quarta-feira, 22 de abril de 2015

Obras incompletas no BRT Norte/Sul

20/04/2015 - Diário de Pernambuco

A Secretaria das Cidades confirma a entrega do corredor de BRT Norte/Sul para maio deste ano. Mas nem tudo o que foi projetado deverá se confirmar. Além de obras que vão continuar pendentes, entre elas 10 estações e urbanização da PE-15 e ampliação de três terminais - Igarassu, Pelópidas e PE-15 - previstos no projeto, o sistema opera de forma limitada em razão das invasões na faixa exclusiva e congestionamento no tráfego misto.

A maior velocidade desenvolvida no corredor é de 34km/h, em Paulista, mas cai para 4km/h na Avenida Cruz Cabugá. O congestionamento coloca em risco a principal característica do sistema: a regularidade. A faixa exclusiva para o BRT na Cabugá, também prevista, ainda não é uma certeza.

O sistema opera atualmente com 13 das estações 26 previstas. Antes a previsão era de 33 estações. O Norte/Sul transporta, atualmente, uma média de 25 mil pessoas por dia, o que corresponde a 14% dos 180 mil passageiros estimados pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano para o trecho do corredor.

Também não contará, por enquanto, com a integração no Terminal de Igarassu. E assim como ocorreu em Camaragibe, no corredor Leste/Oeste, a cidade só deverá assistir o BRT passar por ela. O terminal de Igarassu não comporta um ônibus do porte do sistema e haverá apenas uma estação a cinco quilômetros do terminal e nada mais.

O terminal de Abreu e Lima está previsto para maio. A estrutura fica no cruzamento da BR-101, distante do Centro. Mas a única estação do município fica bem em frente ao terminal. Outro problema é que a faixa que deveria ser exclusiva para o transporte público é invadida pelo tráfego comum.

"Não há nenhum tipo de fiscalização. A faixa do ônibus fica engarrafada com o trânsito local. O melhor trecho é o de Paulista, onde há ações para inibir as invasões. Em Olinda, o descaso também é total", afirmou o diretor da Conorte, que opera o Norte/Sul, Almir Buonora.

Em Olinda, a PE-15 também terá trechos compartilhados com o tráfego misto. Apenas o acesso às estações terá espaço exclusivo. Na Estação Matias Albuquerque estão sendo usados gelos-baianos para delimitar as faixas. A circulação na área da Estação Kennedy também está complicada. A faixa para o tráfego misto ainda está improvisada. A assessoria de comunicação da Secretaria das Cidades não informou quando as obras pendentes deverão ser entregues.

Saiba mais

Diagnóstico do Norte/Sul com o BRT

* Prazo de entrega previsto: Maio de 2015

2 linhas implantadas até agora

26 veículos em operação

88 veículos foram comprados para operar no corredor

25 mil passageiros são transportados por dia

180 mil é a demanda estimada pelo Grande Recife

Dependência dos ônibus convencionais no corredor

33 linhas ainda estão em operação no trecho do Norte/Sul

117 mil passageiros transportados/dia

Estações do Norte/Sul

26 é a atual previsão. Antes eram 33

13 em operação

A situação das estações

Cruz de Rebouças - em obras

Abreu e Lima - em obras

José de Alencar - em operação

Hospital Central - em operação

São Salvador do Mundo - em operação

Cidade Tabajara - em operação

Jupirá - em operação

Aloísio Magalhães - em operação

Bultrins - ainda sem operar

Quartel - em operação

Sítio Histórico - em operação

São Francisco de Assis - sem operar

Matias de Albuquerque - sem operar

Kennedy - sem operar

Complexo Salgadinho - em obras

Tacaruna - em operação

Santa Casa da Misericórdia - em operação

Treze de Maio - em operação

Riachuelo - em operação

Praça da República - em operação

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Primeira etapa do corredor expresso é entregue hoje

18/04/2015 - Diário do Nordeste / G1 CE

Ligando o Terminal do Antônio Bezerra ao Centro, a primeira etapa do Corredor Expresso Fortaleza, da Avenida Bezerra de Menezes, será entregue à população hoje após atrasos. Ao todo são 8,2 Km de extensão para o tráfego exclusivo de ônibus do sistema de transporte público.

A mudança afetará cerca de 131 mil passageiros, que a partir de hoje terão que se deslocar até o canteiro central da via para aguardar pela condução. Os usuários ainda devem atentar para as alterações nos itinerários de 26 linhas de ônibus que transitam pela avenida.

Neste primeiro momento, somente os abrigos das paradas transferidos devem ser utilizados. As dez estações do BRT, ainda em fase de conclusão, estão previstas para serem inauguradas no dia 30 de junho.

Durante toda a fase de obras, os usuários dos coletivos tiveram dúvidas acerca das mudanças. A estudante Beatriz Magalhães, que faz uso do sistema de transporte público e mora próximo ao local, acompanhou o processo e afirma que o trânsito deve melhorar com a entrega da primeira etapa.

"Com o corredor exclusivo no meio, o trânsito na Bezerra de Menezes deve melhorar. Mas, no meu caso, pegar o ônibus vai ser complicado. Não tem faixa de pedestre perto da parada que eu fico", conta a estudante.

Os condutores devem estar atentos a fim de evitar multas, já que a fiscalização eletrônica deverá ser transferida para o canteiro central até o fim da segunda etapa do BRT. Enquanto isso, agentes de trânsito fiscalizarão o tráfego de veículos particulares nas faixas exclusivas.

Junto aos ônibus articulados, 238 ônibus da frota convencional compartilharão as faixas exclusivas. Para auxiliar os passageiros, 60 operadores da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) estarão dando orientações na Av. Bezerra de Menezes a partir de hoje.

De acordo com a Etufor, a principal vantagem da mudança será a redução de no mínimo 40% do tempo das viagens. Outro ponto positivo é a integração dessas faixas exclusivas com a linha sul do Metrofor e com as estações do Bicicletar, já instaladas nas ilhas com espaços reajustados para dar comodidade aos ciclistas.

G1 CE

Corredor da Av. Bezerra de Menezes altera 26 linhas a partir deste sábado

Corredor Antônio Bezerra/Centro passa a funcionar neste sábado (18). Confira todas as mudanças de linhas e itinerários dos coletivos

A primeira fase do Corredor Expresso Fortaleza passa a funcionar neste sábado (18) na Avenida Bezerra de Menezes. Com a implantação de corredor exclusivo para transporte coletivo Antônio Bezerra/Centro, as paradas de ônibus passaram a ser no centro da avenida e as 26 linhas que passam pela via serão alteradas. Segundo a prefeitura, durante o horário comercial, 15 linhas de ônibus circularão pelo corredor com um volume de  94,8 ônibus por hora.

Segundo Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), 70 operadores vão orientar os  usuários nos pontos de parada por toda avenida nos primeiros dias da mudança. O tempo de viagens das linhas de ônibus que transitam pela região será reduzido, dando mais velocidade ao transporte coletivo.

O corredor expresso tem 8,2 km de extensão e dez estações: North Shopping, Olavo Bilac, Érico Mota, José Lourenço, Dom Lino, Cruz Saldanha, Instituto dos Cegos, Padre Frota, José Sombra e Otávio Bonfim. Quase todas as 15 linhas vão passar  pelas dez  estações, sendo cinco em direção ao Centro e cinco no sentido Centro-Antônio Bezerra.

Estação Otávio Bonfim

Sete linhas de ônibus não passarão pela estação Otávio Bonfim (sentido Antônio Bezerra – Centro). Os coletivos saem do corredor antes da última estação e entrarão na Rua Justiniano de Serpa. As sete linhas que fazem esse itinerário são: 076 - Cj Ceará/Aldeota; 079 - Antônio Bezerra Náutico; 088 - Antônio Bezerra/Albert Sabin; 222 - AntônioBezerra/Papicu/Antônio Sales;  096 - Cj Ceará/Barão de Studart; 226 - Expresso/Antônio Bezerra/Messejana; 855 - Bezerra de Menezes/Washington Soares.

Criação de novas linhas

Outras três linhas foram criadas: 106, 226 e 286. A linha 106 – Floresta/Centro faz percurso complementar à linha 206 - Padre Andrade/Antônio Bezerra. A linha 226 - Expresso/Antônio Bezerra/Messejana complementa a 026 - Antônio Bezerra/Messejana. Já a linha 286 - Expresso/Bezerra de Menezes/Santos Dumont complementa a 086 - Bezerra de Menezes/Santos Dumont. A linha 200 - Antônio Bezerra/Centro que fazia o itinerário apenas aos domingos passa a circular diariamente.

Linhas de vans

As duas linhas de vans que passam pela avenida Bezerra de Menezes terão os itinerários totalmente transferidos. A linha 713-Santos Dumont/Perimetral passa a circular na Rua Gustavo Sampaio (sentido Oeste-Leste) e Rua Azevedo Bolão (sentido Leste-Oeste). A linha 757 – Vila Velha/Centro para a funcionar na avenida Sargento Hermínio.

Absorção de linhas existentes

As demandas de usuários das seis linhas serão absorvidas por outras linhas já existentes. As linhas 201 – Bezerra de Menezes/Bairro Ellery e 233 – Olavo Bilac/Bairro Ellery serão absorvidas pela linha 108 – Santa Maria/Bairro Ellery. A linha 202 - Rodolfo Teófilo/Bezerra de Menezes será incorporada na 302 – Rodolfo Teófilo/José Bastos.

Os passageiros que utilizacam a linha 240 – Quintino Cunha/Centro devem utilizar a linha 210 – Quintino Cunha/Antonio Bezerra. A linha 250–Antonio Bezerra/Centro passará para a ter o número 200.  Já os passageiros da linha 251-Antônio Bezerra/Coração de Jesus podem ser absorvidas pela 200-Antônio Bezerra/Centro; 028 -Antônio Bezerra/Papicu; e 098 - Expresso/Antônio Bezerra/Papicu.

Linhas expressas

Algumas linhas serão expressas, ou seja, não param na Avenida Bezerra de Menezes.  São elas: 096-Conjunto Ceará/Barão de Studart (com paradas a partir da Av. Antônio Sales);

098-Expresso/Antônio Bezerra/Papicu (com paradas a partir da Av Duque de Caxias); 226-Expresso/Antônio Bezerra/Messejana (com paradas a partir da Av. Aguanambi); 286 -Expresso/Bezerra de Menezes/Santos Dumont (com paradas a partir da Av. Tristão Gonçalves, na Estação de metrô José de Alencar)

Linhas com nomes modificados

Três linhas tiveram os nomes modificados. A linha 108- Santa Maria/Bezerra de Menezes passou a se chamar 108 – Santa Maria/ Bairro Ellery. A linha 200- Av. Bezerra de Menezes agora é Antônio Bezerra / Centro. A linha 206 – Padre Andrade 206 – Padre Andrade / Antônio Bezerra.

Pequenas modificações

De acordo com a Etufor, dezenove linhas mantêm o mesmo itinerário de antes sem ou sofrem pequenas modificações. São elas:

026-Antônio Bezerra/Messejana

028-Antônio Bezerra/Papicu

060-Parquelândia/Parangaba

071-Antônio Bezerra/Mucuripe

074-Antônio Bezerra/Unifor

076-Cj Ceará/Aldeota

079-Antônio Bezerra/Náutico

086-Bezerra de Menezes/Santos Dumont

088-Antônio Bezerra/Albert Sabin (alteração no percurso - sai da José Sombra e passa para a Rua Justiniano de Serpa)

096-Cj Ceará/Barão de Studart

098-Expresso/Antônio Bezerra/Papicu

200-Antônio Bezerra/Centro (ponto final será na Estação de Metrô José de Alencar)

222-Antônio Bezerra/Papicu/Antônio Sales

226-Expresso/Antônio Bezerra/Messejana

286-Expresso/Bezerra de Menezes/Santos Dumont

389-Jovita Feitosa

855-Bezerra de Menezes/Washington Soares (alteração no percurso - sai da José Sombra e passa para a Justiniano de Serpa)

037-Corujão/Cj Ceará/Aldeota

039-Corujão/Av. Bezerra de Menezes

Lançada licitação para estudo ambiental dos corredores do BRT de Campinas

18/04/2015 - Correio Popular - Campinas

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) publicou nesta sexta-feira (17) edital para licitar, na modalidade tomada de preços, os relatórios ambientais para solicitação de licença de instalação para a implantação dos corredores de ônibus BRT Campo Grande, Ouro Verde e Interligação (Corredor Perimetral). Vencerá a licitação, que será aberta no dia 6 de maio, quem oferecer o menor preço.

O presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, disse que a empresa decidiu antecipar a contratação dos estudos ambientais para ganhar tempo, enquanto aguarda a aprovação do projeto básico dos corredores pela Caixa Econômica Federal (CEF). Assim que for aprovado — ele espera que isso ocorra até o final do mês — fará uma concorrência única para contratar a empresa que ficará responsáel pelo projeto executivo e as obras.

Cronograma

"Estamos antecipando tudo o que podemos, para poder garantir o início das obras no próximo ano", afirmou. O próximo estudo a ser contratado será o plano operacional do sistema de transporte dos corredores e das regiões que serão impactadas por eles, informou.

Os estudos ambientais serão contratados com verbas liberadas pela CEF no ano passado para o projeto básico. "Gastamos parte daquela verba, de R$ 9 milhões, no projeto. Uma parte vamos utilizar nos estudos de impacto ambiental", informou. A empresa que vencer a licitação terá um ano para entregar os estudos e relatórios.

Os corredores do BRT irão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde.

Começo

A expectativa da Prefeitura era iniciar ainda este ano as obras, mas sucessivos atrasos com o projeto transferiram para 2015 o começo da construção. A implantação começará pelo corredor Campo Grande — serão 17,8 km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Junto com ele, será construída uma perimetral com 4 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseo, seguindo pelo leito desativado do veículo leve sobre trilhos (VLT).

Outro corredor, o Ouro Verde, terá 14,4 km de extensão, saindo do Terminal Central (Viaduto Miguel Vicente Cury), seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova. O projeto contempla, além de uma pista exclusiva para os ônibus, estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo.

Custo previsto

Dos R$ 340 milhões necessários à implantação do maior projeto de mobilidade da cidade, R$ 197 milhões virão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 98 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 45 milhões de contrapartida da Prefeitura.

A Emdec está estudando alternativas para o BRT chegar ao Centro porque desistiu de levar os ônibus articulados e biarticulados para o Terminal Magalhães Teixeira, que funciona dentro do Viaduto Cury. A equipe técnica estuda dois novos locais, a Avenida Campos Salles e a região do Mercado Municipal, para receber as estações de transferências dos ônibus rápidos que farão a ligação do Centro com as regiões do Campo Grande e do Ouro Verde.

A Secretaria de Transportes fez as contas e conclui que precisaria investir mais de R$ 100 milhões na remodelação do terminal para que o local pudesse receber ônibus articulados ou biarticulados. O alto custo levou a secretaria a optar por deixar esse terminal para os ônibus que irão alimentar as linhas dos BRTs.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Projeto do Mobi, o BRT de São José dos Campos (SP), será assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake

17/04/2015 - G1

Apresentação foi nesta quinta (16) no Paço; Ruy é responsável pelo projeto. Corredor exclusivo de ônibus vai ter 51 quilômetros de extensão

Projeto urbanístico a cargo do famoso arquiteto
Projeto urbanístico a cargo do famoso arquiteto
créditos: Antonio Basilio/PMSJC
 
São José dos Campos apresentou nesta quinta-feira (16) detalhes estéticos do Bus Rapid Transit (BRT), batizado de Mobi - que consiste em corredores exclusivos para ônibus. O projetista do Educamais em Jacareí e um dos mais renomados do país, Ruy  Ohtake, vai ser o responsável pelo projeto urbanístico do sistema.
 
Ele ja criou o conceito dos pontos de ônibus, que serão fechados e deve abrigar cerca de 200 pessoas. Ohtake vai ser responsável pela arquitetura, paisagismo e iluminação do sistema joseense. Ao todo, os corredores do Mobi terão 51 quilômetros de extensão e vão percorrer as regiões leste, norte, central e sul. O maior corredor será o da zona sul, que vai passar pela Estrada Velha e pela avenida Andrômeda. Serão 29 km de extensão com uma parada a cada 1,2 km.
 
A estimativa é que todo projeto custe R$ 850 milhões. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) estima que as obras comecem em janeiro do ano que vem.

Perfuração do túnel da TransOceânica inicia em maio

17/04/2015 - O Fluminense

Pedro Conforte 

Prefeito Rodrigo Neves anunciou escavação da ligação Charitas-Cafubá durante posse do ex-reitor da UFF, Roberto Salles, como secretário de Governo

Tomou posse ontem o novo secretário de Governo de Niterói, o professor e ex-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Roberto de Souza Salles. Durante a cerimônia que aconteceu no Solar do Jambeiro, no Ingá, ele afirmou que pretende se reunir nos próximos dias com José Henrique Paim, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para captar recursos para reforma do Cinema Icaraí. O prefeito Rodrigo Neves também aproveitou o momento para anunciar que a perfuração do túnel da TransOceânica começa no próximo mês.

Todas as autoridades presentes foram unânimes em dizer que a presença do professor no alto escalão do poder municipal, estreita ainda mais a relação entre a universidade e a prefeitura. "Tenho esperança e convicção que ele [Roberto Salles] vai nos ajudar nesta aproximação junto à UFF. Estamos conversando, mas a tarefa é árdua. Roberto veio para colocar este diálogo no caminho certo", afirmou o vice-prefeito Axel Grael.

O prefeito lembrou que Roberto Salles é mais um gestor em sua equipe, já que o professor não é filado a partido político.

"Trouxe pessoas que não tem ligações com política, como o próprio Axel, que mesmo sendo filado ao PV, nunca concorreu a nada. A sua [Roberto Salles] experiência bem sucedida à frente da UFF vai agregar muito. Temos o sonho de transformar Niterói na melhor cidade para se viver", declarou o Rodrigo Neves, que agradeceu o trabalho feito pelo ex-secretário Rivo Gianini.

Rodrigo destacou ainda sobre obras futuras. "Em maio começamos a perfurar o túnel da TransOceânica. Além disso, temos o objetivo de em 2016 ter universalizado o tratamento de esgoto em Niterói". 

O mais novo secretário falou que se considera mais uma gota no oceano que é a equipe da Prefeitura e que pretende somar no desenvolvimento da cidade e do bem-estar da população.

"Em um primeiro momento fiquei surpreso com o convite para ser secretário, mas depois percebi que posso oferecer muito para a população de Niterói. Irei dialogar com todas as universidades, tanto públicas quanto privadas, já que boa parte da população da cidade é de alunos. Niterói tem talento para ser uma cidade da educação", afirmou o professor Roberto Salles.

Ele pontuou ainda que entre os seus primeiros passos está organizar uma reunião entre a UFF, a prefeitura e o BNDES, para a reforma do Cinema Icaraí, previsto para se tornar um centro cultural, mas que está sem previsão de voltar às atividades. Segundo Roberto, o diretor Paim se comprometeu em apoiar esta articulação. Além disso, ele irá percorrer todas as instituições de ensino superior para ver quais são suas situações.

Estiveram presentes também o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), o atual reitor da UFF, Sidney Mello, o reitor da Unilasalle, Jaderlino Menegat, o diretor do BDNES Jorge Henrique Paim, além de vereadores, secretários e representantes de instituições de ensino.

Mudanças também da Secretaria de Meio Ambiente e na Câmara

O prefeito Rodrigo Neves também apresentou ontem o novo secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Tiago Loback. Ele substitui Daniel Marques, que reassumiu seu cargo de vereador. Loback será empossado hoje.

O prefeito comentou a substituição e destacou que a área ambiental tem sido uma das prioridades da gestão.

"Durante esses dois anos, Tiago foi subsecretário do Meio Ambiente e junto com o agora vereador, Daniel Marques, fez um belíssimo trabalho que mudou completamente a agenda ambiental de Niterói. Eu acredito que o Tiago vai consolidar aquilo que o Daniel plantou e avançando ainda mais com a agenda ambiental", disse.

Tiago é advogado e trabalhou dois anos na Corregedoria Tributária de Controle Externo do Estado. Há dois anos, ele recebeu o convite de Daniel Marques para compor a equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

"Eu quero agradecer primeiramente à confiança do prefeito Rodrigo Neves, o apoio do vice-prefeito e do Partido Verde. Vou dar continuidade aos projetos que a secretaria tem encaminhado, fortalecer o governo com trabalho e com toda minha experiência de gestão pública", afirmou Tiago.

Câmara – O vereador Daniel Marques (PV) retornou à Câmara ontem para cumprir seu mandato. Com a chegada de Daniel, o suplente Jayme Suzuki (PSC) deixou a Casa.

Antes da sessão, com a presença da secretária-executiva da Prefeitura, Maria Célia Vasconcellos, o vereador recebeu amigos, familiares, colegas vereadores e correligionários do PV e da Secretaria de Meio Ambiente no Gabinete da Presidência da Câmara. Na avaliação do presidente Paulo Bagueira (SDD) a passagem pelo Executivo foi positiva ao jovem vereador.

"O Daniel vem para o Legislativo agora trazendo o olhar de Executivo, a função se inverte. É a mesma experiência vivida pelo vereador Bira Marques, isso faz com que o vereador tenha outra visão do que é gestão pública", disse Bagueira.

Daniel Marques destacou a experiência de sentar "do outro lado do balcão". "Cumprimos nosso objetivo dentro do possível. Tiramos a Secretaria do ostracismo, fomentamos o debate e a reflexão", contou Marques.


O Fluminense

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Recife: Corredor Leste/Oeste opera com um quarto do público estimado e metade das estações previstas

16/04/2015 - Diário de Pernambuco


Quase quatro anos depois das obras iniciadas, o Corredor Leste/Oeste funciona com menos da metade das estações de BRT previstas, não opera com os dois terminais de integração e transporta cerca de um quarto da demanda estimada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano.

O atual governo chegou a anunciar a entrega do corredor para maio deste ano, mas já teve o prazo prorrogado para o fim do ano. A situação mais grave é no município de Camaragibe, porta de entrada da Arena Pernambuco e não dispõe de nenhuma estação de BRT na via principal da cidade. Nem mesmo a Copa garantiu a realização das obras. Os moradores precisam se deslocar até o Terminal do Sistema Estrutural Integrado (SEI) para pegar o BRT.

"Nossa preocupação é não causar um mal-estar na população, que precisa fazer um deslocamento maior para ter acesso ao BRT", revelou o diretor institucional da MobiBrasil, operadora do Leste/Oeste.

Mesmo com a precariedade do sistema, a MobiBrasil garante que uma pesquisa interna de satisfação foi bastante favorável. "Nós tivemos quase 60% dos usuários que atestaram a qualidade e o conforto do serviço. Isso significa que os quem têm acesso ao BRT aprovam o modelo", ressaltou Djalma Dutra. O problema é os que não tem acesso, os três quartos restantes.

Ao longo do corredor, o trecho da Avenida Caxangá é o que dispõe de mais estações em operação. Mas ainda há ociosidade. Na Estação Engenho, o registro é de menos de mil usuários por dia. A maior demanda é registrada na estação do Derby com quase 10 mil usuários por dia.

O maior entrave é o não funcionamento dos dois terminais de integração, que se encontram em obras na Avenida Caxangá. O da 4ª Perimetral, a obra está em estado de abandono e o mato já cresce no local. Já o terminal da 3ª Perimetral está praticamente pronto, mas sem previsão de ser inaugurado.

Depois da Caxangá, a estação da Benfica se encontra em obras e sem previsão. Passando pelo Derby, o problema volta na Conde da Boa Vista, onde estão previstas seis estações improvisadas com entrada pela porta da direita, mesmo assim não concluídas. Em nota, a Secretaria das Cidades reafirmou que o prazo final das obras é dezembro de 2015, mas não adiantou o cronograma das etapas.

Nova Iguaçu: após licitação de ônibus, Via Light ganhará BRT

16/04/2015 - Extra - RJ

As empresas vencedoras da licitação do transporte coletivo em Nova Iguaçu terão que pagar R$ 242 milhões para explorar o serviço por 25 anos. Ontem, a prefeitura divulgou a nova padronização dos ônibus, com as cores correspondentes aos terminais a que pertencem. Serão, ao todo, cinco terminais, a serem construídos pelas empresas vencedoras da licitação. Além disso, cada um contará com um símbolo.

— É importante os terminais serem padronizados, com símbolos e cores, já que existem passageiros que não sabem ler ou são daltônicos — explica o secretário municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, Rubens Borborema.

A licitação dividirá Nova Iguaçu em dois lotes: Norte (1), no valor de R$ 133,6 milhões, e Sul (2), no valor de R$ 108,437milhões.

— O lote 1 terá 41 linhas. Já no lote 2 serão 42 linhas. Ainda não posso afirmar quantas linhas serão extintas e quantas serão criadas, mas isso acontecerá — destaca Borborema.

Além de melhorar o transporte, a licitação tem como objetivo ajudar a implementar os sistemas de BRS e BRT. Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 18 de maio:

— A Via Light vai receber um corredor expresso, um BRT. Outros locais como Avenida Marechal Floriano e a Rua Dom Walmor também, mas isso vai ser discutido com as empresas.







Reconstrução nos corredores do BRT em Porto Alegre atrasa obras

15/04/2015 - Zero Hora - Porto Alegre

As obras nos corredores do futuro sistema BRT (bus rapid transit) de Porto Alegre têm espantado moradores e motoristas que passam pelos locais e percebem que elas quase não avançam. A percepção é certeira. No caso do corredor da Avenida João Pessoa, a obra andou para trás: os 60% dos trabalhos concluídos em dezembro do ano passado passaram para 55% nesta terça-feira, conforme dados da prefeitura.

O corredor da Avenida Bento Gonçalves permanece em 98% desde o final do ano passado, enquanto o da Avenida Protásio Alves foi o único que evoluiu nos últimos quatro meses, ainda que tímidos cinco pontos percentuais, de 92% para 97%. O resultado é que os prazos para entregar as obras foram esticados. Os corredores da Bento e da Protásio, previstos para março deste ano, ficaram para a primeira quinzena de junho. Já o da João Pessoa só deverá ser entregue em dezembro — a previsão anterior era julho.

A causa do atraso é a necessidade de reconstruir diversos trechos do concreto para substituir o asfalto e dar mais durabilidade ao piso para a passagem dos ônibus. Só que de durável o material não teve nada. Sem que nenhum ônibus passasse, já rachou em alguns trechos.

Para o concreto dos corredores de ônibus ter a resistência devida, é preciso de muita hidratação e uma longa secagem, que pode chegar a 28 dias. Não foi o que ocorreu nos três corredores em obras na Capital. O concreto foi colocado durante o verão, que foi muito quente, facilitando a rápida evaporação da água.

Mesmo com o atraso, a prefeitura não vê motivo para multar as empresas, segundo o coordenador técnico das obras de mobilidade da Secretaria Municipal de Gestão, Rogério Baú. No início deste ano, o prefeito José Fortunati havia dito, em entrevista exclusiva a ZH, que as empreiteiras tinham sido multadas. Baú também garantiu que nenhum trecho está sendo refeito mais de uma vez e reforçou que todos os custos têm sido pagos pela própria empreiteira.

— A multa é gerada quando há uma exigência de refazer e a empresa se nega. Mas a ordem foi prontamente atendida — disse.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que tem acompanhado o caso.

O faz e refaz do concreto dos corredores do BRT não é o único entrave ao andamento das obras. As estações e terminais que receberão os passageiros dependem de um estudo de demanda não só dos ônibus, mas também do metrô, por causa da integração entre os modelos de transporte.

Já se sabe que o metrô não será inaugurado antes de 2020. Mas Baú espera que antes disso os dados já estarão disponíveis. Mesmo que essa primeira fase do metrô contemple basicamente a Zona Norte, sua influência chega até as vias do BRT em construção porque os ônibus alimentarão a rede integrada, justifica Baú.

Confira os prazos atualizados das obras:

1) BRT Bento Gonçalves

Trecho: Avenidas Antonio de Carvalho e Princesa Isabel.

Comprimento: 5.955 metros.

Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).

Investimento: R$ 13.976.983,83.

Início: 14 de Março de 2012.

Previsão inicial de conclusão: 18 meses.

Segunda previsão de conclusão: Março de 2015.

Previsão com a reconstrução de trechos do concreto: Primeira quinzena de junho.

Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa).

Percentual atual de execução da obra: 98%.

 

2) BRT Protásio Alves

Trecho: Rua Saturnino de Brito até a Rua Sarmento Leite.

Comprimento: 6.850 metros.

Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).

Investimento: R$ 15.240.010,67.

Início: 12 de Março de 2012.

Previsão inicial de conclusão: 18 meses.

Segunda previsão de conclusão: Março de 2015.

Previsão com a reconstrução de trechos do concreto: Primeira quinzena de junho.

Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa).

Percentual atual de execução da obra: 97%.

 

3) BRT João Pessoa

Trecho: Entre a Avenida Bento Gonçalves e a Rua Desembargador André da Rocha.

Comprimento: 3.346 metros.

Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).

Investimento: R$ 5.310.565,27.

Início: 28 de Setembro de 2012.

Previsão inicial de conclusão: 12 meses.

Segunda previsão de conclusão: Julho de 2015.

Previsão com a reconstrução de trechos do concreto: Dezembro de 2015.

Empreiteira: Consórcio Giovanella e Construtora Brasília-Guaíba.

Percentual atual de execução da obra: 55%.

Superlotação no BRT Transoeste é causada pela falta de ônibus, afirma secretário

15/04/2015 - Extra - RJ

Leia: Em apenas três anos, BRT Transoeste já está saturado - Extra - RJ


A Secretaria municipal de Transportes (SMTR) admitiu, nesta terça-feira, que o BRT Transoeste opera com menos veículos do que o necessário para dar conta da demanda. Seriam necessários, hoje, segundo o secretário de Transportes Rafael Picciani (PMDB), mais 41 ônibus articulados e 15 não-articulados — somados aos 316 coletivos que existem nos dois corredores. O subsecretário Alexandre Sansão admite que o sistema está "no limite" e responsabiliza o consórcio BRT, que manteria 10% da frota — e não os 5% previstos em contrato — em manutenção.

— A gente já está no limite da capacidade operacional, que pode ser aumentada assim que esses novos ônibus entrarem em operação. Isso vai permitir que sejam reduzidos os intervalos — afirma Sansão.

O consórcio, por outro lado, alega que o número de veículos quebrados é de 11% e se deve à má qualidade do asfalto. Em nota, o BRT diz que "não consegue colocar 100% dessa frota em circulação em função dos problemas de conservação no pavimento asfáltico". Picciani admite problemas na conservação do asfalto.

Sansão reconhece que o BRT não respeita os intervalos definidos. A prefeitura determina que, no horário de pico, não pode passar de 5 minutos. O BRT trabalha com 6, mas chega a 18 em algumas linhas.

O consórcio e a secretaria não entraram num consenso em relação ao número de passageiros do sistema. Segundo Sansão, 11 mil pessoas usam o Transoeste no horário de pico por hora num mesmo sentido. O BRT informou que são 14 mil. Já a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos recebeu do consórcio o número de 17 mil — como o EXTRA publicou nesta terça.

Frota já deveria estar maior

Dezoito dos 41 ônibus articulados, que possibilitariam a redução dos intervalos e, segundo a SMTR, acabariam com a superlotação no BRT Transoeste, deveriam estar em circulação desde 6 de março — quatro meses após a determinação da prefeitura para a compra. Mas o prazo foi ampliado pelo secretário Rafael Picciani, que deu mais quatro meses para as empresas.

— O consórcio pleiteou, e prorroguei por mais quatro meses o prazo de entrega, porque consideramos que esse período de dezembro e janeiro é uma época de complexidade para se cumprir prazos. As próprias montadoras têm férias coletivas, não estão trabalhando. Além disso, no início do ano, as empresas têm uma série de custos obrigatórios. E estamos num período de crise econômica, onde o acesso ao crédito se tornou mais complexo — justificou Picciani.

Já os 23 veículos que devem ser comprados para serem utilizados na Transcarioca foram pedidos pela prefeitura no último dia 8 e têm data de entrega prevista até 8 de agosto, caso não haja prorrogação.

Apesar de descumprir reiteradamente os intervalos entre as viagens estipulados pela prefeitura, desde 2012, o Consórcio BRT recebeu apenas 458 multas da Secretaria de Transportes.

Ampliação

Sansão afirmou que a capacidade do sistema pode aumentar "adquirindo mais articulados, reduzindo os intervalos e melhorando a manutenção". Hoje, segundo ele, o BRT tem capacidade física — relacionada à dimensão dos terminais, tamanho das estações e outros aspectos — para até 30 mil pessoas por hora no mesmo sentido nos momentos de pico. Atualmente, falta capacidade operacional.

Obras

A SMTR afirmou ontem que os terminais Mato Alto, Magarça e Guaratiba serão reformados. Um terminal será construído para substituir a estação de Santa Cruz.

Problema antigo

A superlotação do Transoeste é uma reclamação antiga. Em março de 2013, nove meses após a inauguração, o EXTRA publicou a primeira reportagem sobre o assunto.

Subestimado

O prefeito Eduardo Paes admitiu, em março deste ano, que a demanda do BRT foi subestimada.

Sufoco começa antes de embarcar

Se as viagens de BRT se tornaram mais rápidas do que em ônibus convencionais, como era prometido, a longa espera nas estações se tornou uma das principais reclamações. Nesta terça, na de Santa Cruz, funcionários liberaram a roleta, por volta das 6h30m, para quem tinha pressa. É que o sistema estava lento, e o carregamento do cartão demorava até cinco minutos.

— Cheguei às 6h, mas para conseguir um lugar sentada esperei 50 minutos na fila, do lado de fora. Ainda assim porque decidi trocar o expresso pelo parador — contou a doméstica Lúcia Aparecida da Silva, de 48 anos, que gasta praticamente o mesmo tempo no percurso até a estação Salvador Allende, na Barra, onde troca de condução para ir ao trabalho, no Novo Leblon.

Ela só conseguiu embarcar por volta das 7h.

— Para voltar é pior — contou.

A cuidadora de idosos Arlene Silva Felix, de 40 anos, mora em Santa Cruz, trabalha no Recreio e pena diariamente no Transoeste:

— É sempre esse empurra-empurra. Deveriam colocar mais ônibus, com saídas a cada cinco minutos. Eles demoram muito e deixam a estação lotados. Cheguei aqui (na estação de Santa Cruz) às 6h e só consegui pegar o ônibus quase uma hora depois, para viajar em pé. É um drama diário.

O EXTRA percorreu, também nesta terça, no horário do pico matinal, das 5h30m às 7h30m, três das quatro estações de maior movimento do Transoeste — Santa Cruz, Mato Alto e Magarça — e observou o aperto dos passageiros: plataformas e ônibus lotados, portas com defeito e dificuldade para carregar os cartões de passagens.

Com uma perna engessada e apoiada em muletas, a fisioterapeuta Leila Maria de Souza, de 50 anos, passou sufoco para, em meio a uma multidão, entrar no ônibus, na estação Mato Alto, por volta das 7h30m, vindo de Santa Cruz, superlotado:

— É complicado viajar no BRT na hora do rush, principalmente para quem tem dificuldade de locomoção.

Fundação vai projetar o BRT

15/04/2015 - O Vale - São José dos Campos/SP

A Prefeitura de São José dos Campos contratará a Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo) para a elaboração do projeto básico do BRT.

O contrato, com valor fixado em R$ 12 milhões, vai ser firmado sem licitação --segundo a administração municipal, por se tratar de instituição de pesquisa sem fins lucrativos.

O convênio contempla o desenvolvimento de pesquisas para a implantação do BRT.

O projeto básico, embutido nesse conjunto de ações, deverá ser apresentado até 30 de junho. O contrato todo terá validade de 10 meses.

Expertise. Segundo a administração municipal, a Fusp foi escolhida por sua capacidade técnica no campo de pesquisas e pela expertise no desenvolvimento de projetos de logística e transportes.

A Fundação foi responsável, por exemplo, pela elaboração dos estudos para a implantação do Centro Integrado de Mobilidade Urbana e do Sistema Integrador do Controle de Semáforos, ambos no município de São Paulo, informou a prefeitura, em nota.

O contrato será assinado amanhã entre o prefeito Carlinhos Almeida (PT) e os representantes da fundação.

Segundo a administração municipal, o dinheiro para a elaboração do projeto sairá do empréstimo de R$ 800 milhões obtido junto ao governo federal (com contrapartida de R$ 42 milhões do município).

Edital. Na semana passada, a prefeitura publicou o edital de pré-qualificação para as empresas interessadas em disputar a obra do BRT.

Os envelopes das concorrentes deverão ser apresentados até o dia 20 de maio.

No novo sistema de transporte, batizado de Mobi, os ônibus vão trafegar em canaletas segregadas.

A expectativa é que as obras durem 42 meses. Elas serão divididas em dois lotes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Em apenas três anos, BRT Transoeste já está saturado

14/04/2015 -  Extra - RJ

Aquilo que já era sentido, na prática, por dezenas de milhares de cariocas que se acotovelam diariamente no BRT agora foi comprovado na teoria: nos horários de pico, os ônibus circulam com mais passageiros do que o sistema suporta. Segundo o engenheiro Eduardo Ratton, doutor em Planejamento de Transportes e professor da Universidade Federal do Paraná — estado que foi pioneiro na implantação de corredores BRT no Brasil — o sistema foi projetado para levar, no máximo, 15 mil pessoas por hora, num mesmo sentido. Porém, o Transoeste registra uma média de 17 mil passageiros por hora/sentido no rush. Inaugurado há exatos três anos, a um custo de mais de R$ 900 milhões, o BRT Transoeste já está esgotado.

— Levando em conta o conforto dos passageiros e o tempo de viagem, entre outros fatores, os sistemas de transporte são projetados para uma determinada quantidade de passageiros. O BRT suporta até 15 mil passageiros por hora/sentido. Acima disso, recomenda-se o VLT, que comporta até 35 mil. A partir daí, é metrô — diz Ratton.

Ratton revelou ontem, em entrevista ao "CBN Rio", da Rádio CBN, que o modelo de Curitiba, que serviu de inspiração ao BRT do Rio, será substituído gradativamente pelo metrô. No Paraná, a saturação do sistema só começou a acontecer agora, quase 30 anos após sua implantação.

No mês passado, o prefeito Eduardo Paes reconheceu falhas no Transoeste. "Houve um subdimensionamento da população que iria utilizar o BRT", afirmou na ocasião.

A superlotação é rotina para o vigilante Jorge Lázaro, de 41 anos, que usa o BRT todo dia entre Guaratiba e o Recreio:

— A gente leva uns tapas e empurrões até conseguir embarcar. Quem não consegue entrar se arrisca: fica no parapeito, do lado de fora da estação esperando o próximo.

A Secretaria municipal de Transportes reconhece que "existem problemas, sim, que estão sendo identificados" e promete resolver as questões com obras de infraestrutura ou ajustes determinados pela prefeitura. O órgão ressalta que já solicitou o aumento da frota ao consórcio e desenvolveu um pacote de melhorias que será encaminhado à Secretaria municipal de Obras.

O consórcio BRT reconhece as falhas, mas afirma que a frota cresceu 20% desde 2012. O BRT ressalta que uma parcela dos passageiros do Transoeste migrará para a Transolímpica a partir de 2016. O consórcio não informou a média de passageiros por hora/sentido na Transcarioca.

GDF quer usar empréstimo do governo Agnelo para execução do Corredor Norte do BRT

14/04/2015 - Fato Online

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, vai recorrer à Caixa Econômica Federal para conseguir o empréstimo de aproximadamente R$ 1 bilhão de reais, autorizado por lei de autoria de seu antecessor Agnelo Queiroz em 2012. O dinheiro será usado para a implantação de obras viárias no Distrito Federal, como a execução do Corredor Norte do BRT, ligando Planaltina ao Plano Piloto.

Liberação

Para tentar liberar o recurso, Rollemberg teve de encaminhar à Câmara Legislativa do DF um projeto de lei que altera a Lei 5.002 de 20 de dezembro de 2012. Na antiga norma, o dinheiro seria emprestado apenas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com a liderança do Partido dos Trabalhadores (PT), na Câmara Legislativa, o banco não liberou até agora o verba e nem informou quais seriam os entraves da operação financeira. "Isso também será questionado quando o PL seguir para o Plenário", informou um dos assessores da liderança ouvidos pelo Fato Online. Ele pediu para não ser identificado.

Ainda de acordo com o servidor, o valor do empréstimo previsto na redação da lei de autoria de Agnelo Queiroz era de R$ 1,2 bilhão. Mas esse montante pedido foi reduzido para R$ 992.183.716,46.

Justificativa

Mas a justificativa do governo para a ampliação da contratação de operação de crédito no PL encaminhado no último dia 7 é a de que "a inclusão de novo agente financeiro proporcionará condições mais vantajosas que serão analisadas oportunamente para cada operação". Os recursos serão retirados do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS).

O artigo modificado também prevê como garantia para a liberação da verba o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Além do BRT até Planaltina, o dinheiro também será aplicado na construção de dois trechos de via urbana. O primeiro ligará o Balão do Torto até o Colorado em Sobradinho. O segundo, fará conexão também do Balão do Torto até o Eixão Norte. Os dois pontos vão ganhar novas faixas que servirão para desafogar o trânsito.

A matéria chegou à Comissão de Economia Orçamento e Finanças (CEOF) na semana passada. Porém, até agora não foi votada pelos cinco deputados que integram a bancada, entre eles, o presidente Agaciel Maia (PTC). 

sábado, 11 de abril de 2015

São José dos Campos (SP) lança novo edital para o BRT

10/04/2015 - Blog Ponto de Ônibus

Após paralisação de cinco meses, processo licitatório para corredores de ônibus rápido é retomado. Propostas devem ser entregues pelas empresas até 20 de maio

Adamo Bazani

Licitação de corredores BRT vai ser retomada
Licitação de corredores BRT vai ser retomada
créditos: Cesar Eloi
 
A cidade de São José dos Campos, no interior paulista, lançou nesta quinta-feira (9), um novo edital de pré-qualificação para a construção de um sistema de BRT – corredores para trânsito rápido de ônibus. A licitação ficou interrompida por cinco meses depois de questionamentos técnicos de empresas interessadas para a execução das obras. Se não fosse a paralisação, segundo a prefeitura, as obras poderiam começar nestes primeiros meses de 2015.
 
As propostas devem ser entregues pelas empresas que forem participar até o dia 20 de maio. A fase de pré-qualificação, ainda de acordo com a prefeitura, é necessária devido à complexidade das obras e as propostas devem ser baseadas no projeto funcional que já foi desenvolvido. A estimativa é que a rede de corredores de ônibus em São José dos Campos tenha 51 quilômetros de extensão e as obras devem custar R$ 842 milhões.
 
Em nota, a prefeitura de São José dos Campos explica as linhas gerais do Projeto Mobi e diz que as empresas interessadas devem depositar um caução de R$ 3,2 milhões:
 
"Para ser aprovada na pré-qualificação, as empresas interessadas deverão demonstrar capacidade técnica e financeira para realizar a obra, incluindo depósito caução de R$ 3,2 milhões. As habilitadas irão disputar um contrato de aproximadamente R$ 400 milhões para cada lote. No Mobi, os ônibus vão trafegar em canaleta segregada, com uma extensão aproximada de 51 km em todas as regiões cidade. Também serão construídas estações que permitam a cobrança externa, para tornar mais rápido o acesso dos passageiros e aumentar velocidade operacional. O sistema conta ainda com monitoramento centralizado, ônibus com GPS, semáforos inteligentes para passagem preferencial aos coletivos, integração com o sistema de transporte público e informações em tempo real ao usuário."

quinta-feira, 9 de abril de 2015

No BRT Transoeste, O DIA flagra superlotação e passageiro desmaiando

09/04/2015 - O Dia


Dos cerca de 180 mil passageiros transportados diariamente, 80% viajam nos horários de pico, segundo consórcio

MARCELLO VICTOR E GUSTAVO RIBEIRO

Rio - Concebido pela prefeitura como o projeto dos sonhos para garantir conforto e rapidez aos milhares de cariocas que se deslocam nos ônibus da Zona Oeste, o BRT Transoeste tem sido um pesadelo para quem depende dele todos os dias. Segundo o consórcio que opera o serviço, dos cerca de 180 mil passageiros transportados diariamente, 80% viajam nos horários de pico. As estações não dão conta de tanta gente. 

A Secretaria Municipal de Transportes admite: os problemas existem e só foram identificados depois que o sistema, contemplado com R$ 1 bilhão em investimentos, ficou pronto. O órgão agora promete corrigir as falhas com um pacote de melhorias, que prevê construção e ampliação de estações e terminais e a aquisição de mais veículos articulados e não articulados (padrons). 

Enquanto as medidas, sem custos informados, têm prazos desconhecidos para sair do papel, O DIA acompanhou, por dois dias seguidos, o sufoco dos passageiros que utilizam o Transoeste, de Santa Cruz e Campo Grande, rumo à Barra da Tijuca pela manhã. Nas estações Recreio Shopping, Gláucio Gil e Salvador Allende, a rotina é de empurrões, discussões e até desmaios devido à superlotação. A principal reclamação é o número insuficiente de ônibus para atender à demanda. 
 
Nas primeiras horas da manhã, multidão lota estação no Recreio dos Bandeirantes à espera do embarque no BRT. Superlotação e demora são a s principais queixas dos usuários

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Nesta quinta-feira, a doméstica Renata Rodrigues, de 41 anos, chegou às 6h40 na estação Santa Cruz para embarcar em um ônibus direto com destino ao Terminal Alvorada. Só para entrar em um ônibus foram 28 minutos de espera. O primeiro veículo saiu tão cheio que ela não conseguiu embarcar. No segundo, se espremeu e entrou para uma viagem em pé de mais 50 minutos. "Quando dá, a gente se segura nas barras, mas, às vezes, a gente acaba viajando escorada nos outros", reclamou. 

Na manhã da última terça-feira, Antonio Carlos de Oliveira Filho, 21 anos, em um veículo da linha expressa Mato Alto - Alvorada, desmaiou após embarcar na Estação Recreio Shopping. "Estava muito cheio. Comecei a me sentir tonto. Fui me encostar e acabei caindo no chão. Depois me disseram que eu tinha desmaiado", contou o passageiro, socorrido por bombeiros e levado à UPA da Barra. 

O auxiliar de manutenção Jean da Silva Cavalcanti, 36, precisou esperar cinco coletivos lotados passarem para entrar numa linha expressa na estação Gláucio Gil com destino à Alvorada. "Há poucos expressos do Recreio para o Alvorada. Todo dia tem empurra-empurra, discussão, briga" protestou Jean.

LUTA NA MADRUGADA

Para ir ao trabalho, Antonio Carlos chega às 5h30 na estação Curral Falso, em Santa Cruz, onde disputa um BRT até a estação Recreio Shopping, operação que leva uma hora. De lá, luta por um lugar em um veículo da linha expressa até a Barra. "Os intervalos dos ônibus que vêm do Mato Alto para a Alvorada tinham que ser de cinco minutos, mas são irregulares e chegam a até 20 minutos. Assim, fica sempre muito cheio", explicou. 

Em um seminário sobre BRT realizado no Rio para jornalistas segunda-feira, o diretor-presidente da ONG Embarq Brasil, Luis Antonio Lindau, analisou que o Transoeste precisa de mais serviços expressos entre os terminais para resolver parte dos problemas de superlotação. "Se a pessoa tem interesse em se deslocar diretamente de Santa Cruz até Alvorada, uma linha expressa vai ser muito mais útil do que linhas paradoras", comentou. 

Segundo o Consórcio BRT, operador do sistema, "desde o início da operação, em junho de 2012, a frota de ônibus articulados cresceu 50% ao ano, justamente para atender a demanda crescente nos corredores". Ainda de acordo com a companhia, o tamanho da frota atende as determinações da Secretaria Municipal de Transportes.

Estudo recomenda reformulação dos terminais 

Em setembro, o ITDP Brasil (Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento) realizou um estudo sobre o BRT Transoeste e identificou aspectos que contribuem para a superlotação e que poderiam ser melhorados. 

Entre as medidas recomendadas à SMTR, constavam a revisão do tamanho da frota reserva de ônibus; garantia e fiscalização dos níveis de serviço, com indicadores amplamente divulgados, determinando para cada serviço do corredor a frequência adequada; reformulações completas do terminal de Santa Cruz e da estação Curral Falso; expansão do Terminal Alvorada e das estações de Mato Alto e Pingo d'Água. Outra sugestão foi a adaptação do novo terminal de Curral Falso para receber os serviços de ligação com Campo Grande. 
 
Com a estação lotada, alguns passageiros esperam a chegada do coletivo na beira da plataforma de embarque, apesar do risco de acidentes

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

A Secretaria reconheceu, em nota, que "algumas estações apresentam capacidade operacional menor do que a demanda" e informou que os projetos de infraestrutura prometidos já foram encaminhados à Secretaria Municipal de Obras. Para aumentar a frota do Transoeste, anunciou a compra de 18 veículos articulados, com capacidade para 180 e 200 passageiros, para substituir os de 140 lugares, além de 15 não articulados (atualmente rodam 132 articulados e 29 padrons nos períodos de pico).

terça-feira, 7 de abril de 2015

Custo faz Prefeitura de Campinas tirar BRT do Viaduto Cury

05/04/2015 - Correio Popular - Campinas

A Prefeitura de Campinas desistiu de levar os BRTs até o Terminal Magalhães Teixeira, que funciona dentro do Viaduto Cury, e estuda dois novos locais, a Avenida Campos Salles e a região do Mercado Municipal, para receber as estações de transferências dos ônibus rápidos que farão a ligação do Centro com as regiões do Campo Grande e do Ouro Verde.

A Secretaria de Transportes fez as contas e concluiu que precisaria investir mais de R$ 100 milhões na remodelação do terminal para que o local pudesse receber ônibus articulados ou biarticulados. O alto custo levou a secretaria a optar por deixar esse terminal para os ônibus que irão alimentar as linhas dos BRTs.

O secretário municipal de Transportes, Carlos José Barreiro, disse que o projeto básico dos corredores foi entregue à Caixa Econômica Federal e, assim que sair o aval, irá publicar o edital para contratar o projeto executivo e a obra. O plano é implantar os corredores em 2016.

Barreiro disse que, como o conceito do BRT é ser tronco — linha que tem a função de ligar duas regiões por um corredor —, o problema é chegar ao Centro com esses veículos, que poderão ser articulados ou biarticulados, em uma região congestionada.

Equipe da secretaria está fazendo os estudos e buscando soluções independentes para cada linha. A linha Campo Grande caminha para que as estações de transferências sejam na região do Mercado Municipal, mas não necessariamente onde hoje há um terminal de ônibus.

 "Estamos avaliando aquela região, que terá que ser repaginada e passar por uma grande reconstrução para poder receber as estações", disse.

Já as linhas do Ouro Verde deverão chegar na Avenida Campos Salles, com estações de transferências instaladas no trecho entre a Avenida Senador Saraiva e a Rua José Paulino, alternativa que irá demandar uma grande intervenção na Campos Salles, uma vez que o BRT exigirá duas faixas exclusiva de tráfego.

 "Se essa for a hipótese que adotarmos, então faremos uma estação de parada atrás da Catedral, na Rua José Paulino", afirmou.

Como a Catedral é um patrimônio tombado de Campinas, foi feita uma consulta ao Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Campinas), que deu parecer favorável à instalação (leia nesta página). Barreiro afirmou que essa parada não seria uma estação de transferência, mas apenas uma linha de passagem.

 "Se adotarmos essa alternativa, implantaremos na José Paulino, na quadra da Catedral, o conceito de trafic calm (trânsito calmo, em inglês), estreitamento da via para que a velocidade dos veículos seja reduzida e não provoque trepidações na construção histórica. É possível também que a via, naquela quadra, seja usada exclusivamente pelos BRTs, com proibição de outros veículos", afirmou.

Dos R$ 340 milhões necessários à implantação do maior projeto de mobilidade da cidade, R$ 197 milhões virão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 98 milhões do Orçamento Geral da União e R$ 45 milhões de contrapartida da Prefeitura.

Os corredores do BRT irão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde.

A expectativa da Prefeitura era iniciar ainda este ano as obras, mas sucessivos atrasos com o projeto transferiram para 2015 o começo da construção. A implantação começará pelo corredor Campo Grande — serão 17,8 quilômetros de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo veículo leve sobre trilhos (VLT), John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí.

Junto com ele, será construída uma perimetral com quatro quilômetros de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

O outro corredor, o Ouro Verde, terá 14,4 quilômetros de extensão. A previsão era de que saísse do Terminal Central (Viaduto Miguel Vicente Cury), seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova.

O projeto contempla, além de uma pista exclusiva para os ônibus, estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo.

 

Ponto de parada atrás da Catedral levanta polêmica

Trepidação com o tráfego de veículos pesados pode agravar rachaduras e comprometer igreja histórica, diz arquiteto; projeto para instalação é da Prefeitura

Projeto da Prefeitura de instalar uma estação de parada de ônibus padrão BRT atrás da Catedral Metropolitana de Campinas poderá comprometer a integridade do maior patrimônio cultural da cidade, que já sofre com rachaduras nas paredes de taipa provocadas pelo trânsito intenso na Rua José Paulino.

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) deu parecer favorável à consulta feita Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), mas a decisão preocupa o responsável pelo restauro do templo, Ricardo Leite.

"Será preciso fazer obras complementares para garantir a integridade da Catedral, como a construção de um muro de arrimo enterrado para evitar que o prédio rache com o impacto dos ônibus", disse.

Ele afirmou que vai procurar a Emdec para ver o projeto e apresentar obras que considera necessárias para preservar a edificação, do século 19.

O Condepacc deu parecer favorável à instalação de uma estação do BRT naquele local porque, segundo consta do projeto, ela será construída na calçada oposta à Catedral e terá pouco impacto visual, permitindo integração com o meio ambiente.

De acordo com o projeto, os pavimentos atuais serão substituídos por pavimentação rígida em concreto armado para minimizar e amortecer de forma significativa os impactos e as trepidações causadas pela circulação dos ônibus.

O intenso tráfego de veículos na Rua José Paulino vem provocando rachaduras nas paredes de taipa Há trincas em várias partes do prédio centenário e uma das varandas do presbitério precisou ser escorada para evitar que o bloco de taipa descesse. Mesmo assim, a janela já não consegue ser fechada.

Embora não haja risco de desmoronamento, a grande movimentação de veículos está agredindo o maior patrimônio de Campinas. O ideal, afirmou, é que o trânsito fosse proibido na Rua José Paulino entre a Costa Aguiar e a 13 de Maio.

O problema se agravou após a revitalização da Rua 13 de Maio, quando o trecho de rua no cruzamento com a José Paulino foi elevado para ficar no mesmo nível do calçadão.

Com isso, surgiu uma valeta e, cada vez que passava um ônibus ou veículo mais pesado, havia uma pancada no solo que, embora consertado, ainda faz a Catedral vibrar.

Na parte do prédio onde a taipa trincou e desceu fica o almoxarifado da Catedral. A vibração é tanta que, segundo os funcionários, os objetos guardados nas prateleiras constantemente acabam caindo no chão. "Temos trincas nas paredes com dois centímetros de largura", disse Ricardo Leite.

A varanda do presbitério foi escorada para evitar que a argamassa existente em cima da parede de taipa caísse e ficará provisoriamente.

A área atrás do templo tem várias depressões no solo, resultado da compactação que vem ocorrendo ao longo dos anos.

 "Quando a rua surgiu, pedestres passavam por ela; depois, vieram as carroças, os carros, ônibus, caminhões pesados. Tudo isso foi provocando movimentações na rua, na calçada e também na Catedral", afirmou o responsável pelo restauro.

 "Se querem fazer uma estação, então será preciso que esse muro seja construído", disse o arquiteto.

Reforma

Os andaimes que cobrem a fachada da Catedral começaram a ser retirados com a conclusão da atual fase do restauro. A torre da igreja começou a ser pintada em amarelo e, em 30 dias, segundo previsão do responsável pelo restauro, Ricardo Leite, a fachada estará liberada.

Mas ainda está longe a conclusão da recuperação das fachadas porque ainda falta conseguir captar R$ 4,3 milhões necessários à conclusão do projeto.

A Arquidiocese conseguiu autorização do Ministério da Cultura, em 2012, para captar R$ 7,1 milhões para as obras, utilizando os benefícios da lei de incentivos fiscais (Lei Rouanet) e, desse total, obteve R$ 2,8 milhões, suficientes apenas para o restauro das fachadas.

A fachada da frente do templo teve toda a argamassa trocada, os anjos foram restaurados e dois dos quatro evangelistas da fachada, recuperados.

Os recursos obtidos até agora vieram dos bancos Itaú e Bradesco e das empresas de alimentação Ticket, Alelo, Sodexo e FMC.

As empresas usaram a lei de incentivos fiscais, que permite a destinação para projetos de cunho cultural de 4% do Imposto de Renda (IR) devido por pessoa jurídica e 6% para pessoas físicas.

A Catedral tem chances de obter os recursos que faltam com a venda do potencial construtivo do templo, mas a burocracia da Prefeitura está travando essa possibilidade. Para ir ao mercado vender o potencial, a Catedral precisa possuir o certificado de transferência de de potencial construtivo decorrente do tombamento (CPC-T).

A Catedral já seguiu toda a tramitação exigida pela lei e espera os documentos — com eles, poderá usar em outra área, e até vender, os metros quadrados que teria direito de construir no terreno, caso a edificação que possui não fosse tombada.