sustentável e da Habitação, segundo o valor mercadológico, tomando-se como patamar originário o valor estabelecido na Planta de Valores Genéricos. O prefeito afirmou ainda que "em nenhum momento as famílias envolvidas serão prejudicadas ou terão qualquer prejuízo". Amastha destacou que as eventuais indenizações serão justas (valor de mercado), logo a saída do imóvel somente ocorrerá a partir do recebimento integral dos valores.
 
Foram apresentadas ao defensor público algumas possíveis soluções nos casos das desapropriações. "Estamos estudando algumas propostas como no caso de lotes, trocar por outros lotes. Já para as moradias construídas trocar por lote e pagar a benfeitoria de imediato para que seja possível nova construção e aqueles que realmente queiram o dinheiro, vamos fazer a desapropriação e pagar parcelado de acordo com o orçamento", explicou Amastha.
 
Desapropriações
O secretário de Acessibilidade, Mobilidade, Trânsito e Transporte, Christian Zini, informou que todo processo de desapropriação será acompanhado pela Caixa Econômica Federal. Zini também falou do projeto social que acompanhará as famílias mesmo após a desapropriação."Este projeto social vai muito além da desapropriação. Ele integra diversas áreas como transporte, saúde, educação e trânsito. Toda ação será monitorada e vamos continuar acompanhando todas as famílias até a pós entrega do BRT", ressaltou Zini.
 
Ao todo são 181 processos de desapropriação, destes 98 famílias, 89 lotes vagos, três comércios, duas igrejas e três equipamentos públicos. "Embora seja pequeno o impacto social diante da envergadura da obra, o Município procedeu ao estudo social da área de forma a minimizar as intervenções no setor e agilizar os mecanismos de mitigação", enfatizou o procurador geral do Município, Públio Borges.
 
Nova reunião

O secretário Christian Zini informou que esta semana vai reunir com toda equipe técnica para discutir o projeto social e uma nova reunião será marcada para apresentar o projeto consolidado para a Defensoria Pública e ouvir as possíveis sugestões do Órgão. Após esta discussão, todos os envolvidos no processo serão chamados para uma reunião que visa apresentar todos os trâmites, assim como ouvir as demandas e dúvidas dos mesmos.
 
O defensor público, Arthur Pádua, avaliou o primeiro encontro como positivo. "Muito importante a iniciativa da Prefeitura em apresentar todo projeto para a Defensoria. A reunião foi muito positiva, uma vez que temos total interesse em acompanhar para orientar juridicamente todos os assistidos que nos procuram", afirmou Pádua.
 
Participaram da reunião os secretários de Finanças, Cláudio Schüller, e de Habitação, Diogo Fernandes, o presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano de Palmas (Impup), Luiz Masaru, secretários executivos do Desenvolvimento Urbano, Evercino Moura, e da Habitação, Fábio Frantz.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Prefeito de Uberaba prevê inaugurar 2ª etapa do BRT no 1º semestre de 2016

10/06/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Próxima etapa do BRT de Uberaba está prevista para entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2016. O cronograma previsto é do prefeito Paulo Piau (PMDB), explicando que os projetos técnicos estão prontos e o próximo passo será a abertura licitação para as obras de implantação dos dois novos corredores de transporte coletivo.

Piau acredita que o processo licitatório deve ser finalizado no prazo de quatro meses se não houver interrupções no andamento da concorrência. Desta forma, a emissão da ordem de serviço deve ser feita ainda este ano. De acordo com o prefeito, após a implantação dos corredores Sudeste e Sudoeste, o novo sistema de ônibus estará completo e os usuários poderão observar efetivamente as melhorias no transporte coletivo. Com isso, ele espera que o número de passageiros aumente.

O chefe do Executivo acrescenta também que os projetos dos dois novos corredores serão divulgados a partir da próxima semana e discutidos com a comunidade dos bairros envolvidos. A medida, segundo ele, é para diminuir a resistência dos comerciantes das outras regiões, que vêm aderindo às críticas dos lojistas do centro da cidade.

Ao todo, R$40 milhões estão assegurados no PAC para viabilizar a implantação da segunda etapa do BRT. O eixo Sudoeste vai atender aos bairros Beija-Flor e Pacaembu, com terminal a ser construído na rua Juca Pato. Já o trecho Sudeste sai da avenida Guilherme Ferreira, passa pela Nelson Freire e segue até o terminal que será implantado no bairro Costa Teles.

terça-feira, 9 de junho de 2015

SC terá PPP para sistema de ônibus rápidos

09/06/2015 - Folha de SP

COLUNA MERCADO ABERTO – MARIA CRISTINA FRIAS

O governo de Santa Catarina buscará um parceiro privado para INVESTIR na implantação do sistema de ônibus rápidos, chamado de BRT, na região de Florianópolis.

A estimativa é que a primeira fase do projeto, que incluirá um trecho de dez quilômetros de extensão, precisará de cerca de R$ 300 milhões em aportes.

"Decidimos que a PPP [parceria público-privada] é a melhor saída nesse momento em que o governo federal passa por ajustes e que será mais difícil acessar recursos", afirma Cássio Taniguchi, superintendente da região metropolitana de Florianópolis.

O INVESTIMENTO para a criação do sistema deverá ser feito pelo grupo vencedor do contrato, que depois será remunerado por meio de contraprestações públicas.

A primeira etapa prevê um corredor na via expressa da capital, que liga a ilha de Florianópolis à cidade vizinha de São José, no continente.

Com um transporte público mais rápido, a meta é incentivar a troca do automóvel pelo ônibus na capital.

"Um estudo mostrou que 48% das locomoções na região de Florianópolis são feitas com carros, acima de São Paulo e Rio, onde as médias são de 32% e 21%", diz Taniguchi, que foi prefeito de Curitiba de 1997 a 2004.

O projeto passará pela fase de modelagem neste ano, para que a licitação seja lançada no início de 2016.

São José tem até o dia 30 para concluir projeto básico do BRT

09/06/2015 -  O Vale - São José dos Campos/SP

O governo Carlinhos Almeida (PT) corre contra o relógio para concluir o projeto básico do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) em São José.

A prefeitura precisa concluir esta etapa até o dia 30 deste mês, segundo determinação do Ministério das Cidades, sob risco de cancelamento do contrato com a Caixa Econômica Federal, agente financeiro responsável pela obra.

O empreendimento, que prevê a construção de 75 pontos de parada em oito corredores viários espalhados pela cidade, vai ser financiado por um empréstimo de R$ 800 milhões, a ser pago em 30 anos pelo município.

A Prefeitura de São José deverá entrar com uma contrapartida de R$ 42 milhões.

O projeto básico é de responsabilidade da Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo), que recebeu R$ 12 milhões da prefeitura. A Fusp contratou o arquiteto Ruy Ohtake para desenvolver o projeto básico do BRT.

"O projeto básico para o sistema continua sendo desenvolvido, conforme o cronograma", disse a Secretaria de Obras, em nota.

Qualificação. Paralelamente, a Prefeitura de São José conduz o processo de pré-qualificação de empresas interessadas em tocar a obra.

Essa etapa, no entanto, está paralisada por uma determinação do TCE (Tribunal de Contas do Estado), após uma pessoa pedir a suspensão temporária do certame.

A abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas em assumir o BRT aconteceria hoje, mas agora segue adiada por tempo indeterminado.

"O adiamento que a Prefeitura de São José fez da pré-qualificação das empresas em nada afeta o cronograma com a Caixa. O projeto básico será entregue até 30 de junho, como previsto no cronograma. A prefeitura contratou uma consultoria e o projeto básico será feito, estamos acompanhando isso", afirmou ontem o superintendente regional da Caixa, Júlio Cesar Volpp Sierra.

De acordo com Sierra, o projeto básico desenvolvido pelo arquiteto Ruy Ohtake deverá ser concluído sem atraso.

"A pré-qualificação é uma etapa que nada tem a ver com o projeto básico. Não interfere no andamento do cronograma do projeto básico. A expectativa é que o projeto básico seja entregue até dia 30, para darmos andamento no processo. O BRT é um projeto importante para a cidade, e o recurso está disponível", completou o superintendente da Caixa.

Um esboço arquitetônico e urbanístico do projeto básico, assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake, foi apresentado em abril deste ano, em evento realizado no Paço.

Outro lado. A prefeitura informou, em nota, que o projeto básico será entregue dentro do cronograma. Sobre a pré-qualificação, disse que o edital, desde sua publicação, foi consultado por 241 interessados.

"O pedido de esclarecimentos ao Tribunal de Contas que culminou na suspensão temporária do certame foi feito por uma pessoa física, que não consta na relação de interessados e que não havia feito qualquer tipo de consulta, questionamento formal ou impugnação ao edital neste período", afirmou em nota.

"A administração recebeu com estranheza o teor do pedido de esclarecimento, uma vez que alguns itens citados já haviam sido atendidos mas já formulou resposta ao TCE e aguarda nova manifestação da corte", completou.

Saiba mais

O que é?

O BRT (sigla de Bus Rapid Transit) é um sistema em que os ônibus trafegam em corredores exclusivos, segregados por canaletas

Projeto

O projeto de São José, batizado de Mobi, prevê 51 quilômetros de corredores

Prazos

Obras devem durar 42 meses (três anos e meio)

Projeto básico

O governo Carlinhos Almeida (PT) precisa entregar o projeto básico do BRT até o dia 30

Qualificação

Paralelamente, a prefeitura conduz o processo de pré-qualificação de empresas interessadas na obra. A etapa está parada por tempo indeterminado por ordem do TCE

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Estações do BRT/Vetor Sudoeste adotarão tecnologia sustentável

07/06/2015 - Jornal da Manhã - Uberaba/MG

Segundo o secretário de Planejamento, arquiteto urbanista Marcondes Nunes de Freitas, os novos corredores do sistema BRT (Sudeste e Sudoeste) estão enquadrados dentro de projetos elaborados com base nos mais modernos conceitos de engenharia e arquitetura e em nada lembram o projeto implantado na avenida Leopoldino de Oliveira. Uma das novidades é relacionada às Estações. Segundo Freitas, as novas estações serão retangulares em estrutura metálica com vidros planos, que poderão ser adquiridos no comércio local. Além disso, foram projetadas algumas soluções de sustentabilidade, tais como: o reuso da água de chuva para limpeza das estações, telha termoacústica (reduz calor interno), ventilação cruzada (vidros móveis) etc.

O sistema de climatização proposto prevê a melhor distribuição do ar refrigerado, através de evaporadoras no teto, o que trará mais conforto aos usuários. "O projeto conta ainda com outras novidades, que serão reveladas apenas quando da apresentação pública para mostrar o quanto o projeto atual se difere do antigo e que foram estudadas várias alternativas para minimizar os impactos normalmente causados pela implantação dos corredores do BRT", disse Marcondes Freitas.

O secretário explica ainda que o prefeito determinou algo totalmente novo para que os erros do projeto anterior não fossem repetidos, portanto, a comunidade vai perceber nitidamente a diferença. Um dos exemplos de trabalho desenvolvido neste projeto diz respeito à reestruturação do pavimento ao longo do corredor exclusivo do ônibus Vetor, baseado nos levantamentos e sondagens realizadas no asfalto existente.

Nos locais de maior frenagem, como em frente às estações, conforme informa o secretário, o piso será em concreto armado, bem como nas pistas internas dos terminais e nas áreas de manobras adjacentes aos mesmos. As medidas visam a evitar a ocorrência dos problemas ocorridos no asfalto do BRT Leste/Oeste (avenida Leopoldino de Oliveira). Neste projeto também não serão utilizados os tachões, separando a faixa de rolamento de ônibus das outras, utilizando um novo conceito como em autoestradas, que é a pintura termoplástica em alto relevo

sábado, 6 de junho de 2015

Porto Alegre ganha pista exclusiva para ônibus no viaduto da Bento Gonçalves

02/06/2015 - Jornal do Commercio

Faixa para coletivo é inaugurada dois meses após estrutura dos automóveis. Iniciado em 2012, viaduto completo foi entregue com um ano de atraso

viaduto interliga as avenidas Salvador França e Ap
Viaduto interliga avenidas Salvador França e Aparício Borges
créditos: Jonathan Heckler/JC
 
A segunda etapa das obras do viaduto São Jorge, da avenida Bento Gonçalves, foi entregue no início da semana. O corredor de ônibus para as cinco linhas de transporte coletivo que passam pelo local (T2, T4, T11, T11A e 280.2) está disponível para o trânsito de coletivos. A pista fica um nível abaixo do pavimento no qual circulam os demais veículos, inaugurado no dia do aniversário de Porto Alegre, 26 de março.
 
Além da liberação da pista para ônibus, a circulação de veículos também foi autorizada, a partir das 6h desta segunda-feira (01), na alça lateral da Terceira Perimetral junto ao viaduto, no sentido Sul/Leste, que serve como acesso àqueles que trafegam pela avenida Bento Gonçalves e pretendem seguir em direção a Viamão. Também foi aberto o acesso ao lado do quartel, para quem dirige pela Bento no sentido bairro/Centro, em direção à avenida Ipiranga.
 
Iniciado em 2012, o viaduto completo foi entregue com um ano de atraso. Entre as oito intervenções previstas pelo município visando à Copa do Mundo de 2014, essa foi a que teve andamento mais acelerado, com maior número de operários e menos entraves pelo caminho.
 
Com 540 metros de extensão e seis faixas de tráfego, o viaduto São Jorge garante maior fluidez aos 90 mil veículos que fazem o trajeto entre as zonas Norte e Sul diariamente, bem como as linhas de transporte coletivo. Segundo cálculos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), os automóveis estão demorando 15 minutos a menos para fazer o trajeto da zona Sul para a zona Norte, e vice-versa, do que gastavam antes da construção da obra de arte.
 
O viaduto interliga as avenidas Salvador França e Aparício Borges passando por cima da avenida Bento Gonçalves, sem interrupções, e possui três níveis - o do asfalto, o superior, para carros, e o intermediário, na parte central, específico para ônibus. A obra, executada pelo consórcio Nova Bento (Construtora Cidade Ltda. e Sultepa Comércio e Construções Ltda.), teve custo de R$ 79,4 milhões.

Governo do Estado planeja implantar sistema de transporte BRT na Grande Florianópolis

04/06/2015 - Diário Catarinense

Governo do Estado planeja implantar sistema de transporte BRT na Grande Florianópolis Secretaria Estadual de Planejamento/Divulgação

Governo do Estado planeja implantar sistema de transporte BRT na Grande Florianópolis Secretaria Estadual de Planejamento/Divulgação

O governo do Estado vai utilizar uma Parceria Público Privada (PPP) para a execução do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) na Grande Florianópolis. O conceito une faixas exclusivas e circulação de ônibus com maior qualidade e menor custo. Um cronograma para a execução dos serviços também foi definido e a estimativa é que as obras comecem em julho de 2016 e os BRTs entrem em operação em 2018.

O modelo que será usado na região é o da PPP Administrativa. Neste caso, em função do contexto do serviço de interesse público a ser prestado pelo parceiro privado, não é feita cobrança de tarifas dos usuários dos serviços. A remuneração da empresa privada vem integralmente de aportes regulares de recursos orçamentários do poder público.

A primeira etapa do sistema de BRT será o trecho de 10 quilômetros do BRT entre os Kms 0 e 5,50 da BR-282 (Via Expressa de acesso a Florianópolis) em São José até o terminal do Centro de Florianópolis. A estimativa é que o ônibus leve 15 minutos para realizar o trajeto enquanto hoje gasta-se, em média, 40 minutos nos horários de pico.

O valor previsto para a implantação da primeira etapa é de R$ 300 milhões. Serão elaborados os projetos e modelagens da infraestrutura dos corredores de ônibus, estações e tecnologia da informação. A etapa seguinte é a realização de audiências públicas para avaliar os projetos propostos e lançar concorrência pública de parceria público privada administrativa, ou seja, o parceiro privado será remunerado pelos recursos públicos orçamentários, após a entrega do contratado.

A ideia é que o projeto amplie a via com corredores no meio da via expressa para não diminuir os espaços existentes para os carros. De acordo com o estudo feito pelo Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (Plamus) o novo modelo de ônibus consome 35% menos combustível e emite até 50% menos gases poluentes que os convencionais, sendo um veículo que se enquadra no conceito levantado pelo estudo.

Fluxo no limite

Segundo o Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis (Plamus), passam pela Via Expressa diariamente entre as 6h e as 22h, no ponto inicial (cabeceira das pontes) cerca de 190 mil veículos, sendo 142 mil automóveis (75%), 25 mil motocicletas (13%), 5.700 ônibus (3%), 9.500 vans e táxis (5%) e 7.600 caminhões (4%). Na proximidade da BR-101, o volume é de 123 mil veículos por dia, entre as 6 e as 22 horas.

O ponto de maior volume, as cabeceiras das pontes, tem um tráfego máximo direcional no horário de pico de 8.635 veículos/hora, o que representa 99% da capacidade máxima de fluxo nesse ponto. Nesse local, passam na hora de pico da tarde (entre 18h e 19h) 6.500 automóveis, 1.100 motocicletas, 430 táxis e vans, 345 caminhões e 260 ônibus. Quanto ao número de pessoas, 22 mil saem da Ilha nesse mesmo horário, sendo que 11 mil pessoas utilizam os carros e motos para esses deslocamentos e 10 mil utilizam os ônibus, ou seja, os ônibus representam 3% dos veículos e transportam 45% das pessoas. Já os automóveis e motocicletas representam 88% dos veículos e transportam 55% das pessoas.

A Superintendência da Região Metropolitana da Grande Florianópolis estabeleceu medidas imediatas para melhorar o tráfego entre a Ilha e o Continente, como licitação de serviço de guincho e integração dos órgãos de gestão de trânsito nos níveis federal, estadual e municipal para dar respostas rápidas a incidentes na região metropolitana. Outra medida é melhorar a sinalização e eliminar os entrelaçamentos nas pontes. Já na Via Expressa, as sugestões de curto prazo são implantação de terceiras faixas, melhorias na geometria dos acessos e integração da operação com as pontes.

"É muito mais do que uma faixa exclusiva para ônibus", diz coordenador do Plamus

Guillherme Medeiros fala sobre o projeto de implantação do sistema de transporte BRT na Grande Florianópolis

Coordenador do Plano de Mobilidade Sustentável da Grande Florianópolis (Plamus), Guilherme Medeiros falou ao Diário Catarinense sobre o projeto do governo do Estado para implantar o sistema de transporte BRT na Grande Florianópolis.

Segundo Guilherme, a ideia é promover significativos avanços na mobilidade da região com as obras, previstas para 2016 e 2017, com o sistema entrando em operação a partir de 2018.

Como funcionará a Parceria Público Privada?

A parceria é para a infraestrutura onde circularão os BRTs. É similar a uma concessão, só que a diferença é que não há pedágio. O próprio poder público, neste caso o governo do Estado, se propõe a remunerar a empresa privada quando a obra estiver pronta. Será estabelecida a modelagem econômica e uma vez lançado o edital, a empresa que vencer a concorrência tem obirgação de implantar as obras, todas as intervenções dentro do prazo contratual. Ela receberá pelo serviço depois da obra pronta.

Como esse sistema de BRTs opera na prática?

É um sistema baseado em ônibus, mas como uma evolução deles. A ideia é que estes veículos circulem em faixas totalmente segregadas do tráfego normal, que as estações também sejam qualificadas, que o embarque seja em nível, sem necessidade do usuário subir degraus para pegar a condução. Junto com isso, todas as linhas vão ter essa separação do tráfego normal desde a saída do terminal, porque aí você consegue programar uma operação muito mais confiável de horários e trajetos. Se assemelha a um metrô, a um transporte sob trilhos. É muito mais do que uma faixa exclusiva para ônibus.

Quais são as etapas daqui para frente?

Vamos estabelecer detalhadamente a modelagem econômica, financeira e jurídica para calcular, por exemplo, quanto será a contraparticipação do governo. Esperamos avançar nessa modelagem nos próximos meses, para concluir em 2015 e lançar o edital no primeiro semestre de 2016. As obras então começariam no segundo semestre de 2016 e iriam até o fim de 2017, para que os BRTs operassem a partir de 2018.

Isolux Corsán vence licitação de BRT em Goiás

05/06/2015 - Jornal do Commercio - RJ

A Isolux Corsán, considerada uma das maiores empresas de engenharia do mundo, em consórcio com duas companhias brasileiras, venceu licitação realizada pela Prefeitura de Goiânia e irá construir o BRT da capital do estado de Goiás. O corredor de ônibus, que terá 21,7 km de extensão, permitirá que cerca de 120 mil passageiros sejam transportados diariamente no eixo Norte-Sul. As obras têm previsão para conclusão em 20 meses e os INVESTIMENTOS são de R$ 240 milhões.

Dentro do projeto, serão construídas 38 estações de embarque e desembarque, além da reforma e ampliação de sete terminais de integração. Com o novo corredor, os usuários terão mais flexibilidade, redução no custo e eficiência no transporte público, especialmente por conta do aumento da velocidade operacional, maior oferta de viagens e mais conforto e segurança nos trajetos dos veículos. A frota operacional deverá ser composta por cerca de 80 ônibus, dos quais 30 serão articulados e 52 convencionais.

Estações de BRT em Recife se degradam com obras paralisadas

06/06/2015 - Jornal do Commercio - PE

Enquanto a licitação para contratar uma nova construtora que substitua o Consórcio Mendes Júnior – Servix Engenharia S/A não sai, as estações de BRT (ônibus de trânsito rápido) do Corredor Leste-Oeste não concluídas se degradam a olhos vistos. As seis paradas da Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife (por onde circulam 22% das linhas de ônibus da Região Metropolitana) são o retrato de uma obra que se perdeu em meio à falta de planejamento do poder público. Seriam provisórias, tornaram-se definitivas e, com a obra paralisada desde novembro, estão tomadas por lixo, pichações e ferrugem.

A situação mais crítica é a da estação em frente ao Colégio São José. Lá, móveis velhos dividem espaço com restos de comida, lixo e um mau cheiro insuportável. Comerciantes da área dizem que, à noite, o espaço "serve para tudo", inclusive como abrigo de moradores de rua. Alguns pedestres se arriscam a cortar caminho por dentro da estação, outros tapam o nariz e mudam de rumo ao ver o cenário em que ela se encontra.

Na estação em frente ao Atacado dos Presentes a ferrugem se espalha por todos os lados. A estrutura de sustentação também está empenada, aparentemente vestígios de um acidente de trânsito. As outras não estão muito diferentes.

"É um descaso do poder público. Não sei o que estão fazendo com o dinheiro do povo, foi gasto muito aqui e não acredito que vão terminar a obra", afirma a blogueira Liliane Messias, 25 anos. A aposentada Ana Falcão, 66, diz que é constrangedor não só as estações abandonadas, mas o fato de ver o BRT passando pela via sem poder usá-las. "Eu moro aqui perto, mas tenho que pegar um ônibus até a Avenida Guararapes para usar o BRT, isso é uma esculhambação".

As estações da avenida foram projetadas como uma alternativa provisória para colocar o corredor – que liga Camaragibe a Recife – em funcionamento antes da Copa do Mundo. Ignorando quase todos os princípios do BRT, elas nasceram bem diferente das irmãs: são em chapa metálica perfura e vidro temperado, sem refrigeração como as demais. Bastante estreitas e fora do nível dos BRTs não deixam dúvida do desconforto a ser oferecido quando concluídas, apesar de terem sido orçadas em R$ 316 mil cada, totalizando R$ 1,9 milhão. Detalhe: na avenida circulam 82 linhas de ônibus que transportam, diariamente, cerca de 325 mil passageiros.

As obras do corredor não têm data para serem retomadas. A Secretaria Estadual das Cidades entrou com rescisão contratual e pedido de aplicação de penalidade contra a Mendes Júnior (acusada de envolvimento na Operação Lava Jato, que investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas da Petrobras, por ter parado a obra. Agora vai contratar empresa para levantar o que falta para concluir o corredor e, com esse diagnóstico, fazer nova licitação e contratar a construtora que dará continuidade à obra, orçada em R$ 145,3 milhões e prevista para ser concluída há 18 meses.

No Corredor Norte-Sul (que faz a ligação entre Igarassu e Recife), o passeio da Estação Nossa Senhora do Carmo, no Centro do Recife, também é utilizado como abrigo para a moradora de rua Rosali Freire da Silva, 60 anos. Ela diz que já está lá há dois meses, pois o local a protege do sol e chuva. Lá mesmo acomoda as doações que recebe da população. "Você não arruma uma casa da Cohab para mim?", perguntou ela quando falava com a reportagem. Há pouco tempo, um bar também se instalava no local às sextas-feiras.

Carlinhos adia concorrência do BRT em São José por tempo indeterminado

06/06/2015 -  O Vale - S. J. dos Campos

O governo Carlinhos Almeida (PT) adiou ontem por tempo indeterminado a licitação para as obras do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) em São José dos Campos.

A abertura das propostas das empresas interessadas em se pré-qualificar para assumir o projeto aconteceria na próxima terça-feira, às 14h.

O adiamento é mais um capítulo da novela que se arrasta desde o ano passado.

Em outubro de 2014, a prefeitura lançou o edital para a contratação da empresa. As propostas deveriam ser entregues até 2 de dezembro, mas acabaram anuladas ainda em novembro. A expectativa, na época, era que a obra começasse em julho deste ano.

Cinco meses após o lançamento da concorrência para a construção do BRT, em março deste ano, a prefeitura cancelou de vez a licitação.

Vaivém. O governo alterou a modelagem da contratação, que deixou de ser por RDC (Regime Diferenciado de Contratação), que tem regras próprias e foi criado para acelerar as obra da Copa do Mundo.

A decisão da prefeitura foi contratar pelas regras da Lei das Licitações, a 8.666/1993, que tem normas mais rígidas e também mais demoradas.

Em abril deste ano, o governo lançou o edital para pré-qualificar empresas interessadas. Nesta etapa, seriam avaliados o ponto de vista econômico, de documentação e técnico.

Os envelopes com a documentação deveriam ser entregues até 20 de maio, mas o prazo foi ampliado para o próximo dia 9 de junho.

Agora, entretanto, a entrega da documentação foi adiada por prazo indeterminado pela prefeitura.

Em novembro de 2013, o prefeito anunciou o BRT em substituição ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), proposta inicial do governo para a área de mobilidade.

A ideia era aproveitar o FINANCIAMENTO de R$ 800 milhões liberado pelo governo federal para o projeto original.

Em julho do ano passado, a prefeitura assinou o contrato do empréstimo, a ser pago em 30 anos. O governo federal liberou um FINANCIAMENTO de R$ 800 milhões para a obra --a operação de crédito, porém, exige contrapartida de R$ 42 milhões da prefeitura.

O BRT, que em São José é chamado de Mobi, é uma das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade de Médias Cidades, do governo federal.

O sistema proposto terá ônibus trafegando em canaletas segregadas do sistema viário.

Outro lado. Em nota, a prefeitura informou que a "pré-qualificação foi prorrogada para o esclarecimento de dúvidas levantadas por um interessado na concorrência", disse.

"A pré-qualificação é uma etapa do processo de licitação prevista em lei, sendo recomendada para concorrências de alta complexidade técnica", completou.

Disse ainda que "a prorrogação não afetará a continuidade do projeto". "Paralelamente ao processo de pré-qualificação está sendo finalizado o projeto básico da obra. O trabalho está a cargo da Fusp, que formalizou parceria com o arquiteto Ruy Ohtake".

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