sexta-feira, 10 de março de 2017

Licitação do BRT que ligará Lapa ao Iguatemi sai na terça (14)

09/03/2017  -  Correio

Primeira etapa vai custar R$ 408 mi e ficará pronta dentro de 2 anos

Hilza Cordeiro e Carol Aquino (redacao@correio24horas.com.br)

O prefeito ACM Neto anunciou nesta quinta-feira (9) que o edital de licitação da primeira etapa do BRT (Bus Rapid Transit) será publicado na próxima terça-feira (14). O anúncio foi feito em coletiva de imprensa com a presença do ministro das Cidades, Bruno Araújo, que veio à capital baiana para visitar as obras de mobilidade da cidade. De acordo com o prefeito, a licitação deve durar em torno de três a quatro meses, mas pode levar mais tempo, caso haja pedidos de recurso. A expectativa é de que, após licitada, a obra de R$ 408 milhões seja concluída em dois anos e quatro meses.

O projeto deste primeiro trecho possui 2,9 km, que compreende a área da Avenida ACM entre o Parque da Cidade, no Itaigara, e o Iguatemi, em frente à rodoviária. Neste percurso serão construídos cinco viadutos. “Em paralelo, já esse ano vamos licitar o projeto complementar da segunda etapa para que não só a obra possa começar nos próximos meses, mas para que a segunda também já seja adiantada”, garantiu Neto. 


Prefeito anunciou novidade ao lado do ministro das Cidades, Bruno Araújo
(Foto: Valter Pontes/Divulgação Secom Salvador)

De acordo com o prefeito, o consórcio vencedor desta primeira licitação fica responsável ainda por fazer o projeto complementar, pensando o terreno para a próxima obra. O trecho 2 ligará a Estação da Lapa ao Parque da Cidade, com uma extensão de 5,5 km e investimento de R$ 412 milhões. Serão seis estações, um viaduto na Av. Garibaldi e dois viadutos elevados. O terceiro trecho, que vai do Parque da Cidade até a Pituba, no Posto dos Namorados, é uma expansão de 1,8 km e contará com duas estações e um terminal.

Segundo a prefeitura, após conclusão das três etapas previstas, 31 mil pessoas serão beneficiadas por hora, em momentos de pico, pelo BRT. Concluídas as obras, o trecho entre a Lapa e o Iguatemi, de 8,7 km, será feito em 16 minutos –  atualmente, gasta-se cerca de uma hora. Além disso, também já está em discussão a integração entre o BRT e o metrô.

“Vim à Bahia para ratificar o nosso compromisso com o estado, a prefeitura e a sociedade. Muitas capitais levaram anos para ter esses equipamentos e agora eles vão atender todos os baianos”, disse o ministro. Na oportunidade, o prefeito também colocou em pauta com o ministro a urbanização do Canal Paraguari, no Subúrbio, que tem estimativa de investimento de R$ 40 milhões. De acordo com o ministro, o governador Rui Costa tinha um compromisso no interior do estado e não pode comparecer para acompanhar a visita.

Desenvolvimento econômico

E não para por aí. Neste mês de aniversário de Salvador, os soteropolitanos vão ganhar um programa de desenvolvimento econômico da capital. O presente é mais que bem-vindo. Em época de crise, milhares de pessoas estão em busca de uma oportunidade de trabalho. A taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador é de 25,1%, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Ainda em fase de desenvolvimento, o programa a ser lançado é voltado para a atração de empresas com alto potencial de geração de renda e empregos. Estes empreendimentos receberão do poder municipal incentivos fiscais e subsídios como cessão de áreas para se instalar por aqui e estimular a economia na capital. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Guilherme Bellintani, não existe preferência por tipo de atividade da empresa. O que está sendo levado em conta é a capacidade de geração de renda e empregos para os soteropolitanos.

“É uma expectativa aberta para que Salvador consiga ter um novo ciclo de alavancagem econômica”, argumenta Bellintani. De acordo com o secretário, ainda não é possível estimar quantos empregos serão gerados, já que os pactos com as empresas ainda estão em andamento. Por enquanto, os locais estudados e priorizados para instalação destes negócios são a Península de Itapagipe e uma parte do Subúrbio Ferroviário.

O operador de empilhadeira Ruan Dias, morador da Ribeira, está desempregado há dois anos e quatro meses e já havia descartado encontrar um emprego perto de casa. Ele afirma que a maioria das vagas a que se candidata ficam no Comércio, na Paralela, ou no Iguatemi e adjacências.

“Eu acho que seria uma boa trabalhar aqui na Península, porque a gente tem que cumprir horário no trabalho. Um funcionário morando perto da empresa é melhor por causa da questão de atrasos”, comentou Ruan. Ele também considera positiva o estímulo a novos negócios, principalmente por causa da dificuldade que ele tem para achar um emprego na sua área de formação. “Para você atuar na área a empresa exige experiência. Aí, para quem não tem, como eu, a situação fica pior.”

O secretário explica que cada empresa deve se alocar onde for mais adequado ao seu modelo de negócio. “O varejo, por exemplo, vai para onde tem demanda de compra, como é o caso de supermercados. Já as pequenas indústrias podem seguir uma indicação nossa de onde devem ficar”, esclarece. Os locais exatos não foram divulgados para evitar especulação imobiliária e econômica no entorno.

O que é possível adiantar é que entre as empresas que procuraram a prefeitura duas são do setor de varejo, uma de hotelaria internacional com desejo de se instalar na orla e as outras são empresas do ramo de construção civil, call center e negócios digitais. Conforme Bellintani, os subsídios e incentivos fiscais não devem ser oferecidos por mais de cinco anos – tempo esperado para que a empresa seja implantada e consiga se estabelecer no mercado. 

Sem burocracia

Junto com este programa de desenvolvimento também será lançado ainda o Simplifica, um pacote de medidas antiburocracia para facilitar a abertura de novas empresas na cidade. A prefeitura, também através da Sedur, pretende melhorar esse processo com a redução do tempo para quem quer abrir um negócio. Também de acordo com Bellintani, o projeto Simplifica pretende implantar tecnologias e criar um canal específico para atendimento pela internet. “A configuração atual das secretarias é feita para um tipo de cidadão/empresa atrasado. É muito físico, que transita entre órgãos. O que a gente quer é reduzir o tempo e deslocamento, fazendo o máximo possível através da internet”, conta.

O secretário esclarece que algumas normas relativas à abertura de empresas são de 20 a 30 anos atrás e precisarão ser alteradas para essa nova configuração do processo via internet. Por causa disso, uma parte do projeto ainda terá de passar pela Câmara de Vereadores para análise e modificação das leis. De acordo com dados da Junta Comercial da Bahia, a abertura de empresas caiu muito nos últimos anos. Em 2015 e 2016, foram abertos, respectivamente, 26.583 e 24.946, número mais baixo desde 2007. Em 2013, 31.029 empresas foram abertas.

Mais obras

E a festa não para por aí. No final do mês a prefeitura também anuncia projetos que vão de desde infraestrutura a desenvolvimento social, urbano, cultural e econômico. Serão feitas quatro obras de contenção de encostas em locais como Arraial do Retiro, Barro Branco e outros; entrega de dois mil títulos de posse de terra; inauguração de quinze praças; construção do Centro Integrado de Esportes em Itapuã, além de entrega de mais de 20 quadras e campinhos; inauguração de unidades de saúde, duas escolas e uma creche; criação de parcerias público privadas (PPPs) para 600 vagas subterrâneas de estacionamento no Centro Histórico/Comércio e construção de mais cemitérios, além de abertura de sete editais na área cultura

sábado, 19 de novembro de 2016

Técnicos discutem impacto da implantação do BRT em Teresina

19/11/2016 - Cidade Verde

Os impactos da implementação do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) foram apresentados, na manhã desta sexta-feira (18), aos técnicos da Prefeitura de Teresina. A apresentação é resultado da dissertação de mestrado da arquiteta da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), Gabriela Uchoa, mestra pelo University College London. 

Intitulado de “Análise de Investimento em Transporte por meio de Modelos de Interação Espacial em Teresina: Avaliação de Impactos de Implementação de BRT”, a dissertação analisou a implantação do novo sistema a partir de três indicadores: social, ambiental e econômico. A partir deles, foram respondidos questionamentos como a melhoria da acessibilidade, aumento do uso de transporte público e quais zonas teriam um melhor desenvolvimento econômico. 

“O novo sistema seria benéfico para Teresina e teria um desempenho satisfatório. Isso porque, como o novo sistema, mais pessoas passariam a usar transporte público, trocando o carro particular pelo BRT, e também haveria um crescimento econômico no entorno dos corredores”, afirma Gabriela Uchoa. 

Ela lembra que só a melhoria no sistema de transporte não seria suficiente. “Ela deve vir acompanhada de medidas de planejamento urbano, como o tratamento do entorno dos corredores, acesso a moradia em zonas beneficiadas e zoneamento complementar de atividades fora da área central”, pondera. 

Outro ponto destacado é o custo da implantação do BRT, que é menor em relação a outros transportes públicos, como o metro. “O custo de implantação da estrutura do BRT é menor do que os dos demais. Em comparação ao do metro, por exemplo, é dez vezes menor”, comenta Gabriela. 

Em Teresina, estão sendo investidos mais de R$ 320 milhões para implantação do novo sistema. Ao todo, serão oito terminais de integração e corredores de vias exclusivas em 12 avenidas e em algumas ruas que fazem a ligação entre os bairros e o centro da capital piauiense.

“O trabalho de mestrado da Gabriela mostra as vantagens do sistema de BRT e apresenta pontos que podemos melhorar para evitar problemas a médio prazo”, afirma o secretário Municipal de Planejamento e Coordenação, Washington Bonfim. “A intenção é que, com o BRT, mais pessoas possam usar o sistema público de transporte. Com isso, o retorno para a população e para cidade será muito maior”, finaliza. 

O BRT (Bus Rapid Transit) é um sistema de transporte coletivo de passageiros que proporciona mobilidade urbana rápida, confortável, segura e eficiente por meio de infraestrutura segregada com prioridade de ultrapassagem, operação rápida e frequente. O sistema é usado em cidades como São Paulo e Curitiba

terça-feira, 10 de maio de 2016

Corredores BRT de Porto Alegre se distanciam da proposta original

10/05/2016  - Zero Hora - RS

Em 11 de março de 2013, ZH destacava, em sua versão online: "Corredores BRT irão transformar o trânsito de Porto Alegre". Cinco anos após o anúncio do sistema de trânsito rápido para o transporte público, a previsão se concretizou – mas não da maneira que se esperava. As obras do BRT (transporte rápido de ônibus), todas ainda inconclusas, apesar de terem sido prometidas para a Copa do Mundo de 2014, realmente mudaram o trânsito da Capital. Para pior.

No estado atual, os trabalhos complicam o trânsito, deixam corredores em obras vazios, obrigando os ônibus a disputar espaço com outros veículos, e dificultam a vida dos passageiros, que já se acostumaram com a lentidão e os constantes desvios de rota.

A expectativa para este ano – o terceiro de obras tão somente de pavimentação do BRT – era de que, finalmente, o asfalto fosse substituído pelo concreto em todos os corredores a serem cruzados pelo sistema, garantindo maior durabilidade para a pista e evitando a trepidação dos veículos. Mas nem isso agora está garantido: com a dificuldade financeira enfrentada pela construtora Brasília Guaíba, o corredor da Avenida João Pessoa precisará passar por nova licitação. O edital deve ser publicado apenas no próximo semestre.

Nos demais corredores, os ônibus poderão voltar a circular ainda neste semestre, mas nenhum ainda está adequado à nova proposta. Por enquanto, nada de embarque rápido, ultrapassagem, veículos maiores, bilhetagem eletrônica, informatização de horários: o início da "operação BRT" em Porto Alegre será apenas em corredores com novo piso.

– Esta primeira fase é a mais traumática. Houve uma série de imprevistos que impediram que o cronograma fosse seguido. Mas o benefício vem a longo prazo, quando as obras forem finalizadas – afirma o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt.

O problema é que o conceito de Bus Rapid Transit inclui muito mais do que corredores de concreto. Estão previstas ainda melhor infraestrutura e sistemas inteligentes (bilhetagem eletrônica, monitoramento de veículos, controle e informação ao usuário). Mas, por enquanto, sequer a primeira fase da etapa inicial está pronta.

A Secretaria de Gestão, responsável pelas obras da Copa, prefere agora nem estimar quando todo o sistema estará funcionando. Seguiram-se anos sem que o sistema, alardeado como a solução para a confusão no transporte público, conseguisse passar o primeiro sinal verde.

Somada aos atrasos, essa implementação adaptada acaba minando a confiança de estudiosos do assunto e da população em geral na eficácia do sistema em Porto Alegre – a que o especialista em transportes João Fortini Albano, pelas peculiaridades do caso gaúcho, dá o apelido de "BRTchê".

– Estamos retrocedendo em relação àquilo que é o BRT. Não estamos usando veículos maiores, permitindo ultrapassagens, nada do que o modelo clássico prevê. Não é só corredor, isso nós já tínhamos. Parece que Porto Alegre poderia atingir um nível 2, mas prefere para sempre ficar no 1 – pondera o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Revisão prevê menos "sofisticação"

Terminadas as obras de pavimentação, os próximos passos incluem a instalação de novas paradas de ônibus, a criação de terminais integrados e a adaptação do sistema viário para que as linhas de ônibus atuais passem a alimentar o sistema BRT, que deverá assumir boa parte das viagens na Capital. A bilhetagem eletrônica, com o objetivo de diminuir o tempo que leva cada embarque e desembarque, também está prevista.

Cada passo, porém, depende de novas licitações, e ninguém se arrisca a prever quando o sistema completo deve ser entregue à população. Ainda assim, nem tudo será entregue nos mesmos padrões que se previa. Consideradas "sofisticadas" pelo prefeito José Fortunati, as estações fechadas, repletas de tecnologia e com venda interna de passagens vão ficando de lado após constantes revisões feitas pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

– O conceito geral permanece, mas estamos propondo alterações na arquitetura que são mais racionais. É como construir uma casa: você pode usar materiais caros, e gastar muito com isso, ou usar alternativas mais baratas para que a funcionalidade permaneça, mas saia mais em conta – afirma o engenheiro da EPTC e coordenador do projeto, Luís Cláudio Ribeiro.

Também os terminais com grandes espaços abertos para a circulação de pessoas e veículos vão perdendo apoio em troca de estruturas mais simples, bastante semelhantes aos terminais atuais – mudanças que, garante a EPTC, são mais racionais em relação ao orçamento disponível e ao uso do dinheiro público.

BRT AVENIDA JOÃO PESSOA
• Extensão: 3,2km
• Total investido: R$ 2,5 milhões
• Início: setembro de 2012
• Passageiros: capacidade de 120 mil usuários/dia em cada sentido
• Estações: 5
• Situação: 60% da pavimentação concluída

BRT AVENIDA PROTÁSIO ALVES
• Extensão: 7km
• Total investido: R$ 18 milhões
• Passageiros: capacidade de 109 mil usuários/dia em cada sentido
• Estações: 14
• Situação: 100% da pavimentação concluída

BRT AVENIDA BENTO GONÇALVES
• Extensão: 6,8km
• Total investido: R$ 13 milhões
• Início: março de 2012
• Passageiros: capacidade de 114 mil usuários/dia em cada sentido
• Estações: 14
• Situação: 99,5% da pavimentação concluída

terça-feira, 3 de maio de 2016

São José dos Campos publica edital para implantação do BRT



03/05/2016 08:47 - Rádio Piratininga

A Prefeitura de São José dos Campos publicou nesse sábado (30) o edital para escolha da empresa que vai realizar as obras de implantação do Mobi, sistema de transporte público de massa com o uso de BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit).

Catorze empresas e consórcios foram qualificados e estão aptos a disputar o lote 1, que contempla a construção de quatro corredores, totalizando 25,3 quilômetros de extensão, terminais de embarque e desembarque, além de um Centro de Controle Operacional (CCO).

As empresas e consórcios habilitados têm até o dia 2 de junho para apresentar as propostas financeiras. O valor teto do edital é de R$ 319.442.133,11. O pacote de obras desta fase prevê a implantação dos seguintes trechos: Corredor Estrada Velha /Bacabal, Corredor Andrômeda, Corredor Interligação Centro-Sul e Corredor Centro I.

O lote 1 também abrange a construção do Terminal Sul, do Terminal José Longo e do CCO. A rede proposta está toda baseada em um sistema composto por veículos do tipo BRT, distribuídos em corredores exclusivos. A alimentação será feita pelos terminais e estações de transferência.

Participam da licitação 14 empresas e consórcios que foram selecionados durante a fase de pré-qualificação. Foram avaliadas a capacidade técnica e financeira das concorrentes. O procedimento é recomendado em obras de grande complexidade e fornece segurança jurídica e credibilidade ao processo licitatório.

Corredores

Os primeiros corredores do sistema Mobi vão passar por importantes áreas das zonas sul e central do município. O Corredor Estrada Velha/Bacabal terá 6,7 quilômetros de extensão. Ele terá início na Avenida Doutor João Batista de Souza Soares, logo após a Rua Quixadá, com ponto final previsto no futuro Terminal Sul, no Jardim Imperial.

Já o Corredor Andrômeda vai partir da Avenida Doutor Sebastião Henrique da Cunha Pontes, via local da Rodovia Dutra, e também vai até o Terminal Sul, totalizando 8 quilômetros de extensão.

O terceiro corredor, denominado tecnicamente como Corredor Interligação Centro-Sul, terá 3,1 quilômetros de extensão, começando pela Avenida João Batista de Souza Soares, no mesmo terminal do corredor Estrada Velha/Bacabal.

Seu traçado prevê conexão com o Corredor Andrômeda, em frente ao Vale Sul Shopping, passando depois sobre a Avenida Jorge Zarur por meio de uma nova ponte. O traçado segue sentido Rio de Janeiro e faz a transposição da Via Dutra por um novo viaduto até a Avenida Benedito Matarazzo, fazendo a conexão com a Avenida José Longo, onde se localizará o futuro Terminal José Longo.

O Corredor Centro I será construído com 7,5 quilômetros de extensão, permitindo que o Mobi percorra importantes vias da zona central, área que atualmente recebe mais de 85% das linhas de transporte público.

O trecho, em formato de anel, terá início na Avenida Francisco José Longo, no futuro Terminal José Longo, e vai seguir pela Avenida João Guilhermino, rua Dolzani Ricardo, Antonio Saes, Francisco Rafael, Siqueira Campos e Praça da Matriz, chegando ao Terminal Central (futura Estação de Transferência Centro).

O corredor continuará pelas Avenidas São José, Madre Tereza, ruas Luiz Jacinto, Euclides Miragaia e avenidas Adhemar e Heitor Villa Lobos, retornando ao Terminal José Longo.

Terminais e Estações de Transferências

O lote 1 do Mobi prevê ainda a implantação de duas estações de transferência e dois terminais. O Terminal Sul será construído em frente à Praça Francisco Azevedo, no Jardim Imperial. Ele vai abrigar o início do corredor Estrada Velha/Bacabal e do corredor Andrômeda.

Já o Terminal José Longo ficará no cruzamento da Avenida Heitor Villa Lobos e Avenida Francisco José Longo. O terminal foi projetado para a integrar também os Corredores Estrada Velha/Bacabal e Andrômeda.

Os terminais vão funcionar como plataformas de distribuição dos veículos e serão construídos pensando na acessibilidade, conforto e segurança dos usuários do Mobi.

As estações de transferências vão permitir a baldeação dos passageiros para os demais corredores. A primeira unidade será construída na Avenida João Guilhermino, entre as ruas Eugênio Bonadio e Machado Sidney, na Praça Kennedy.

A Estação de Transferência Centro está projetada para funcionar no mesmo local do atual Terminal Central (Rodoviária Velha).

CCO

O Centro de Controle Operacional (CCO) será construído em terreno próximo ao Viaduto Kanebo. O prédio terá cerca de cerca de 600 metros quadrados e vai abrigar operações de gerenciamento e monitoramento do sistema Mobi.

O CCO funcionará com equipamentos e sistemas que vão permitir controlar os horários de deslocamento dos veículos, além de fazer a localização e a comunicação em tempo real com usuários e motoristas.

Pelo CCO será possível ainda ter acesso ao controle da demanda de bilhetagem eletrônica e contagem de passageiros, além de toda estrutura de segurança, como comando de alarmes e câmeras de vigilância dos veículos, estações e plataformas.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Ministério dos Transportes freia o BRT

02/05/2016  - O Liberal - PA

O Governo do Pará aguarda apenas a autorização do Ministério dos Transportes para que possa iniciar as obras do BRT Metropolitano, que vai vai integrar a Região Metropolitana de Belém. No final de 2013, foi iniciado um processo licitatório internacional para a elaboração do projeto executivo e execução do gerenciamento da obra do BRT Metropolitano. E, em fevereiro de 2014, assinado o contrato com o Consórcio Troncal, vencedor desse certame. Esse consórcio é constituído por quatro empresas (duas brasileiras e duas japonesas), que desenvolveram o projeto executivo do BRT. “Assim, o projeto executivo já foi concluído. Atualmente, estamos apenas aguardando que o Ministério dos Transportes autorize o Governo do Pará a realizar essa obra, através de um Termo de Cessão de Uso, já que o trecho em questão é de responsabilidade do Governo Federal”, informa o governo estadual, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM).

Com a cessão pela União do trecho de 16 km, que vai do Entroncamento até Marituba, essa parte da via será administrada pelo Governo do Estado, que executará obras para melhorar o antigo problema de engarrafamento no perímetro, facilitando a vida de milhares de pessoas. “Agora, estamos apenas dependendo do Termo de Cessão de Uso, pois já temos um contrato de financiamento com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) assinado e recursos na ordem de 530 milhões já disponibilizados para a realização dessa obra. Inclusive, o pagamento efetuado ao Consórcio Troncal para execução dos projetos executivos foi efetuado com parte desses recursos. E mais: por conta deste atraso, o Governo do Estado já pagou pouco mais de um milhão de reais de taxa de compromisso, acarretando prejuízos ao Estado e consequentemente à sua população”, acrescenta o NGTM.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Contagem irá licitar corredores para implantar o sistema BRT

Contagem irá licitar corredores para implantar o sistema BRT  

Plano com nove intervenções visa desafogar trânsito e viabilizar ônibus articulados até 2018

Plano de mobilidade urbana em Contagem MG 

Plano de mobilidade urbana em Contagem MG
Previsão é que Via Expressa comece a ser recapeada em outubro

25/04/16 - O Tempo

JOANA SUAREZ

Dois viadutos, uma trincheira e um terminal de integração já estão em construção em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A maior e mais avançada obra é a da trincheira do Itaú, no cruzamento das avenidas Babita Camargos e General David Sarnoff, na Cidade Industrial, que será inaugurada em junho próximo.

Com investimentos da ordem de R$ 400 milhões, as intervenções fazem parte de um plano de mobilidade que vai viabilizar a implantação do sistema BRT, previsto para 2018. O pacote inclui mais dois viadutos, outra trincheira, mais três terminais de ônibus e três corredores que receberão os ônibus articulados, atendendo a 250 mil usuários.

Após dois anos de inauguração do BRT/Move da capital mineira, Contagem começa a galgar um sistema de transporte semelhante. Dois corredores de ligação de bairros e regiões – o Leste/Oeste e o Ressaca/Cidade Industrial – serão licitados até o próximo mês para começar as obras em setembro. A previsão é de 19 km de BRT e 22 km de faixas exclusivas para os coletivos na cidade.

Contagem terá novos corredores de transporteTransporte: a virada olímpica de uma rede caóticaPMs ‘presos’ em delegacia  

Mas, antes de receber os articulados, as intervenções viárias – nove no total – já vão desafogar o trânsito, explica o secretário de obras de Contagem, Mário Sérgio Corrêa Dias. Cortada por duas BRs, a 040 e a 381, e uma via expressa que liga o município a Belo Horizonte e a Betim, Contagem, há anos, espera por uma estrutura viária à altura de sua posição.

“São intervenções muito importantes, porque Contagem tem um tráfego pesado de passagem, absorve o trânsito comercial da região metropolitana e é saída da capital”, argumenta o especialista Márcio Aguiar, que já foi engenheiro da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Contagem (Transcon).

Algumas obras, inclusive, já são planejadas desde quando o engenheiro trabalhou no órgão, há 15 anos, como a trincheira do Itaú. “Esse pacote agora tem intervenções novas, mas sempre terá a necessidade de mais obras de mobilidade”, acrescentou Aguiar.

CONCLUSÃO. A trincheira do Itaú, que está 80% concluída, vai mudar “radicalmente” o trânsito na região, conforme o secretário de Obras. “Vamos acabar com um cruzamento que tinha um sinal com quatro fases”, afirma Dias. Espera-se que a melhoria no tempo de tráfego seja de 20 minutos. Por lá passam 70 mil veículos por dia.

Desvios

Tráfego. A obra na trincheira do Itaú não terá novos desvios até sua conclusão em junho, conforme o presidente da Transcon, Rodrigo Tomaz. “Conseguimos fazer a obra com pouco impacto no trânsito”.

Saiba mais

PAC.  Parte dos recursos para as intervenções vem do PAC Mobilidade Médias Cidades, assinado com o governo federal em 2014, que libera R$ 220 milhões para obras. Contagem foi a primeira do país a fechar o convênio.

Crise.  O secretário de Obras Mário Sérgio Dias acredita que a crise no país pode atrasar o repasse, mas a verba chegará. “Qualquer governo que lá esteja não vai parar esse programa, porque tem muita demanda no Brasil, é de grande impacto”, disse.

Parceria com DER viabiliza recapeamento

Há mais de 30 anos, a Via Expressa, que liga Belo Horizonte a Contagem e a Betim, na região metropolitana, não é totalmente recapeada, conforme o secretário de Obras de Contagem, Mário Sérgio Corrêa Dias. A licitação para que a via receba novo asfalto deve sair nos próximos meses, e a previsão é que os trabalhos comecem em outubro deste ano. 

“O estado dela sempre foi muito ruim. A Prefeitura de Contagem faz a manutenção, indevidamente, para atender a população, mas essa é uma responsabilidade do Estado”, explicou Dias. Com o início do plano de mobilidade, Contagem fez uma parceria com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG) para a completa troca do asfalto da via. 

Além da verba que o município conseguiu com a União para fazer o corredor Leste-Oeste, incluindo a Expressa, o governo de Minas liberou mais R$ 15 milhões. O projeto está sendo concluído para iniciar o processo licitatório. 

Viaduto da avenida Teleférico começa a ser construído

Com as obras de mobilidade previstas pela Prefeitura de Contagem concluídas, a promessa é que o trânsito da cidade fique livre dos gargalos. Um deles é o da avenida Teleférico, onde será construído um viaduto sobre a BR–040, ligando os bairros Água Branca e Morada Nova. A intervenção já começou com a montagem de canteiro de obra e com a organização de trabalhadores. Não haverá desvios de tráfego no local, por enquanto. 

“Além das obras para atender a região metropolitana, Contagem precisa de obras para melhorar ligações dentro da própria cidade, para valorizar o consumo interno; é o caso do viaduto da Teleférico”, afirmou o engenheiro Márcio Aguiar. 

O viaduto também vai receber as linhas do BRT e, segundo o presidente da Transcon, Rodrigo Tomaz, otimizará o tempo de travessia para o bairro Morada Nova, resolvendo um gargalo da região. 

http://www.otempo.com.br/cidades/contagem-ir%C3%A1-licitar-corredores-para-implantar-o-sistema-brt-1.1286238

terça-feira, 19 de abril de 2016

Governo paulista apresenta Corredor BRT Alto Tietê



14/04/2016 - Mobilize/ EMTU

Corredor ligará municípios da região ao sistema de trens urbanos da CPTM. Encontro com autoridades e técnicos acontece amanhã, sexta (15), em Arujá (SP)
   
 Marcos de Sousa/ Mobilize 

Projeção do futuro Terminal de Aruja 
Projeção do futuro Terminal de Aruja
BRT Alto Tietê: projeção do futuro Terminal de Arujá
créditos: EMTU

Nesta sexta-feira (15) a EMTU/SP realiza em Arujá-SP uma apresentação do projeto do Corredor Metropolitano BRT Alto Tietê, que está sendo desenvolvido pelo governo estadual de São Paulo.

O projeto do futuro corredor de ônibus prevê uma extensão de 21 km e 26 estações entre as cidades de Arujá, Poá, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos, uma região com grande concentração populacional na área leste da Região Metropolitana de São Paulo. Sgundo estimativas da EMTU, o sistema atenderá a 47 mil passageiros por dia, com redução de cerca de 28% (cerca de 20 minutos) no tempo de viagem.

Ainda segundo o projeto, o BRT Alto Tietê estará conectado aos trens urbanos das Linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM, além do futuro Corredor Metropolitano Leste, na cidade de Mogi das Cruzes-SP (veja mapa).

O encontro acontece na Câmara Municipal de Arujá (rua Rodrigues Alves, 51  Centro de Arujá) e contará com a presença do presidente da EMTU/SP, Joaquim Lopes, e autoridades dos municípios de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá e Poá, além de técnicos da Emplasa - Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano.

Mapa do futuro corredor BRT: conexão com trens da CPTM em Itaquá e Ferraz de Vasconcelos